terça-feira, 23 de outubro de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Os ingressos na zona não mista (nem amistosa)
Qualquer um deveria poder comprar ingresso em qualquer lugar do estádio, que não seja de um sócio. Entretanto, devido à falta de esportividade generalizada, criou-se uma regra que as pessoas que torcem por times diferentes não devem assistir ao jogo lado a lado, pra mode de não dar confusão. É uma pena, pois isto nem sempre foi assim. Mas isso também não é exclusividade daqui, pois, com exceção dos jogos da Copa do Mundo, acho que em todos os jogos de todos os campeonatos de todos os países, o mesmo acontece. É bem verdade que em 2008 em assisti a um jogo no Maracanã (Vasco x Fluminense) num setor do estádio que a torcida era mista. Foi muito legal e não deu confusão.
Porém, uma vez que esta regra já está, infelizmente, incorporada ao senso geral, não tem como voltar para os saudosos tempos das torcidas misturadas. Pelo menos não com um simples decreto.
Sendo assim, eu não compraria um ingresso neste setor do Remendão. Quando no final do ano passado, sabíamos que a torcida avaiana não lotaria a Ressacada no clássico da última rodada do campeonato da série A e que também havia um boato sobre a compra de ingressos por parte dos torcedores brocolenses no setor E, a gritaria da torcida avaiana foi grande. Eu mesmo escrevi aqui que era contra esta atitude dos torcedores barbies naquela ocasião. Para manter minha coerência, não posso agora ser a favor da atitude dos avaianos.
Aliás, nesta postagem de dezembro eu já sugeria que a solução para este problema de venda de ingressos para visitantes em lugares que não deveriam estar, seria solucionada com a venda dos ingressos apenas para sócios. Não foram poucos os jogos do ano passado (Inter, Vasco, etc.) que vimos torcedores adversários sentados nas cadeiras cobertas do setor E. Um absurdo.
Por outro lado, é interessante ver como se comporta a diretoria do Tombense quando estão acuados e em desvantagem. Cadê aquele profissionalismo e atitude de quem se acha time grande? Só tem este discurso pomposo e esportivo quando estão vencendo. Agora, uma vez que a diretoria do time do Estreito inventou esta regra da compra dos ingressos apenas para sócio, vai ter que aceitar que num próximo clássico, a diretoria do Avaí faça a mesma coisa.
E a Polícia Militar? Segundo o site do parafusito, ela irá "retirar torcedores visitantes infiltrados" (...) "para manter a saudável competição." É de rir. O comando da PM tem é que se lembrar que terá que fazer o mesmo se esta situação se repetir no futuro pelos lados da Ressacada, inclusive com relação a torcedores de outros times que tenham comprado ingressos em locais não autorizados. Ou quando for no sul da Ilha vai querer proteger os malacos visitantes? Aliás, li que no domingo passado tinha torcedor barbie no setor E e teve policial querendo que a torcida avaiana não se manifestasse. Eu vejo coisa. Por quê este policial não conduziu o nobre visitante para seu devido lugar?
Por fim, vejo que alguns boca alugadas da imprensa acham normal a diretoria ceder lugar para os torcedores de Inter, Grêmio, Corínthians, Flamengo, Vasco, etc., mas não acham certo que isto aconteça no caso do Avaí. Aliás, acho que se a situação fosse contrária, era capaz deles apoiarem o torcedor que compra o ingresso, como, por sinal, fizeram no ano passado, naquele citado clássico da última rodada, a dupla de principiantes da rede que troca a notícia. Esperar coerência deles é realmente perda de tempo.
Agora que é esperar pelo clássico e torcer que não dê confusão.
E que o Avaí seja campeão, é claro.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Elas não param de chorar...
O que será que querem com isso?
1 - Minimizar erros de arbitragem a favor das barbies na partida da volta para no final dizer que o campeão deveria ser o Tombense e que a justiça foi feita?
2 - Confortar a torcida barbie e dar o título de campeão moral para o Tombense?
3 - Desqualificar o título do Leão?
Será que é para se preocupar com isso?
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Por que não lotou?
- Trânsito - muita gente deixa de ir em jogos com expectativa de casa cheia porque detesta ter que pegar fila, tanto na ida, mas principalmente na volta.
- Preço - o ingresso estava acessível, mas sempre tem aquele que acha tudo caro. O espaço que sobrou, se não me engano, foi no setor E, cujo ingresso era R$ 50,00.
- Diretoria - tem gente que além de torcer para o Avaí, torce contra a Diretoria e por isso não vai aos jogos.
- Retrospecto - fazia tempo que o Avaí não vencia o Tombense na Ressacada e muita gente não vai com medo da derrota.
