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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Uma grande verdade


Aliás, no caso dele, o título poderia ser mais abrangente: "Eu não entendo nada de futebol."

sábado, 12 de maio de 2012

Os ingressos na zona não mista (nem amistosa)

Corre a boca pequena que torcedores do Leão compraram ingressos no setor D do Remendão, que não é destinado a torcida visitante.

Qualquer um deveria poder comprar ingresso em qualquer lugar do estádio, que não seja de um sócio. Entretanto, devido à falta de esportividade generalizada, criou-se uma regra que as pessoas que torcem por times diferentes não devem assistir ao jogo lado a lado, pra mode de não dar confusão. É uma pena, pois isto nem sempre foi assim. Mas isso também não é exclusividade daqui, pois, com exceção dos jogos da Copa do Mundo, acho que em todos os jogos de todos os campeonatos de todos os países, o mesmo acontece. É bem verdade que em 2008 em assisti a um jogo no Maracanã (Vasco x Fluminense) num setor do estádio que a torcida era mista. Foi muito legal e não deu confusão.

Porém, uma vez que esta regra já está, infelizmente, incorporada ao senso geral, não tem como voltar para os saudosos tempos das torcidas misturadas. Pelo menos não com um simples decreto.

Sendo assim, eu não compraria um ingresso neste setor do Remendão. Quando no final do ano passado, sabíamos que a torcida avaiana não lotaria a Ressacada no clássico da última rodada do campeonato da série A e que também havia um boato sobre a compra de ingressos por parte dos torcedores brocolenses no setor E, a gritaria da torcida avaiana foi grande. Eu mesmo escrevi aqui que era contra esta atitude dos torcedores barbies naquela ocasião. Para manter minha coerência, não posso agora ser a favor da atitude dos avaianos.

Aliás, nesta postagem de dezembro eu já sugeria que a solução para este problema de venda de ingressos para visitantes em lugares que não deveriam estar, seria solucionada com a venda dos ingressos apenas para sócios. Não foram poucos os jogos do ano passado (Inter, Vasco, etc.) que vimos torcedores adversários sentados nas cadeiras cobertas do setor E. Um absurdo.

Por outro lado, é interessante ver como se comporta a diretoria do Tombense quando estão acuados e em desvantagem. Cadê aquele profissionalismo e atitude de quem se acha time grande? Só tem este discurso pomposo e esportivo quando estão vencendo. Agora, uma vez que a diretoria do time do Estreito inventou esta regra da compra dos ingressos apenas para sócio, vai ter que aceitar que num próximo clássico, a diretoria do Avaí faça a mesma coisa.

E a Polícia Militar? Segundo o site do parafusito, ela irá "retirar torcedores visitantes infiltrados" (...) "para manter a saudável competição." É de rir. O comando da PM tem é que se lembrar que terá que fazer o mesmo se esta situação se repetir no futuro pelos lados da Ressacada, inclusive com relação a torcedores de outros times que tenham comprado ingressos em locais não autorizados. Ou quando for no sul da Ilha vai querer proteger os malacos visitantes? Aliás, li que no domingo passado tinha torcedor barbie no setor E e teve policial querendo que a torcida avaiana não se manifestasse. Eu vejo coisa. Por quê este policial não conduziu o nobre visitante para seu devido lugar?

Por fim, vejo que alguns boca alugadas da imprensa acham normal a diretoria ceder lugar para os torcedores de Inter, Grêmio, Corínthians, Flamengo, Vasco, etc., mas não acham certo que isto aconteça no caso do Avaí. Aliás, acho que se a situação fosse contrária, era capaz deles apoiarem o torcedor que compra o ingresso, como, por sinal, fizeram no ano passado, naquele citado clássico da última rodada, a dupla de principiantes da rede que troca a notícia. Esperar coerência deles é realmente perda de tempo.

Agora que é esperar pelo clássico e torcer que não dê confusão.

E que o Avaí seja campeão, é claro.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Elas não param de chorar...

