quarta-feira, 20 de novembro de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
As credenciais, o bloqueio da carteira e o jogo
Fui na Ressacada para assistir ao jogo contra o Volta Redonda e vou resumir o roteiro da noite:
1 - As credenciais
Fui buscar um credencial para um amigo meu. Como não podia ir antes na Ressacada, tentei chegar mais cedo ao estádio, prevendo uma fila. Cheguei às 18:30 e a fila já estava próximo da rua. O sistema de entrega era relativamente rápido, mas a falta de educação de alguns jovens avaianos, querendo dar uma de espertinho e furando a fila é de tirar a gente do sério. Não quis dar um pito nos moleques porque, além de não ser do meu estilo, não queria sarna para me coçar. Mas que eles mereciam uma boa chamada de atenção, mereciam. Sobre a fila, minha única sugestão é usar o método das senhas, como já fazem na secretaria.
Sobre a entrega das credenciais, minha sugestão é que, além desta modalidade de entregar uma credencial, eles também liberassem o uso da carteira para duas entradas, diretamente na catraca, como já fizeram uma vez. Ou seja, se eu ir antes, pego uma credencial, e bloqueio a minha segunda entrada. Se não puder, eu vou na hora do jogo, com meu convidado e passo a carteira duas vezes.
2 - O bloqueio das carteiras
Tive minha carteira bloqueada, mas eles não souberam me explicar o motivo. Para não perder tempo na fila, aceitei deixar a carteira para esclarecer outro dia. Meu pagamento é pela conta de energia, que está em dia, pois é débito automático. Logo, não era por atraso. Li no blog do Alexandre Aguiar (clique aqui) os motivos apresentados pelo clube para retenção da carteira (atraso, chip, numeração, boletos, segunda via, carteira antiga e outros motivos desconhecidos).
No meu caso, a secretaria me informou, hoje, que o motivo era que a Celesc não estava repassando as informações de pagamento para o clube. Suponho então que entrei na categoria da falta de pagamento. Como já expliquei acima, estou em dia com o clube, mas não tenho culpa se o método que o próprio clube disponibilizou não está dando certo. Eles pediram para tirar uma cópia da fatura e mandar para eles para comprovar o pagamento. Fiz isto e mandei por e-mail. Felizmente, pude resolver isto já hoje, mas acredito que eu ia me aborrecer bastante se deixasse para resolver no domingo. Quero registrar que a pessoa da secretaria me atendeu com muita calma e educação, liberou a carteira, garantindo que eu posso assistir ao jogo no domingo, antes mesmo de eu enviar o comprovante. Espero que eu não me decepcione.
Minha sugestão em relação ao bloqueio de carteiras é o seguinte:
Para começar, o sistema precisaria ser programado para diferenciar o primeiro bloqueio da carteira. Não acho que seja difícil gerar um novo código para isso.
No caso de primeiro bloqueio, o sócio seria avisado que há algum problema com a carteira e que ele deve procurar a secretaria, por telefone, e-mail ou pessoalmente. Neste caso, ele não teria a carteira retida e poderia assistir ao jogo. Entretanto, seria avisado que só poderia assistir ao próximo jogo, se resolvesse sua situação, pois seu acesso só voltaria a ser liberado após resolver a pendência com a secretaria.
No meu caso, por exemplo, eu poderia resolver o problema sem precisar ir na Ressacada, pois a carteira continuaria comigo.
Para o clube, teria a vantagem de não precisar ficar guardando uma centena de carteiras, e gerando imensas filas na hora do jogo para resolver a situação e devolver a carteira.
3 - O Jogo
O Avaí jogou muito bem e manteve a calma mesmo levando o gol do empate e não tendo a torcida ajudando (pelo menos no setor A). Volto a dizer que a torcida só ajuda quando o time está vencendo. Aí não precisa da torcida. O time precisa do grito do torcedor justamente quando está numa situação difícil. Isto só acontece num único jogo, que é o clássico.
No jogo, a concordância quase geral é que nossa zaga dá nos nervos, apesar que em alguns lances, a falha começou no meio de campo, com erros de Eduardo Costa ou Alê.
Apesar disso, o time jogo bem, com destaque para Alê, que acertou quase tudo. Ygor também foi bem, principalmente no primeiro tempo, mostrando muita mobilidade e tentando criar situações de ataque. Se o CS10 não vier, talvez possa se tornar o companheiro do M10 para a série B.
Reis até fez o gol, mas ainda precisa melhorar para voltar a condição que se apresentou nos primeiros jogos. Roberson parece ser bom de bola, mas precisa encontrar seu espaço no campo.
Arlan esteve bem e Julinho mostrou que se quiser, pode ser titular absoluto. Marquinhos Santos não esteve tão bem, mas deu sua preciosa contribuição com a cobrança perfeita da falta. Acho engraçado que a torcida aplaude até erro de passe do galego. Ele é imune a falhas e provavelmente tem gente que vai ficar brabo pela minha insolência em falar um pouquinho mal do craque avaiano. Tô nem aí. Opinião é que nem... nariz, cada um tem a sua. Isto não significa que não ache ele importante para o time. Apenas estou dizendo que na partida de ontem (e em várias outras) ele não jogou o que sabe.
Tauã não entrou bem e parecia nervoso. Ricardinho é um motorzinho e só não é titular porque vai ser difícil tirar EC e Alê. Danilo entrou e guardou o seu, mas não vai ter chance no time titular.
Passada esta fase, agora é pensar de novo no estadual. A parada de domingo é difícil, mas o jogo de quarta deu esperança.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Reforçando o adversário
Por mais que alguém queira defender esta ideia dizendo que aquela parte nunca é preenchida e que é uma maneira de arrecadar dinheiro, eu acho que mais importante do que a parte financeira, é o respeito pela torcida do Avaí.