- Violência - alguns clássicos tiveram confusão e isso também espanta o torcedor.
- PPV - tem muito pijama que não deixa sua cadeira de casa por nada.
- TV Aberta - todos os fatores anteriores já existiam, mas acho anunciar que o jogo seria transmitido para Florianópolis antes de todos os ingressos terem sido vendidos, como é de praxe, contribuiu, em muito, para a não lotação do estádio.
O que eu quero saber agora é se a mesma emissora vai anunciar, já no sábado, que o jogo será transmitido para Florianópolis.
Nada mais justo com a imensa torcida avaiana que não poderá comparecer no remendão, já que apenas 2.000 ingressos deverão ser colocados à venda para os torcedores do Leão.
Ei, erre@#esse, vai tomar .... alguma providência?
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Quem está falando a verdade?
Só que o presidente deu uma declaração desmentindo qualquer interesse do Avaí pelo técnico da equipe júnior do Corínthians. Também falou que não há qualquer parceria firmada com algum time.
E agora, em quem acreditar?
Que o Avaí precisa procurar um técnico, não há dúvida, pois se o resultado do clássico não fosse bom, já ia ter gente xingando a diretoria na demora na contratação de um técnico de renome para a série B. Até acredito num bom trabalho do HM, mas vai ser uma aposta e das grandes. Vou torcer para que ele faça um bom resto de campeonato e quiçá, até seja campeão. Só não sei se a torcida vai ter tanta paciência assim, se resultados ruins vieram na série B. Hoje, por causa da atuação no clássico, ele é o cara. E amanhã?
Voltando ao caso Narcíso. Eu também não acho que ele seja um bom nome para o Avaí. Se for para pegar um técnico que nunca treinou um time profissional, que fique com o HM. Outra coisa foi o momento da notícia, totalmente fora de hora, em virtude do jogo decisivo que o time tem no domingo.
O que pode ter acontecido?
Talvez a diretoria esteja de fato tentando estreitar um relacionamento com o Coríntinhias,
mas daí a trazer um técnico e um dirigente, acho que vai uma distância. Acho que alguém lá em São Paulo andou comentando alguma coisa e aí virou um telefone sem fio. Alguem falou demais e como sempre tem um jornalista querendo se aparecer, dando furo de notícias, deu nisso daí.
Porém, se de fato a diretoria estava com estes planos, talvez o vazamento tenha colocado os planos, literalmente por água abaixo. O Zunino não deve ter gostado do que aconteceu e pode melar tudo.
E como vai ficar?
Com esta diretoria, é difícil prever o futuro. Na teoria, o Zunino vai sustentar a história e nenhum negócio vai ser feito. Os fofoqueiros vão dizer que estavam falando a verdade e quem mudou de ideia foi o Zunino. E muitos torcedores vão apoiar... os fofoqueiros.
O que se tira desta história?
Como é que um mal (com L mesmo) falador de microfone pode ser tão mau educado?
Como tem coisas que acontecem no Avaí na hora errada
Como tem gente que gosta de xingar, antes de saber a versão dos dois lados.
Independente da veracidade de uma parte ou de toda a história, o que eu espero que a diretoria não traga nem o Narcíso, muito menos o Marcelinho Paulista para cá.
Se o técnico para série B não for o HM, que traga alguém com experiência e bom currículo.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A necessidade de se colocar panos quentes
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Coisas da mídia alugada
Hoje, nos 5 minutos que aguentei, escutei esta pérola: A segunda melhor campanha do estadual é a do multicolorido, somente atrás do time do Oeste, pois venceu em casa e empatou duas fora.
Ué! Eu pensei que 6 fosse maior que 5 e que duas vitórias e uma derrota fosse melhor que uma vitória e dois empates. Será que no regulamento tem algum item especial para pontos conquistados fora de casa, tipo critério desempate? Acho que não.
Como li em algum blog (eu não me lembro qual, desculpe), o café desta semana devia estar forte.
É muita vontade de elogiar o multicolorido.
Já vi este filme antes, e sei qual é o final.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Rádios
Antes e depois do jogo, no carro, passei pelas AMs. Escutei um pouco da Guararema, com aquela som que lembra as transmissões cariocas, e as duas tradicionais, com os mesmos problemas de sempre. Na rádio que troca a notícia, o homem criado com farinha de mandioca devia estar falando as tolices de sempre (eu não maltrato mais o meu ouvido), enquanto na rádio que já foi daqui, acho que era o dublê de comentarista que estava segurando o microfone. Não senti falta de nenhuma das duas e acho que cada vez mais vou dar preferência por estas outras rádios, não tão contaminadas pelos vícios do mundo da imprensa esportiva.