A choradeira do regulamento continua. E ao que parece, fizeram um trabalho de bastidores para que o assunto  fosse comentado em outros canais de alcance nacional.

O que será que querem com isso?

1 - Minimizar erros de arbitragem a favor das barbies na partida da volta para no final dizer que o campeão deveria ser o Tombense e que a justiça foi feita?

2 - Confortar a torcida barbie e dar o título de campeão moral para o Tombense?

3 - Desqualificar o título do Leão?

Será que é para se preocupar com isso?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Por que não lotou?

A Ressacada não lotou como se esperava e algumas razões podem ser supostas, não necessariamente nesta ordem de importância.

- Trânsito - muita gente deixa de ir em jogos com expectativa de casa cheia porque detesta ter que pegar fila, tanto na ida, mas principalmente na volta.

- Preço - o ingresso estava acessível, mas sempre tem aquele que acha tudo caro. O espaço que sobrou, se não me engano, foi no setor E, cujo ingresso era R$ 50,00.

- Diretoria - tem gente que além de torcer para o Avaí, torce contra a Diretoria e por isso não vai aos jogos.

- Retrospecto - fazia tempo que o Avaí não vencia o Tombense na Ressacada e muita gente não vai com medo da derrota.

- Violência - alguns clássicos tiveram confusão e isso também espanta o torcedor.

- PPV - tem muito pijama que não deixa sua cadeira de casa por nada.

- TV Aberta - todos os fatores anteriores já existiam, mas acho anunciar que o jogo seria transmitido para Florianópolis antes de todos os ingressos terem sido vendidos, como é de praxe, contribuiu, em muito, para a não lotação do estádio.

O que eu quero saber agora é se a mesma emissora vai anunciar, já no sábado, que o jogo será transmitido para Florianópolis.

Nada mais justo com a imensa torcida avaiana que não poderá comparecer no remendão, já que apenas 2.000 ingressos deverão ser colocados à venda para os torcedores do Leão.

Ei, erre@#esse, vai tomar .... alguma providência?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quem está falando a verdade?

Parece que tem gente que se incomoda quando o clima está bom pelos lados da Ressacada. E olha que o Leão nem está tão bem no campeonato. Acho que a atuação do time no clássico e a mobilização da torcida para encher o estádio no jogo contra a turma do norte deve ter mexido com os brios de algumas cobras espalhadas pela ilha. Devem ter ficado nervosas com o bom clima que estava voltando para o sul da ilha e agora devem estar espumando pela boca de alegria com esta notícia sobre o Narcíso.

Só que o presidente deu uma declaração desmentindo qualquer interesse do Avaí pelo técnico da equipe júnior do Corínthians. Também falou que não há qualquer parceria firmada com algum time.

E agora, em quem acreditar?

Que o Avaí precisa procurar um técnico, não há dúvida, pois se o resultado do clássico não fosse bom, já ia ter gente xingando a diretoria na demora na contratação de um técnico de renome para a série B. Até acredito num bom trabalho do HM, mas vai ser uma aposta e das grandes. Vou torcer para que ele faça um bom resto de campeonato e quiçá, até seja campeão. Só não sei se a torcida vai ter tanta paciência assim, se resultados ruins vieram na série B. Hoje, por causa da atuação no clássico, ele é o cara. E amanhã?

Voltando ao caso Narcíso. Eu também não acho que ele seja um bom nome para o Avaí. Se for para pegar um técnico que nunca treinou um time profissional, que fique com o HM. Outra coisa foi o momento da notícia, totalmente fora de hora, em virtude do jogo decisivo que o time tem no domingo.

O que pode ter acontecido?

Talvez a diretoria esteja de fato tentando estreitar um relacionamento com o Coríntinhias,
mas daí a trazer um técnico e um dirigente, acho que vai uma distância. Acho que alguém lá em São Paulo andou comentando alguma coisa e aí virou um telefone sem fio. Alguem falou demais e como sempre tem um jornalista querendo se aparecer, dando furo de notícias, deu nisso daí.