Aquele espaço é da torcida do Avaí, tanto que no próprio site do clube é oferecido cadeiras para o setor E. Sendo assim, não pode se admitir que a diretoria em determinados jogos coloque torcedores adversários naquele espaço, ainda mais da torcida mais rival que temos.
Pelo que sei, o clube é obrigado a oferecer 10 % da capacidade do estádio para a torcida adversária. Só o setor E tem capacidade para 993 pessoas e o setor F+G+H tem capacidade para mais 3320 pessoas. Ou seja, para não ultrapassar os 1780 lugares, que é o mínimo exigido, o setor F terá que ser reduzido para 800 lugares. Será assim, ou veremos 2000 torcedores alvirosados no estádio?
Eu sei que o jogo é decidido no campo e que a maior ou menor presença da torcida adversária não garante a vitória ou a derrota, mas convenhamos que liberar um número maior de lugares para eles é reforçar o adversário, visto que mais torcedores deles estarão lá, apoiando os jogadores multicoloridos. Para mim, quanto menos torcida adversária, melhor para o time que eu torço.
Por fim,é uma temeridade deixar os torcedores do Estreito ocuparem os lugares do setor E, visto que em cima deles estão camarotes de avaianos e esta combinação normalmente não dá certo.
Em relação a quem pensa que aquele poderia ser um setor misto, quero dizer que apoiaria a ideia se tivesse certeza que lá estariam apenas torcedores da paz que sabem curtir um jogo e sabem brincar com o resultado. Infelizmente, esta espécie é cada vez mais rara no estádio. Num jogo como este, até mesmo aqueles que sabem conviver harmoniosamente com os adversários podem se transformar em torcedores exaltados.
Para que isto acontecesse seria preciso criar uma cultura para ter um espaço misto em todos os jogos, que serviria para que famílias que torcem por times adversários pudessem ver o jogo juntos. Estive uma vez no Maracanã, assistindo a Fluminense e Vasco num setor misto e achei muito legal. Mas aquilo não era uma novidade e além disso, a quantidade de jogos entre os 4 times do Rio é bem maior, além do Maracanã ter espaço de sobra para se poder dar ao luxo de reservar uma parte do estádio para isso. Não é o caso de Florianópolis, que só tem 2 times e da Ressacada, que não é tão grande assim. Sendo assim, sou contra o setor misto.
Por fim, quero dar nota ZERO para a diretoria avaiana por esta ideia. Prefiro ver o setor E vazio, do que ocupado por qualquer torcida, ainda mais dos nossos queridíssimos amigos do Estreito.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Como desagradar a torcida em 10 passos
1 - Desmontar um time vencedor
2 - Contratar uma penca de jogadores de qualidade duvidosa
3 - Aumentar os valores das mensalidades dos sócios
4 - Aumentar os valores dos ingressos
5 - Quase ser rebaixado e não aprender a lição
6 - Deixar de conquistar um tricampeonato, sendo eliminado por um time da série C
7 - Vender o craque do time (Marquinhos)
8 - Ser rebaixado da primeira divisão nacional
9 - Vender o craque do time (de novo) (Cléber Santana)
10 - Demitir o treinador que a torcida gostava (coisa rara) (HM)
Com tantas besteiras, é de se surpreender como o time conseguiu ser campeão estadual. Isto não estava no roteiro. Vai ver que é por isso que o Arini foi demitido, pois fugiu do script.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
O que dizer agora?
Independente do acerto ou não do negócio, a diretoria já mostrou que não está pensando no acesso. A diretoria pode até não dizer que desistiu do campeonato, mas pelo menos poderia ser mais transparente. Em 2007, quando a parceria com a LA Sports foi fechada, o próprio Luiz Alberto declarou que naquele ano o objetivo do time era não cair e que somente no ano seguinte é que o time disputaria o acesso com chances. Apesar do berreiro geral, foi o que aconteceu. O ano de 2007 foi de sofrimento e o de 2008 de alegria.
Se o acesso para a série A já estava difícil, deverá ficar ainda mais complicado com a saída do Cléber Santana. Não que ele seja um super craque, até porque nas últimas partidas não tem feito a diferença, mas está num nível bem acima dos demais atletas do elenco avaiano.
O problema não está tanto na saída dele, mas na opção da diretoria em liberar um jogador, que é indicado por todos, não só avaianos, como um jogador de qualidade, que torcedores de vários times, da A e da B, gostariam de tê-lo em seu clube.
Ainda temos chances de subir, mas a esperança está cada vez menor. É impossível vencer as partidas que faltam e conseguir o acesso sem o CS10? Não, mas se com ele já estava difícil, ficar contando com a criatividade de Camilo e Nenê Bonilha para fazer os gols que não vem acontecendo, é quase acreditar em Papai Noel.
É claro que a culpa maior desta lambança é da diretoria, mas o atleta também tem parte em tudo isto. Ele tem todo o direito de mudar de clube, mas estará indo contra a sua palavra, que disse que ficaria no clube até o final do ano. Não adianta querer protegê-lo ou santificá-lo. O futebol apresentado em campo não o imuniza de receber críticas. Falou que ia ficar e não vai. Tem seus motivos para sair? Tudo bem. Chame a imprensa, explique sua situação e aproveite para se despedir da torcida que tanto gosta dele.
Em relação ao Renato Santos, apesar de bom zagueiro, já estava se achando o Baresi. Ele está querendo receber o troféu Belfort Duarte? Podemos até sentir sua falta, mas não é uma reposição tão difícil de se fazer. É claro que contar com o Marcelinho Paulista para isto é pedir demais.