O Avaí bem que poderia montar uma equipe esportiva na sua rádio FM para transmitir pela internet os jogos do Leão. Nem precisaria ter repórter, bastaria um bom narrador e um comentarista. Para ser melhor que os que estão por aí nem é tão difícil. Acho que teria uma grande audiência. A rádio poderia ter uma grande interatividade com o torcedor através do twitter e por e-mail e até usar o espaço para divulgar em primeira mão algumas informações do time.
Não é um investimento caro que daria uma grande retorno para o clube. Fica aí minha sugestão.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O mal que a imprensa pode fazer
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Jornalismo de intriga
Tem gente que acha que não se deve gastar tempo falando da imprensa quando o Avaí não está bem. Que temos que olhar para a situação do time e não ficar falando da imprensa. Eu não concordo.
É claro que esta campanha horrorosa não é culpa da imprensa. Mas isto não quer dizer que eles estão imunes às críticas. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já diria certo dublê de comentarista cuja qualidade do que fala é proporcional ao seu tamanho.
Eles também erram e temos direito de comentar sobre isto.
Dito isto, quero mostrar uma situação contada por um amigo que aconteceu após o jogo contra o Botafogo.
Na saída do jogo, um repórter de uma das rádios daqui perguntou para o Gallo de quem tinha sido o erro nos gols sofridos. Gallo foi claro na resposta dizendo que o erro tinha sido nosso, ou seja não individualizou o erro.
O mesmo repórter depois foi entrevistar o Willian e perguntou ao centroavante: “Willian, o que você acha da declaração do Gallo que disse que os erros dos gols que o Avaí levou foram individuais?”
Aí eu me pergunto: qual a razão de um repórter querer jogar um atleta contra seu treinador. Ele sabe que o clima não anda bom com esta campanha horrível e faz esta pegadinha para ver o circo pegar fogo. Ele podia ser honesto e fazer a mesma pergunta para o Willian, se ele achava se a culpa da derrota eram pelos erros individuais ou não.
Para mim o problema não está só no fato de desvirtuar o que o Gallo falou. Isto só agravou a situação. O problema já está na forma de fazer uma pergunta confrontando com a opinião de outra. Isto só tem um objetivo que é semear a confusão.
O pior é que este jeito de fazer jornalismo de intriga é muito comum entre os “profissionais” da imprensa.
Como eles não sabem fazer perguntas inteligentes, recorrem a dois artifícios:
1 – Emitem sua opinião, tipo “Fulano, o time perdeu muitos gols, blá, blá, blá, e por isso perdeu o jogo” e no final falam: “É por aí?” ou “O que você acha?” ou “Você concorda?”.
2 – Fazem intriga ao falar que fulano falou isso ou que sicrano declarou aquilo e novamente fazem a mesma pergunta: “O que você tem a declarar sobre isso?”.
Já escrevi aqui e repito: os times da capital melhoraram sua qualidade e estão na série A, mas os profissionais da imprensa ainda estão no nível da série D.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Táticas certas e erradas (depende do resultado)
Muitos "entendidos" da imprensa e da torcida tem por hábito explicar o resultado da partida em função da tática usada pelo técnico.
Se pedissem para eles fazer a avaliação do jogo aos 40 minutos do segundo tempo e outra no final da partida, e neste intervalo de tempo houvesse uma virada no placar, é certo que as duas análises seriam completamente diferentes.
Ou seja, o que valeu durante 85 minutos, será descartado nos últimos 5, às vezes por lances fortuitos, coisas do futebol. Isto mostra a precariedade da visão dos "especialistas" que mudam a análise do jogo por conta do resultado. É claro que o resultado deve influenciar no comentário, mas não de modo a mudá-lo completamente.
Como seriam os comentários sobre a mesma tática, dependendo do resultado da partida?
Time recuou para garantir o resultado
Se vence: "O time foi aplicado e soube se defender, neutralizando o adversário. Só saiu na boa e conseguiu o que queria. Futebol é isso aí, tem que jogar com as armas que possui e aproveitar as chances que aparecem."
Se perde: "O time recuou demais e chamou o adversário para seu campo. Não se pode abdicar do ataque. Estava na cara que ia levar o gol."
Meio de campo com muitos jogadores
Se vence: "É o que sempre digo, quem vence a batalha do meio de campo, vence a partida. O time dominou aquele setor e por isso venceu a partida."
Se perde: "Não adianta concentrar tanta gente num único setor. Tinha que colocar mais gente no ataque, que ficou isolado."