Porém, se de fato a diretoria estava com estes planos, talvez o vazamento tenha colocado os planos, literalmente por água abaixo. O Zunino não deve ter gostado do que aconteceu e pode melar tudo.

E como vai ficar?

Com esta diretoria, é difícil prever o futuro. Na teoria, o Zunino vai sustentar a história e nenhum negócio vai ser feito. Os fofoqueiros vão dizer que estavam falando a verdade e quem mudou de ideia foi o Zunino. E muitos torcedores vão apoiar... os fofoqueiros.

O que se tira desta história?

Como é que um mal (com L mesmo) falador de microfone pode ser tão mau educado?
Como tem coisas que acontecem no Avaí na hora errada
Como tem gente que gosta de xingar, antes de saber a versão dos dois lados.

Independente da veracidade de uma parte ou de toda a história, o que eu espero que a diretoria não traga nem o Narcíso, muito menos o Marcelinho Paulista para cá.

Se o técnico para série B não for o HM, que traga alguém com experiência e bom currículo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A necessidade de se colocar panos quentes


Interessante o rebuliço causado pela declaração do dono do supermercado, ao revelar que o empresário (e dono da Tombense) garantiu a ele que tornará o time dos amarelos do sul na principal força do estado num prazo de três anos.

A turma da mesa bicuda ficou toda alvoroçada. Plagiando o Aguiar e sua paródia da granja, foi coisa de subir a pressão do ratão e matar o morcego do coração. O sapo chegou a cuspir a dentadura e a raposa ficou com febre. Todos inconformados e preocupados. Tinha que haver alguma coisa errada nesta informação.

Eis então, que o tablóide oficial da granja saiu em missão atrás do empresário para que ele se “retratasse”, pois não era possível deixar aquilo no ar, preocupando as barbies e seus vestidos rosa.

O curioso foi a forma direta de tentar esclarecer e acalmar a situação. Bem diferente do que vimos em outras ocasiões, em que as perguntas tinham a clara intenção de fazer intriga com um empresário de Curitiba e tentar tumultuar ainda mais o ambiente num estádio do sul da ilha.

Haja proteção!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Coisas da mídia alugada

Eu nem sei porque ainda, mesmo que somente às vezes, quando estou dirigindo meu carro no horário que coincide com os bate-boca-mole do meio-dia, perco meu tempo escutando aqueles caras.

Hoje, nos 5 minutos que aguentei, escutei esta pérola: A segunda melhor campanha do estadual é a do multicolorido, somente atrás do time do Oeste, pois venceu em casa e empatou duas fora.

Ué! Eu pensei que 6 fosse maior que 5 e que duas vitórias e uma derrota fosse melhor que uma vitória e dois empates. Será que no regulamento tem algum item especial para pontos conquistados fora de casa, tipo critério desempate? Acho que não.

Como li em algum blog (eu não me lembro qual, desculpe), o café desta semana devia estar forte.

É muita vontade de elogiar o multicolorido.

Já vi este filme antes, e sei qual é o final.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Rádios

Não levei o rádio para o estádio, mas escutei um pouco das duas FMs pelo meu celular. Na Regional, era duro escutar os comentários amargos do baixinho de Capoeiras. Tudo está ruim para ele, por isso, pouco escutei. Já o pessoal da Band tem que aprender que durante o Hino Nacional não se deve fazer comentário ou ficar fazendo gracinha. Já em relação ao comentarista (era Evaldo alguma coisa), até que era bom, falando do jogo, sem muita cornetagem. A narração era do alvinegro que berra muito, mas até que consegue disfarçar suas preferências clubísticas. Depois de uns 10 minutos de jogo, desliguei o rádio e só ligava para saber quem estava entrando em campo.

Antes e depois do jogo, no carro, passei pelas AMs. Escutei um pouco da Guararema, com aquela som que lembra as transmissões cariocas, e as duas tradicionais, com os mesmos problemas de sempre. Na rádio que troca a notícia, o homem criado com farinha de mandioca devia estar falando as tolices de sempre (eu não maltrato mais o meu ouvido), enquanto na rádio que já foi daqui, acho que era o dublê de comentarista que estava segurando o microfone. Não senti falta de nenhuma das duas e acho que cada vez mais vou dar preferência por estas outras rádios, não tão contaminadas pelos vícios do mundo da imprensa esportiva.