Por último, mesmo que a negociação não aconteça, o clima de desânimo e revolta da torcida já estará estabelecido. A diretoria, que não é bem vista por boa parte da torcida, deu mais motivos para os protestos.
Depois desta, a gente pensa se vale a pena continuar sócio de um clube que não dá bola para o torcedor.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Estava indo tão bem
Mas parece que no Avaí não é simples assim.
O presidente anunciou a demissão do gerente de futebol, Carlos Arini e a contratação de Marcelinho Paulista, vindo do Corínthians, em função de um parceria com o time de São Paulo. Os jogadores não gostaram e invadiram, pacificamente é bom dizer, para mostrar sua insatisfação e para pedir para o presidente reconsiderar a demissão de Arini.
O que dá para falar sobre isto tudo? Muita coisa.
O Carlos Arini não era bem visto pela torcida e muita gente queria que ele tivesse ido embora junto com o Ovelha. Montou o time que foi campeão catarinense e tem seus méritos na conquista, apesar de muitos não reconhecerem. A prova de sua importância está justamente no apoio que recebeu dos atletas. A partir deste gesto dos jogadores, dá para imaginar que se o Arini tivesse saído após o jogo contra o Camboriú (como muitos queriam), o Avaí não teria nem se classificado para as semifinais. Entretanto, não tem muita lógica lamentar sua saída agora, pois muitos queriam vê-lo longe da Ressacada. O problema está na reação dos atletas. Apesar da gente reclamar que o Zunino complicou uma semana que era para ser de paz, não tinha outro momento para mandar o cara embora, porque depois de começar a série B é que ficaria complicado.
O que é de se estranhar é o grupo não ter sido comunicado da demissão antes do anúncio para imprensa, tanto da saída do Arini como da chegada do Marcelinho Paulista. Se isto tivesse sido feito, esta mal estar não teria ocorrido e a roupa suja seria lavada dentro de casa, longe dos ávidos microfones dos urubús de plantão, que já estavam imaginando uma semana de tristeza (para eles).
Por outro lado, o jogador é funcionário do clube e não tem nada que ficar dando pitaco na estrutura administrativa. Já vimos que os jogadores quando querem, derrubam treinador, mas manter emprego de alguém, é a primeira vez que vejo tentarem. Entretanto, eles têm que entender que existe uma hierarquia e não podem querer escolher quem vai ser o gerente de futebol do clube. Isto realmente pode conturbar o ambiente da Ressacada que Hémerson Maria custou tanto para acalmar.
Em relação a chegada do Marcelinho Paulista, não sei o que falar. Primeiro me confundi com o outro Marcelinho (o Carioca) e daí pensei: agora vai tudo para o buraco. Depois que vi que não era aquele encrenqueiro, até me acalmei. Mas também pouco sei sobre ele. É certo que será um testa de ferro da parceria.
A parceria é outra incógnita. Por um lado, não me agrada, principalmente por se tratar do Corínthians, um time que eu realmente não gosto. Acho que o Avaí pode virar estaleiro de jogadores não aproveitados em São Paulo, apesar que isto também acontecia na época da LA Sports. Por outro lado, o time paulista é atualmente um dos clubes mais ricos do Brasil e vai receber neste ano, apenas pela cota da TV, R$ 90 milhões. É muito dinheiro. Com toda esta grana é provável que eles venham a contratar vários jogadores que não sejam aproveitados no Parque São Jorge e vão querer colocar em algum time. O perigo é vir junto com alguns bons, muitos ruins.
Infelizmente, a lua de fel do Zunino com a torcida irá continuar e só a subida para a série poderá amenizar (mas não eliminar) esta amargura da torcida avaiana.
Vamos ver o que dar isso tudo. No jogo de sábado a gente vai ter uma ideia. Será que Hémerson Maria vai continuar mantendo o grupo unido e a favor do Avaí?
sábado, 12 de maio de 2012
Os ingressos na zona não mista (nem amistosa)
Qualquer um deveria poder comprar ingresso em qualquer lugar do estádio, que não seja de um sócio. Entretanto, devido à falta de esportividade generalizada, criou-se uma regra que as pessoas que torcem por times diferentes não devem assistir ao jogo lado a lado, pra mode de não dar confusão. É uma pena, pois isto nem sempre foi assim. Mas isso também não é exclusividade daqui, pois, com exceção dos jogos da Copa do Mundo, acho que em todos os jogos de todos os campeonatos de todos os países, o mesmo acontece. É bem verdade que em 2008 em assisti a um jogo no Maracanã (Vasco x Fluminense) num setor do estádio que a torcida era mista. Foi muito legal e não deu confusão.
Porém, uma vez que esta regra já está, infelizmente, incorporada ao senso geral, não tem como voltar para os saudosos tempos das torcidas misturadas. Pelo menos não com um simples decreto.
Sendo assim, eu não compraria um ingresso neste setor do Remendão. Quando no final do ano passado, sabíamos que a torcida avaiana não lotaria a Ressacada no clássico da última rodada do campeonato da série A e que também havia um boato sobre a compra de ingressos por parte dos torcedores brocolenses no setor E, a gritaria da torcida avaiana foi grande. Eu mesmo escrevi aqui que era contra esta atitude dos torcedores barbies naquela ocasião. Para manter minha coerência, não posso agora ser a favor da atitude dos avaianos.
Aliás, nesta postagem de dezembro eu já sugeria que a solução para este problema de venda de ingressos para visitantes em lugares que não deveriam estar, seria solucionada com a venda dos ingressos apenas para sócios. Não foram poucos os jogos do ano passado (Inter, Vasco, etc.) que vimos torcedores adversários sentados nas cadeiras cobertas do setor E. Um absurdo.