Vários atacantes
Se vence: "O time foi ousado e partiu para cima, com vários atacantes. É assim mesmo, pra vencer tem que botar atacante."
Se perde: "Não adianta colocar um monte de atacante se a bola não chega. Atacar com muita gente não quer dizer que vai funcionar. Tinha que trabalhar mais a bola no meio de campo."
Três zagueiros e dois volantes
Se vence: "O time estava muito firme na defesa e isso deu segurança para o meio de campo sair para ajudar o ataque."
Se perde: "O time ficou preso com tanta gente na defesa. Tinha que soltar mais o time, ir mais para o ataque. O time estava enterrado lá atrás."
Laterais que apóiam o ataque
Se vence: "O apoio dos laterais foi fundamental para a vitória. Isto é muito importante no futebol atual."
Se perde: "Não adianta os laterais subirem e tomarem bola nas costas. Primeiro tem que defender, depois apoiar. Só pode sair na boa."
Volantes que saem para o jogo
Se vence: "Quando o time tem volantes que apóiam e não somente marcam, as chances de vitórias sempre são maiores. Não se admite mais jogador que só sabe marcar. Este é o futebol moderno. Foi por isso que o time venceu."
Se perde: "Não adianta ter volante que só cerca e dá toquinho. Tem que ter um xerife na frente da zaga. Jogador de pegada. Alguém tem que fazer o trabalho sujo para poder liberar os meias para criarem."
Time compacto
Se vence: "Os jogadores ficaram perto uns dos outros e puderem trocar os passes com mais rapidez. Foi por isso que chegaram no gol."
Se perde: "O time estava muito amontoado. Tem que ocupar os espaços do campo. Assim fica fácil do adversário marcar."
Time espalhado
Se vence: "O time soube ocupar os espaços, caindo bastante pelas laterais e esticando as bolas. Ficou difícil para o adversário marcar. Eles estão certos: quem tem que correr é a bola, não é o jogador. Por isso venceu."
Se perde: "Os jogadores estão muito longe uns dos outros. Aí fica fácil para adversário interceptar a bola. Tem que juntar mais."
Repetir o time a cada jogo
Se vence: "Futebol não tem mistério. Tem que repetir o time para dar confiança e ganhar entrosamento. O time vencedor começa com a definição dos titulares."
Se perde: "Não adianta insistir com este time. Tem que mudar algumas peças que não estão funcionando. Não dá para esperar. Para que contrataram os caras que estão no banco?"
Modificar o time a cada jogo
Se vence: "Ele está certo. O técnico tem que escalar o time de acordo com o adversário. Estas mudanças confundem o adversário que não sabe como o time vai jogar. No futebol atual não tem mais ser titular absoluto. Uma equipe é formada por mais jogadores do que os 11 que começam
jogando."
Se perde: "Ele muda muito o time. Parece que não tem confiança no que faz. Tem que definir o time titular de uma vez. O jogador é titular numa partida e na outra está no banco. Aí não dá."
Deve haver várias outras situações que a mesma tática pode ser certa ou errada. Depende do resultado do jogo. Por isso que eles só falam depois do que acontece, pois se falassem antes, não iam acertar nunca.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Depois do jogo é fácil falar
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Efeitos do café com brócolis
A banalização da denúncia, por Kk de Paula
"Surpreende-me a facilidade de denegrir com denúncias vazias pessoas ligadas ao presidente Zunino e ao nosso Clube.
Denúncia feita por jornalistas sérios, investigativos, deve vir acompanhada de documentação, pesquisa e com certeza, se escuta os envolvidos. Depois, publica-se.
Como é fácil denunciar hoje em dia.
Em milésimos de segundos entra na Rede mundial e aí...pronto. A denúncia é real e no mesmo instante passa a ser verdadeira.
Muitos confundem realidade com verdade.
A denúncia existe, sim existe. É real. Mas é verdadeira?
Mesmo sem provas, ela alimenta os abutres com carniças fictícias, mas que fedem como verdadeiras.
Como é fácil denunciar, difamar, melindrar.
Como é difícil ousar saber sem se deixar manipular por notícias que acusam sem provas.
Nesses casos só cabe um caminho. A justiça.
Porque o denunciante não ouviu o denunciado. Publicou irresponsavelmente.
Quem de nós, eu pergunto alto e em bom som, quem de nós fez nesses últimos anos mais pelo Avaí do que seu presidente?
Quem de nós soube de alguma coisa que denigra o caráter ilibado do Presidente João Nilson Zunino?
Por respeito a esse Homem, o mínimo que se pode fazer é lhe ouvir antes de divulgar e difamar qualquer membro da sua família.
Avaiano, não se permita alimentar os abutres. Eles querem nos transformar em carniças.