O Avaí bem que poderia montar uma equipe esportiva na sua rádio FM para transmitir pela internet os jogos do Leão. Nem precisaria ter repórter, bastaria um bom narrador e um comentarista. Para ser melhor que os que estão por aí nem é tão difícil. Acho que teria uma grande audiência. A rádio poderia ter uma grande interatividade com o torcedor através do twitter e por e-mail e até usar o espaço para divulgar em primeira mão algumas informações do time.

Não é um investimento caro que daria uma grande retorno para o clube. Fica aí minha sugestão.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O mal que a imprensa pode fazer


Já escrevi aqui que os times de Santa Catarina, em especial, os dois times de Florianópolis, melhoraram em muito sua qualidade nos últimos 10 anos. Até 1998, quando o Avaí conquistou a série C, os dois times daqui não despertavam qualquer interesse na mídia nacional, a não ser por algum resultado fortuito. O pessoal do microfone só ia ao Maracanã, Morumbi, Beira-Rio ou Mineirão se fosse para acompanhar algum jogo da seleção brasileira ou a passeio. O negócio deles era comentar sobre o Campeonato Estadual e a Copa Santa Catarina. Para o nível da competição, o pouco que eles entendiam de futebol já servia.

O tempo passou e com administrações mais profissionais os dois clubes melhoraram seus estádios, montaram times mais fortes e agora estão disputando a principal competição do futebol nacional. É inegável que a qualidade dos clubes melhorou em quase todos os aspectos e setores, seja na parte administrativa, médica, técnica e tantas outras que existem. Se a qualidade do produto ou do serviço melhorou é porque as pessoas que trabalharam ou ainda trabalham lá foram responsáveis por isso.

O mesmo não aconteceu na imprensa. As pessoas não mudaram. Aqueles que hoje são os titulares dos microfones, em quase todas as estações ou canais, são os mesmos que há 10 anos acompanhavam, narravam, comentavam e criticavam o desempenho dos times da capital.

Isto é ruim? Nem sempre, pois a experiência pode agregar muito valor a qualquer trabalho, desde que o profissional consiga se mantiver atualizado nos assuntos que lida. Mas isto não aconteceu aos decanos da imprensa.

Se antes eles detinham o poder da informação, hoje são atropelados pela velocidade da internet. Se antes o olhar deles era o que melhor analisava os jogos, os jogadores, o campeonato, hoje sabem menos que muitos torcedores que buscam e trocam informações sobre seu time do coração.

Eles não são mais donos da informação, da verdade ou da melhor análise. Ainda influenciam a muitos, é verdade, mas muito mais por causa do grande poder de difusão dos microfones que usam do que propriamente por aquilo que falam.

Alguns ainda mantêm o emprego por causa do seu histórico hilário e folclórico. Não por causa do conteúdo do seu comentário, mas apenas pelo seu jeito de falar ou pela suposta identificação com algum clube.

A única maneira deste tipo de profissional conseguir manter seu emprego é justamente na perpetuação da figura folclórica, falando coisas polêmicas, mostrando seu lado passional. Para ele, não adianta analisar o jogo com detalhes técnicos ou comentar posicionamentos táticos. Para isso, eles têm os antigos estagiários, que agora viraram seus aprendizes e que no futuro, talvez ocupem o seu lugar, visto que estão seguindo os mesmos passos de seus mestres, com comentários parciais, cheios de intriga e miopia.

Enfim, são faladores de microfone que se agarram na suposta experiência profissional, com muitas histórias para contar e precisam criar, como eles mesmo dizem, um fato novo a cada semana para justificar o salário que ganham no fim do mês.

Eles não têm mais a minha audiência, mas sei que continuam criando seus fatos novos, mesmo que seja a custa de ofender pessoas ou instituições. De fato, eles não perdem gols ou falham na defesa. Eles não têm culpa da situação do Avaí, assim como nunca tiveram qualquer participação nas muitas conquistas avaianas.