Por outro lado, é interessante ver como se comporta a diretoria do Tombense quando estão acuados e em desvantagem. Cadê aquele profissionalismo e atitude de quem se acha time grande? Só tem este discurso pomposo e esportivo quando estão vencendo. Agora, uma vez que a diretoria do time do Estreito inventou esta regra da compra dos ingressos apenas para sócio, vai ter que aceitar que num próximo clássico, a diretoria do Avaí faça a mesma coisa.
E a Polícia Militar? Segundo o site do parafusito, ela irá "retirar torcedores visitantes infiltrados" (...) "para manter a saudável competição." É de rir. O comando da PM tem é que se lembrar que terá que fazer o mesmo se esta situação se repetir no futuro pelos lados da Ressacada, inclusive com relação a torcedores de outros times que tenham comprado ingressos em locais não autorizados. Ou quando for no sul da Ilha vai querer proteger os malacos visitantes? Aliás, li que no domingo passado tinha torcedor barbie no setor E e teve policial querendo que a torcida avaiana não se manifestasse. Eu vejo coisa. Por quê este policial não conduziu o nobre visitante para seu devido lugar?
Por fim, vejo que alguns boca alugadas da imprensa acham normal a diretoria ceder lugar para os torcedores de Inter, Grêmio, Corínthians, Flamengo, Vasco, etc., mas não acham certo que isto aconteça no caso do Avaí. Aliás, acho que se a situação fosse contrária, era capaz deles apoiarem o torcedor que compra o ingresso, como, por sinal, fizeram no ano passado, naquele citado clássico da última rodada, a dupla de principiantes da rede que troca a notícia. Esperar coerência deles é realmente perda de tempo.
Agora que é esperar pelo clássico e torcer que não dê confusão.
E que o Avaí seja campeão, é claro.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Quem está falando a verdade?
Só que o presidente deu uma declaração desmentindo qualquer interesse do Avaí pelo técnico da equipe júnior do Corínthians. Também falou que não há qualquer parceria firmada com algum time.
E agora, em quem acreditar?
Que o Avaí precisa procurar um técnico, não há dúvida, pois se o resultado do clássico não fosse bom, já ia ter gente xingando a diretoria na demora na contratação de um técnico de renome para a série B. Até acredito num bom trabalho do HM, mas vai ser uma aposta e das grandes. Vou torcer para que ele faça um bom resto de campeonato e quiçá, até seja campeão. Só não sei se a torcida vai ter tanta paciência assim, se resultados ruins vieram na série B. Hoje, por causa da atuação no clássico, ele é o cara. E amanhã?
Voltando ao caso Narcíso. Eu também não acho que ele seja um bom nome para o Avaí. Se for para pegar um técnico que nunca treinou um time profissional, que fique com o HM. Outra coisa foi o momento da notícia, totalmente fora de hora, em virtude do jogo decisivo que o time tem no domingo.
O que pode ter acontecido?
Talvez a diretoria esteja de fato tentando estreitar um relacionamento com o Coríntinhias,
mas daí a trazer um técnico e um dirigente, acho que vai uma distância. Acho que alguém lá em São Paulo andou comentando alguma coisa e aí virou um telefone sem fio. Alguem falou demais e como sempre tem um jornalista querendo se aparecer, dando furo de notícias, deu nisso daí.
Porém, se de fato a diretoria estava com estes planos, talvez o vazamento tenha colocado os planos, literalmente por água abaixo. O Zunino não deve ter gostado do que aconteceu e pode melar tudo.
E como vai ficar?
Com esta diretoria, é difícil prever o futuro. Na teoria, o Zunino vai sustentar a história e nenhum negócio vai ser feito. Os fofoqueiros vão dizer que estavam falando a verdade e quem mudou de ideia foi o Zunino. E muitos torcedores vão apoiar... os fofoqueiros.
O que se tira desta história?
Como é que um mal (com L mesmo) falador de microfone pode ser tão mau educado?
Como tem coisas que acontecem no Avaí na hora errada
Como tem gente que gosta de xingar, antes de saber a versão dos dois lados.
Independente da veracidade de uma parte ou de toda a história, o que eu espero que a diretoria não traga nem o Narcíso, muito menos o Marcelinho Paulista para cá.
Se o técnico para série B não for o HM, que traga alguém com experiência e bom currículo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Agora todo mundo é torcedor apaixonado
quinta-feira, 22 de março de 2012
Reforma do Estatuto
Salvo engano de minha interpretação, a eleição para o CD é feita por chapa, com uma nominata de todos integrantes. A chapa vencedora forma o novo Conselho Deliberativo.
O que isso significa?
Que no Conselho Deliberativo, em teoria, todos tem uma origem comum e pensam de forma semelhante, já que integraram a mesma chapa na época da eleição. É como se na eleição para o poder legislativo a gente votasse nos partidos (como seria o voto em lista) no lugar de votar nos deputados ou partidos (como acontecesse hoje). Só que ao invés das cadeiras da Assembléia Legislativa serem preenchidas de acordo com a votação de cada partido, apenas o partido com maior número de votos é que teria assento na Assembléia. Ou seja, no poder legislativo haveria os deputados só de um partido.
Um dos lados negativos desta forma de eleição é que muitos são convidados para integrar o CD mas nunca aparecem nas reuniões. Você sabia que Ângela Amim é conselheira? Não tem nada com sua ideologia partidária ou atuação política na cidade, mas o fato de que nunca a vi na Ressacada. Como pode ser conselheira? O que ela sabe do clube? Tem vários outros casos que podem ser citados. É só olhar a relação dos conselheiros que tem no site.