Presidente, responda para esses “abutres” somente através da Justiça.
Nela todos são ouvidos, e Ela exige provas."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A Gauchização de nossa mídia
Escutando um programa da Rádio Guarujá, fiquei sabendo que mais da metade dos funcionários desta rádio também é nascido nas terras dos maragatos e dos chimangos.
Não sou contra a presença de pessoas nascidas em outros estados, mas este domínio dos gaúchos na imprensa só enfraquece nossa identidade, de catarinense e de manezinho da ilha.
Queiram ou não, por mais bem intencionados que possam ser estes profissionais, por conta de sua origem, não vão conseguir ter a identificação que pessoas nascidas aqui podem ter com as coisas daqui. Quem não nasceu e cresceu aqui, não vai se importar com a preservação de nossa memória e costumes.
Não estou dizendo para ter cotas para manezinhos, mas custo a acreditar que uma rádio, de tradição na ilha, não possa ter em seus quadros uma maioria de gente nascida na terra.
Para mim, foi uma decepção. Que pena! Contava com a Rádio Guarujá para manter as tradições de nossa terra. Eu sei que alguns dos comandantes dos programas são daqui, mas é fácil vislumbrar um futuro só com jornalistas importados, como já acontece com a rádio que troca a notícia.
Falcão e a imprensa
As frases feitas da imprensa
“Se joga com três zagueiros é defensivo. Outro preconceito. Se não joga com menos jogadores com características de volantes é muito alegre. O futebol faz frases. A gente que está ali, trabalhando, não pode se prender a isso. Nada é definitivo. O futebol muito menos”, completou.
As fontes
"É muito fácil se esconder atrás de fontes. Aí se pode dizer qualquer coisa e falar ‘não vou revelar as fontes’ [...] Eu sei o que é estar aí [indicando com a cabeça para os repórteres]. Talvez seja uma vantagem minha. Vocês não sabem o que estar aqui. Sei o que é estar no campo, no vestiário. Isso faz eu ter capacidade de entender as coisas"
Diferença de tratamento
"Tem um preconceito contra o André que impressiona. O André fez dois em Gre-Nais, e no Estado se valoriza muito gols nos clássicos, mas estranhamente ninguém deu uma linha sobre os gols do André. Dentro da articulação que montamos desde o outro Gre-Nal, ele é o terceiro homem de marcação. Ele não é nove. São justas as homenagens que fizeram para o Viçosa, que é um bom jogador, ele entrou e marcou os gols, mas não é justo que não se dê o mesmo espaço para o Andrezinho", afirmou.
Distorção das frases
"Eu tenho notado que, às vezes, eu faço uma frase e ela é super valorizada. Vou te dar um exemplo: fui perguntado sobre trabalhar lá de cima, fora do campo. Foi uma colocação tão simples. ‘Quem sabe, possivelmente’. Mas se deu como fato consumado [...] Tenho que tomar cuidado com o que estou falando. As coisas estão repercutindo de maneira exagerada e errada. Às vezes uma frase vira uma matéria. E não é aquilo que quis dizer. Ou me expressei mal, ou entenderam mal"
O treinador chamou um jornalista [não citou o nome] de mau caráter. “O que realmente é: as pessoas transformam um pouco. Eu disse no domingo que o Oscar precisava fazer reforço. Disseram que eu queria transformar o Oscar em Caçapava. Isso não é jornalismo. Isso é má fé. É mau-caratismo”, disparou.
Teoria e Prática
"Respeito até as opiniões mais absurdas. Tese se justifica fácil. Hoje em dia qualquer tese é muito fácil de argumentar. É uma barbada, o duro é a prática. Quando eu escuto alguma coisa e tem razão de ser, eu penso. Mas estou na aldeia há alguns anos. Eu sei como vem e porque vem."
Imprensa sem caráter
"Eu sei por que de repente determinados comentaristas sugerem que tem um treinador chegando. Eu sei por quê. Eu convivi com os caras. São coisas plantadas. Isso não é uma coisa séria. Convivi com muitos profissionais e muitos me decepcionaram, não pela crítica, que acho normal. Pela postura. Pela falta de seriedade. Pelos interesses e pelo desconhecimento, pra não falar em mau-caratismo. Respeito a crítica, desde que tenha fundamento. Se não tiver, eu vou responder", declarou.
Para ver a reportagem completa, acesse: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/06/15/falcao-acumula-alfinetadas-em-ex-colegas-e-guerra-com-imprensa-e-comum.htm
terça-feira, 14 de junho de 2011
Foi o Lédio que falou
domingo, 5 de junho de 2011
Imprensa de série D