Entretanto, deveriam ter mais responsabilidade ao emitir suas opiniões, posto que suas vozes, infelizmente, chegam aos ouvidos de muitos que ainda insistem em acompanhá-los e que seguem, como cegos guiados por outros cegos, o que estes falam.

Se os jogadores decidirem não dar mais entrevista a este ou aquela emissora, estão no seu direito. Se não vai melhorar o futebol apresentado dentro de campo, pelo menos pode impor um pouco mais de respeito perante estes sujeitos que não se fazem respeitar, e que acham que podem enxovalhar pessoas e instituições.

A medida de não dar mais entrevista pelos jogadores deveria ser acompanhada por outras medidas, a ser seguida pelos torcedores, como não dar audiência a seus programas, não ligar para a rádio, não comprar o jornal, não escrever comentários nos blogs deles, enfim, ignorá-los completamente.

Existem outros canais de informações, pelos quais podemos continuar sabendo como anda o dia a dia do nosso Avaí.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Jornalismo de intriga

Tem gente que acha que não se deve gastar tempo falando da imprensa quando o Avaí não está bem. Que temos que olhar para a situação do time e não ficar falando da imprensa. Eu não concordo.


É claro que esta campanha horrorosa não é culpa da imprensa. Mas isto não quer dizer que eles estão imunes às críticas. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já diria certo dublê de comentarista cuja qualidade do que fala é proporcional ao seu tamanho.


Eles também erram e temos direito de comentar sobre isto.


Dito isto, quero mostrar uma situação contada por um amigo que aconteceu após o jogo contra o Botafogo.


Na saída do jogo, um repórter de uma das rádios daqui perguntou para o Gallo de quem tinha sido o erro nos gols sofridos. Gallo foi claro na resposta dizendo que o erro tinha sido nosso, ou seja não individualizou o erro.


O mesmo repórter depois foi entrevistar o Willian e perguntou ao centroavante: “Willian, o que você acha da declaração do Gallo que disse que os erros dos gols que o Avaí levou foram individuais?”


Aí eu me pergunto: qual a razão de um repórter querer jogar um atleta contra seu treinador. Ele sabe que o clima não anda bom com esta campanha horrível e faz esta pegadinha para ver o circo pegar fogo. Ele podia ser honesto e fazer a mesma pergunta para o Willian, se ele achava se a culpa da derrota eram pelos erros individuais ou não.


Para mim o problema não está só no fato de desvirtuar o que o Gallo falou. Isto só agravou a situação. O problema já está na forma de fazer uma pergunta confrontando com a opinião de outra. Isto só tem um objetivo que é semear a confusão.


O pior é que este jeito de fazer jornalismo de intriga é muito comum entre os “profissionais” da imprensa.


Como eles não sabem fazer perguntas inteligentes, recorrem a dois artifícios:


1 – Emitem sua opinião, tipo “Fulano, o time perdeu muitos gols, blá, blá, blá, e por isso perdeu o jogo” e no final falam: “É por aí?” ou “O que você acha?” ou “Você concorda?”.


2 – Fazem intriga ao falar que fulano falou isso ou que sicrano declarou aquilo e novamente fazem a mesma pergunta: “O que você tem a declarar sobre isso?”.


Já escrevi aqui e repito: os times da capital melhoraram sua qualidade e estão na série A, mas os profissionais da imprensa ainda estão no nível da série D.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Táticas certas e erradas (depende do resultado)

Muitos "entendidos" da imprensa e da torcida tem por hábito explicar o resultado da partida em função da tática usada pelo técnico.


Se pedissem para eles fazer a avaliação do jogo aos 40 minutos do segundo tempo e outra no final da partida, e neste intervalo de tempo houvesse uma virada no placar, é certo que as duas análises seriam completamente diferentes.