Dizem que isto é para algumas pessoas terem o direito de ter duas cadeiras e vaga no estacionamento, que é o que o conselheiro tem direito. Aí eu entro em outro ponto: o custo para ser conselheiro. Novamente, salvo engano das informações que tenho, o conselheiro paga uma mensalidade de R$ 230,00 mensais, que dá direito a duas cadeiras no setor A, bem no meio do campo, na parte de cima das cadeiras (lugar reservado para os conselheiros) e duas vagas no estacionamento. Isto não está no estatuto, mas estava no site do Sócio-Coração.
Com estas condições, poucas pessoas podem se dar ao luxo de ser conselheiro. Será que o torcedor do setor C, D ou H tem condições de pagar esta quantia? Não sei é possível ser conselheiro e não pagar esta taxa, optando em ficar no setor onde já possui cadeira. Acho que não.
Como já escrevi, uma das consequencias deste formato de chapa é o número de faltas dos conselheiros nas reuniões. No atual estatuto, o conselheiro pode faltar a 4 reuniões consecutivas ou 6 alternadas, sem justificativa. Entretanto, com justificativa, não há limites de faltas. Ora, se o sócio é eleito conselheiro e não consegue vir às reuniões, mesmo justificando sua ausência, significa que ele deve ceder seu lugar para outro.
Além disso, o próprio conselho pode admitir novos conselheiros durante sua gestão, caso não o número total de vagas no CD, que é 300, não esteja preenchido. Isto significa uma mudança na sua composição em relação a chapa que originalmente venceu a eleição. Com todo respeito aos conselheiros que entraram no CD através deste dispositivo (como meu presidente do PFI), eu acho isto errado. Eles não foram eleitos pelos sócios.
Outra problema no atual formato estabelecido no estatuto é em relação às eleições para presidente. Uma das funções do Conselho Deliberativo é eleger o presidente do clube. Se todos os conselheiros eram da mesma chapa e elegem o presidente, isto pode significar uma fiscalização sobre as ações da diretoria não tão rígida, pois o indicado para presidente já é da preferência dos conselheiros. Novamente fazendo uma analogia com o sistema político brasileiro, é como se o prefeito e todos os vereadores fossem do mesmo partido. Sabemos onde a cidade ia parar se fosse assim.
Quais as minhas sugestões?
- Mudanças na forma de eleição para o Conselho Deliberativo - realizar a eleição para conselheiro através de candidaturas individuais. Quem tem interesse, se candidata. Deve ser estabelecido um número fixo de conselheiros (hoje o número pode variar entre 100 e 300). Sugiro 150. Assim, teremos uma pluraridade de opiniões no CD e não esta tom quase monocromático que existe atualmente.
Pode ocorrer de não haver candidato suficiente para preecher as vagas mínimas estabelecidas (na minha sugestão, 150), mas isto vai mostrar o real interesse do torcedor na gestão do clube. Se houver mais candidatos que vagas, sugiro a criação da suplência, de tamanho igual a 20 % do número de conselheiros (para minha sugestão, seriam 30 vagas). Estes sócios assumiriam um lugar no conselho, caso algum conselheiro eleito renunciasse ou fosse eliminado por motivo de ausências. Deste modo, o CD não teria autonomia de preencher as vagas por sua indicação.
- Mensalidade do Conselheiro - o sócio-conselheiro pagará o valor de sua mensalidade de acordo com o setor que tem sua cadeira, continuando a ter acesso apenas a este setor. A única vantagem adquirida, uma vez conselheiro, será ao direito de uma (apenas uma) vaga no estacionamento. Para aqueles figurões que tem as cadeiras no setor A, reservadas para conselheiro, sugiro criar uma modalidade para os mesmos, com direito a estas mesmas cadeiras de localização privilegiada e vagas no estacionamento.
- Número de faltas nas reuniões do CD - manter os limites de faltas justificadas (4 consecutivos ou 6 alternadas). Entretanto, uma vez ultrapassado o limite de 4 consecutivas, mesmo justificada, o conselheiro seria comunicado de sua exclusão do conselho. Se não consegue vir em 5 reuniões seguidas é porque
- Eleição para presidente do clube - há um movimento para que a eleição para presidente seja de forma direta, pelo voto dos sócios. Não me oponho a esta idéia, que acho interesante. Entretanto, se mudarem o formato da eleição dos conselheiros para o modelo individual, a eleição para presidente do clube poderia continuar sendo uma tarefa do CD. Todavia, se não mudarem isto, a eleição para presidente do clube deveria ser de forma direto pelo voto dos sócios.
Há várias outras coisas que podem ser alteradas no estatuto, que deve ser estudado por todo aquele que queira dar palpite sobre a gestão do Avaí.
Aliás, alerto ao pessoal do site que o link para download não está funcionando. Para minha sorte, já havia feito o download do estatuto na época do antigo site.
sexta-feira, 16 de março de 2012
A favor da democracia, mas contra o golpe!
Em relação às conquistas, que não foram poucas, se tiveram o dedo da LA na condução do departamento do futebol, não tira o mérito da diretoria, que foi quem chamou a empresa para ser parceira. Não tem sentido exaltar a contratada e denegrir a contratante. Se a LA fez sucesso no Avaí foi porque a diretoria chamou a empresa. Logo, os louros das vitórias devem ser creditados aos dois.
Feito esta ressalva, quero falar sobre ser oposição. A diversidade de opiniões e de idéias é sempre salutar e neste sentido, existir um grupo oposição ao grupo que esteja no comando de qualquer associação pode ser benéfico. Eu digo pode ser, porque, num clube de futebol, quando a oposição começa a se comportar como as oposições dos partidos políticos se comportam em relação aos governos, ela perde o seu sentido.
Na política, os partidos de oposição, via de regra, com a desculpa de que estão fiscalizando, combatem e se opõe a quase tudo que vem do governo. Seja boa ou ruim, a tendência é ser contra qualquer proposta de origem da base do governo.
Além disso, apesar de não admitirem, a oposição é adepta do quanto pior, melhor. Fracassos de planos e desempenhos pífios do governo são comemorados secretamente e criticados publicamente. E isto independente dos partidos que estão na oposição ou no governo. Pode haver exceções dentro dos partidos, mas eu não conheço nenhum para citar.
A oposição dentro de um clube do futebol não pode torcer por derrotas ou vibrar com fracassos. Não deve ser contrário às ideias da diretoria só porque não são delas. A oposição deve sim fiscalizar e exigir transparência. Deve se fazer presente em todos os momentos, não importa a fase do clube. Desaparecer no período do sucesso e fazer barulho na época ruim é oportunismo.
Por fim, o clube tem um estatuto que deve ser respeitado. Se esta diretoria foi eleita para um mandato, que seja cumprido. A interrupção deste mandato só deve acontecer de acordo com o estabelecido neste estatuto. Fora disso, é golpe, o que não podemos aceitar.
Se tomarmos atitudes com o fígado (como diz o Aguiar), corremos um sério risco de criar um precedente perigoso para o futuro. E se amanhã o novo presidente perder 5 seguidas, ou levar uma goleada num clássico, eu também poderei pedir a renúncia dele? O que vai estabelecer se é hora do presidente ir embora antes do fim do mandato?
O que plantamos hoje, será colhido amanhã.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sugestão para a diretoria
Faz o seguinte: empresta para um time, que não seja nem os amarelos dos sul, nem os bailarinos do norte e se possivel, que também não vá disputar a série B (eu sei que aí fica difícil).
Quando o Ovelha for embora (sim, porque ele não vai durar muito mesmo), traz o Gilmar de volta.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Jogando contra o patrimônio
Até compreendo e acho que certo que o Ovelha tenha que mostrar quem manda no Avaí. O Gilmar fez besteira e merece ser cobrado por isso. Só que a dispensa é um exagero para mim.
Acho que o Ovelha pegou o Gilmar como bode expiatório. Viu que seu comando estava em perigo e precisava sacrificar alguém para mostrar aos outros atletas que ele tem o apoio da diretoria. Aproveitou o descontrole do Gilmar, que pelo jeito já não gostava muito, pois pouco utilizou, e decretou sua dispensa.
Como o atacante pouco jogou, não teve tempo para mostrar seu futebol. Sendo assim, não pode provar para a torcida que pode ser importante para o time. Por isso, está numa situação desfavorável e sem onde se apoiar.
Acho que se a dispensa se concretizar, será um gol contra da diretoria, pois se o Gilmar não mostrou o que sabe, tem um passado que mostra que tem potencial. Ou será que o Ovelha acha que vai transformar o Capixaba e o Neilson em jogadores de série B? É ruim! O Nunes até pode fazer gols, mas também tem que melhorar muito. Futebol por futebol, nenhum dos atacantes tem crédito.
Quero ver daqui pra frente.
Espero que estejam tomando a atitude certa, mas acho que começamos a perder definitivamente o campeonato.
Sobre as punições
O que penso sobre cada punição:
- Capixaba - se reclamou durante o jogo, podia ter sido chamado atenção, mas daí a multá-lo, achei um exagero. Se houve desrespeito ao treinador, uma advertência da diretoria ao atleta, mostrando que quem manda é o Ovelha, já seria suficiente.
- Cléverson - a multa foi correta, pois o atleta foi expulso infantilmente. É bom para colocar a cabeça no lugar e voltar a jogar o futebol que sabe. Pena que eles não tiveram esta coragem com o Marcinho Guerreiro, naquele jogo com o Criciúma. Os amantes do ex-capitão podem até dizer que não foi a mesma coisa, mas ele também cavou uma expulsão desnecessária. Detalhe que naquele jogo, a expulsão aconteceu no meio da partida, quando o Avai vencia e depois do lance, levou um gol e mais tarde, o empate.
- Gilmar - achei o afastamento do jogador uma medida muito drástica. Merecia uma multa e uma advertência, mostrando para ele que se quiser jogar no Avaí tem que saber respeitar o treinador. Mas daí a afastá-lo, acho que foi demais. Espero que não façam com o Gilmar o que fizeram com Fábio Santos que era um centroavante bom, mas que depois da reação contra a torcida, ficou sem clima na Ressacada. O Gilmar já mostrou que é bom jogador e pode ser titular com um pé só, considerando que seus concorrentes são Capixaba, Neilson e Nunes. Dispensar o jogador é prejudicar o próprio time, que já não é tão bom. Vai com calma, diretoria.
Por último, vou esperar os próximos jogos para ver se tudo isto não foi um jogo de cena do seu Carlos Arini, para tentar iludir a torcida e os blogueiros que está tudo controlado.
Apoio que a diretoria mostre aos atleteas que o treinador é o comandante do grupo, tem que ser respeitado e que não adianta façar beicinho se não jogar.
Mas não adianta ser mais real que o rei.
PS: Amanhã vai ser um prato cheio para turma que só vê coisa errada em tudo que se faz no Avai.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Rancho de Amor a Ilha
Fiquei agoniado quando fizeram o anúncio que a música ia ser executada, pois as duas torcidas estavam fazendo o maior barulho e mal se entendia o que o narrador falava. Quando a Cláudia Barbosa começou a cantar, uma parte da torcida ainda ficou fazendo barulho. Deu para escutar perfeitamente a música, mas seria muito mais bonito se o estádio inteiro estivesse em silêncio.