Ou seja, o que valeu durante 85 minutos, será descartado nos últimos 5, às vezes por lances fortuitos, coisas do futebol. Isto mostra a precariedade da visão dos "especialistas" que mudam a análise do jogo por conta do resultado. É claro que o resultado deve influenciar no comentário, mas não de modo a mudá-lo completamente.


Como seriam os comentários sobre a mesma tática, dependendo do resultado da partida?


Time recuou para garantir o resultado


Se vence: "O time foi aplicado e soube se defender, neutralizando o adversário. Só saiu na boa e conseguiu o que queria. Futebol é isso aí, tem que jogar com as armas que possui e aproveitar as chances que aparecem."


Se perde: "O time recuou demais e chamou o adversário para seu campo. Não se pode abdicar do ataque. Estava na cara que ia levar o gol."


Meio de campo com muitos jogadores


Se vence: "É o que sempre digo, quem vence a batalha do meio de campo, vence a partida. O time dominou aquele setor e por isso venceu a partida."


Se perde: "Não adianta concentrar tanta gente num único setor. Tinha que colocar mais gente no ataque, que ficou isolado."


Vários atacantes


Se vence: "O time foi ousado e partiu para cima, com vários atacantes. É assim mesmo, pra vencer tem que botar atacante."


Se perde: "Não adianta colocar um monte de atacante se a bola não chega. Atacar com muita gente não quer dizer que vai funcionar. Tinha que trabalhar mais a bola no meio de campo."


Três zagueiros e dois volantes


Se vence: "O time estava muito firme na defesa e isso deu segurança para o meio de campo sair para ajudar o ataque."


Se perde: "O time ficou preso com tanta gente na defesa. Tinha que soltar mais o time, ir mais para o ataque. O time estava enterrado lá atrás."


Laterais que apóiam o ataque


Se vence: "O apoio dos laterais foi fundamental para a vitória. Isto é muito importante no futebol atual."


Se perde: "Não adianta os laterais subirem e tomarem bola nas costas. Primeiro tem que defender, depois apoiar. Só pode sair na boa."


Volantes que saem para o jogo


Se vence: "Quando o time tem volantes que apóiam e não somente marcam, as chances de vitórias sempre são maiores. Não se admite mais jogador que só sabe marcar. Este é o futebol moderno. Foi por isso que o time venceu."


Se perde: "Não adianta ter volante que só cerca e dá toquinho. Tem que ter um xerife na frente da zaga. Jogador de pegada. Alguém tem que fazer o trabalho sujo para poder liberar os meias para criarem."


Time compacto


Se vence: "Os jogadores ficaram perto uns dos outros e puderem trocar os passes com mais rapidez. Foi por isso que chegaram no gol."


Se perde: "O time estava muito amontoado. Tem que ocupar os espaços do campo. Assim fica fácil do adversário marcar."


Time espalhado


Se vence: "O time soube ocupar os espaços, caindo bastante pelas laterais e esticando as bolas. Ficou difícil para o adversário marcar. Eles estão certos: quem tem que correr é a bola, não é o jogador. Por isso venceu."


Se perde: "Os jogadores estão muito longe uns dos outros. Aí fica fácil para adversário interceptar a bola. Tem que juntar mais."


Repetir o time a cada jogo


Se vence: "Futebol não tem mistério. Tem que repetir o time para dar confiança e ganhar entrosamento. O time vencedor começa com a definição dos titulares."


Se perde: "Não adianta insistir com este time. Tem que mudar algumas peças que não estão funcionando. Não dá para esperar. Para que contrataram os caras que estão no banco?"


Modificar o time a cada jogo


Se vence: "Ele está certo. O técnico tem que escalar o time de acordo com o adversário. Estas mudanças confundem o adversário que não sabe como o time vai jogar. No futebol atual não tem mais ser titular absoluto. Uma equipe é formada por mais jogadores do que os 11 que começam

jogando."


Se perde: "Ele muda muito o time. Parece que não tem confiança no que faz. Tem que definir o time titular de uma vez. O jogador é titular numa partida e na outra está no banco. Aí não dá."