É claro que faltou educação e respeito, mas se na hora do anúncio, o som fosse bem alto, daquele que todo mundo para de conversar porque tem alguém berrando perto de ti, a maioria ia se calar. E foi o que aconteceu na hora do hino nacional, que estava tão alto, que abafou qualquer ruído.
A música do Zininho é linda e merecia mais atenção de todo mundo.
Aliás, nos outros jogos, quando é usada uma versão gravada, também merecia um anúncio mais pomposo.
Quando foi anunciado o público, a mesma coisa, não deu para entender nada.
Aí, diretoria, melhora esse som.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Tchau 2011!
- Semi-final do 2 turno: vitória de 2x0 sobre o Tombense lá dentro. O estilo pega-ratão do Silas venceu a prepotência dos amarelos e da imprensa que já dava a vitória deles como certa. Acho que foi nossa maior alegria no ano, ver a cara de decepção dos multicoloridos.
- Quartas de final da Copa do Brasil: a vitória de 3x1, de virada sobre o São Paulo, foi um momento inesquecível para a torcida, que viu um time guerreiro e que lutou até o fim. Novamente calamos a boca da imprensa e dos secadores. Acredito que aquele time (com aqueles jogadores), com o Silas no comando, teria feito coisa melhor na série A.
- Última rodada do primeiro turno da Série A: vitória de 3x2, de virada, sobre o Tombense, novamente na casa deles. O Leão só teve 7 vitórias neste campeonato e este foi especial. A situação na tabela era horrível (como foi no campeonato inteiro), mas a torcida fez a maior festa e calou novamente os multicoloridos que falavam até em goleada. Chegamos a acreditar que o TC ia mudar o rumo da história, mas foi apenas sonho de uma noite de verão.
É claro que tivemos outras vitórias, como contra o Flamengo e o Corínthians na série A e até alguns empates históricos, como contra o Botafogo na Copa do Brasil, que também aliviaram um pouco o sofrimento que a torcida teve durante todo o ano.
A campanha ridícula no primeiro turno do catarinense (3v, 2e, 3d) foi o primeiro sinal que as coisas estavam erradas. Benazzi não poderia ter iniciado o ano como treinador do Avai. Já a eliminação no segundo turno, empatando a final contra a Chapecoense lá na casa deles, considero como um resultado normal no futebol. Tivemos a chance nos pés do Rafael Coelho que conseguiu acertar o poste numa trave que não tinha mais ninguém para defender. Não ter a vantagem de jogar em casa foi uma consequência da campanha do 2 turno, que se não foi ruim (5v, 1e, 3d), não foi suficiente para garantir a vantagem de jogar pelo empate.
A história deste ano poderia ter sido outra se Silas (que eu não queria que tivesse voltado), tivesse permanecido no comando. Apesar das suas teimosias clássicas, o time até dava mais esperança de dias melhores. Mas o pior estava reservado para depois da Copa do Brasil. A saída de Silas e depois Marquinhos, ajudaram a definir nosso destino. Não os culpo de sair e nem posso acusar a diretoria, pois o dinheiro manda em tudo. Mas espero não vê-los tão cedo na Ressacada fazendo juras de amor ao Leão e não quero mais escutar a diretoria falar que ninguém mais vai sair. É tudo mentira, de todos.
A chegada dos outros treinadores não resolveu nada, mas a troca constante deles foi ainda pior. Muitos jogadores sendo contratados ao longo do ano e nenhum time base. Brigas internas, vaidade, jogador se achando mais importante que todo mundo, diretor cego, treinador teimoso, torcida impaciente. Foi o enredo certo para o final que era mais do que esperado.
Por último, quero registrar minha indignação com a prática da diretoria em deixar a torcida adversária ocupar o espaço da torcida avaiana no dia dos grandes jogos. Isto é um desrespeito com seu torcedor. E não me interessa se o torcedor do Avaí vai ou não ao jogo. Esta é a hora de se perder dinheiro, pois o resultado do jogo é mais importante que o da bilheteria. Não existe coisa mais doída para o torcedor avaiano do que ver a torcida adversária em grande número e fazendo a festa dentro do nosso estádio. Tem que vender apenas o exigido por lei e não permitir que os espertinhos comprem ingresso onde não podem.
Espero que a diretoria olhe para trás, desde de 2009, e veja o que deu certo lá atrás e o que não pode ser repetido neste ano, que nos fez ir para o fundo da tabela. Não vou criticar o time antes dele entrar em campo, mas vou confessar que não estou muito animado com o que estou vendo. Não espero nenhum título para o próximo ano e nem tenho esperança de voltarmos para a série A já em 2013. Acho mais provável ficarmos alegres com as derrotas do Tombense (e quem sabe um novo rebaixamento) do que propriamente com nossas vitórias.
Entretanto, como sou torcedor, na hora que a bola rolar, vou estar lá no estádio, incentivando este time sueco de muitos sons do Ovelha. Quem sabe eu me surpreenda e no início de maio estarei comemorando mais um título para a coleção avaina. É futebol, tudo pode acontecer.
Desejo a todos, avaianos, multicoloridos e torcedores de outras cores, um ano de 2012 de muita saúde, paz e alegrias. Que saibamos nos divertir, tendo em mente que o futebol é a coisa mais importante das coisas sem importância da vida. Não vale nada e muito menos um briga. O que vale é saber vencer e brincar e saber perder e escutar a gozação na boa. A nossa vida segue, independente dos resultados do nosso time.
FELIZ 2012 e até o ano que vem.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Avaianos x Avaianos
O azedume que tomou conta de grande parte da blogosfera avaiana em relação a diretoria do Avaí já está me enjoando. Falar de futebol que bom, quase de nada.
Isto está me lembrando o tempo que eu freqüentava o fórum de discussão do site Sou Avaiano, provavelmente o primeiro ponto de encontro virtual dos torcedores avaianos, lá em 2006.
Era época das vacas magras, da série B, quase caindo para C, do crescimento do Tombense. A turma se dividia entre bombeiros e incendiários (apelidados uns pelos outros). Muitas críticas eram válidas, mas havia também muita falta de respeito e acusações infundadas.
Parecia que elogiar o Avaí, em qualquer coisa que fosse, era sinal de falta de amor ao clube, porque “os verdadeiros avaianos não podiam aceitar tamanha incompetência”. Era época do "Fora Zunino" e de muitas armações para formar uma chapa de oposição. Depois de certo tempo, enjoei daquele festival de falta de educação e de troca de xingamentos e acusações. Nada contra o site, que até hoje faz parte dos meus favoritos, mas contra aquela turma de sabichões e mal-educados.
Aí começaram a surgir alguns blogs, a começar pelo Elite Azul & Branca, do saudoso Tullo Cavallazzi. Ele também criticava o time, mas tinha respeito pelas pessoas que trabalhavam no clube, além de sempre ter uma visão otimista de tudo. Era chamado pela turma raivosa de blog chapa branca. Mas o que suas postagens mostravam claramente era o amor que tinha pelo Avaí.
Com o tempo, outros blogs surgiram, cada um com seu jeito de escrever e com sua opinião. E isto é muito bom, porque a gente pode escolher o que ler, sem estar amarrado a uma ditadura de opiniões, como acontece na imprensa catarinense. Há blogs para todos os gostos, desde os mais críticos, que reclamam de tudo e de todos, até os mais amenos, que tentam sempre ver uma luz no fim do túnel, passando pelos que transitam pelos dois extremos.
Eu leio um pouco de tudo. Há alguns poucos que já não tenho mais estômago para ler, o que de maneira nenhuma tira o valor deles. É apenas uma opção minha. Ressalto que leio bem mais blogs do que aqueles que estão na minha lista de preferidos. É que estes fazem parte da minha leitura diária. Tem outros que ainda não tive tempo de incluir.
Entretanto, voltando ao tópico inicial, está havendo uma onda de reclamações muito grande. Até concordo que os ingressos estão caros, que a mensalidade poderia ser reduzida, que o Conselho Deliberativo andou fazendo reuniões que não levaram a nada, que o time está ruim, que a Diretoria já contratou uma carrada de gente e até agora não montou um time, etc.
Mas a má vontade também está muito grande. Qualquer ato da diretoria é criticado.
Eu também já critiquei e critico a diretoria por várias coisas, mas daí a reclamar de tudo vai uma grande diferença. Tem gente torcendo contra o Gallo! Para com isso. Não duvido que como naquele tempo de vacas magras, tenha gente querendo que o Avaí seja rebaixado para posar de salvador da pátria e assumir o comando.Não conheço ninguém na diretoria e nem estou aqui para defender nenhum deles, mas que eu me lembre, quando o Zunino assumiu o clube, estávamos na série B, o último título tinha sido em 1998 e a Ressacada era um pouco melhor que o campo do Guarani da Palhoça. Olhem como está o clube hoje.
Conseguiu levar o clube para a série A, foi bicampeão estadual, chegou às quartas-de-finais da Sulamericana, fez a melhor campanha de um time catarinense na série A, chegou nas semi-finais da Copa do Brasil.
Por causa disso ele pode fazer o que quiser com o clube? Claro que não. Devemos fiscalizar e criticar o que estiver errado. Mas é possível criticar sem agredir. Um pouco de respeito é bom, pois ele merece, por tudo que já fez pelo clube.
sábado, 21 de maio de 2011
Nota Oficial
O Avaí Futebol Clube, em nome de sua Presidência e Diretoria Executiva, vem a público reconhecer as propostas ofertadas por vários clubes brasileiros, e do exterior, aos nossos jogadores, motivo de muito orgulho para a Nação Avaiana. O momento é de extrema valorização dos atletas em virtude da excelente campanha em 2011. Diante das discussões nos últimos dias, esclarecemos:
Primeiro, o clube não abrirá mão de seus jogadores sem a negociação consolidada, que inclui o pagamento das multas;
Segundo, o momento é de decisão e o foco está no jogo de hoje contra o Flamengo e no jogo de quarta-feira contra o Vasco pela semifinal da Copa do Brasil;
Terceiro, o torcedor avaiano pode ficar tranqüilo, pois não haverá “DESMANCHE” para a continuidade da temporada;
Sobre o atleta Marquinhos, todos sabem do amor e dedicação que este atleta tem pelo clube. A história de glórias do jogador passa pela Ressacada e o mesmo sabe da importância que tem junto ao grupo. O clube, dentro de suas obrigações, tomará todos os esforços para manter o jogador. Cabe exclusivamente ao atleta decidir o rumo de sua carreira.
No mais, vamos torcer por um grande resultado hoje em Macaé e desde já convocamos a Nação Avaiana para comparecer à Ressacada na próxima quarta-feira, dia 25, para escrever mais um capítulo da história do futebol catarinense chegando à final da Copa do Brasil.
Nota do Blog: Para a diretoria se manifestar desta maneira, é porque tem realmente fogo onde viram fumaça. Agora é esperar que a diretoria veja que esta não é a hora se desfazer dos seus melhores jogadores. O negócio é tentar segurá-los e no final do ano, com uma boa campanha no brasileiro, aí sim, faturar em cima.