Deve haver várias outras situações que a mesma tática pode ser certa ou errada. Depende do resultado do jogo. Por isso que eles só falam depois do que acontece, pois se falassem antes, não iam acertar nunca.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Depois do jogo é fácil falar

Quantas vezes a gente escutou que o Avaí não deveria jogar com tantos volantes? Que era preciso ter mais gente no meio de campo para criar? Que o Marquinhos estava sobrecarregado? Que o William estava isolado?

No jogo de ontem, o time estava jogando com dois meias (Pedro Ken e Cléverson) e três volantes (Bruno, Batista e Diogo Orlando). Quando o Bruno se machucou, Gallo colocou Leandro Lima (na função do Pedro Ken) e mudou as posições de Pedro Ken (para a função do Diogo Orlando) e Diogo Orlando (para a função do Bruno).

Na teoria, era para continuar a mesma coisa, mas não deu certo. Com a entrada do Andrezinho no lugar do Guinhazú, o Inter foi para cima e achou o espaço que precisava para marcar. Depois do jogo, os entendidos disseram que o Avaí ficou exposto e que o Gallo teria errado, pois era para colocar outro volante no lugar do Bruno.

Não tenho dúvida que se ele fizesse isso (colocar outro volante) e o time tivesse perdido do mesmo jeito, os mesmos "especialistas" iam dizer que o Gallo recuou demais o time, que chamou o adversário para seu campo, que jogou para não perder, que não teve ousadia, blá, blá, blá. Que tinha era que ir para cima do Inter, de pressionar e tentar o segundo gol, porque estava jogando em casa, blá, blá, blá.

Ou seja, tática boa é a que dá certo. Se tivesse ganho o jogo, quem ia dizer que ele trocou errado? Agora é fácil falar. Ele mesmo reconheceu que não deu certo, mas como poderia adivinhar?

Quando o time perde jogando fechado, é porque é covarde. Quando perde jogando aberto, daí dizem que tem que saber suas limitações e jogar fechadinho.

Uma coisa é tentar analisar o jogo, vendo o que deu certo e errado. Tentando compreender a ideia dos técnicos e o desempenho dos jogadores. Vendo os erros e os acertos que acontecem durante o jogo.

A outra é se arvorar como sabe tudo e que teria feito diferente. Teria feito nada. Garanto que a maioria dos "especialistas", sejam os da imprensa como os torcedores, não iam nem saber treinar o time, quanto mais conseguir assistir o jogo e fazer as mudanças na posição que o técnico fica. Falam muito e sabem pouco. Vão chupar prego até virar parafuso.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Efeitos do café com brócolis

Impressionante como o grupo gaúcho tem sempre que dar um jeito de falar do Tombense para não deixá-lo por baixo.

Na convocação para a seleção sub-20, além de Aleks, do Avaí e Roni, do Criciúma, eles fizeram questão de destacar a convocação de um ex-atleta de lá. Tudo bem que o cara foi formado ali, mas não veste mais a camisa multicolorida.

Aliás, será que não é gato, não?

A banalização da denúncia, por Kk de Paula

É difícil eu publicar as postagens de outros blogs, mas lendo o texto da Kk de Paula, do blog DNAzul, vi que não tinha mais nada a acrescentar sobre este assunto.

Então segue o texto dela. Para ver o original, acesse http://dnazul.blogspot.com/2011/06/banalizacao-da-denuncia.html

"Surpreende-me a facilidade de denegrir com denúncias vazias pessoas ligadas ao presidente Zunino e ao nosso Clube.

Denúncia feita por jornalistas sérios, investigativos, deve vir acompanhada de documentação, pesquisa e com certeza, se escuta os envolvidos. Depois, publica-se.

Como é fácil denunciar hoje em dia.

Em milésimos de segundos entra na Rede mundial e aí...pronto. A denúncia é real e no mesmo instante passa a ser verdadeira.

Muitos confundem realidade com verdade.

A denúncia existe, sim existe. É real. Mas é verdadeira?

Mesmo sem provas, ela alimenta os abutres com carniças fictícias, mas que fedem como verdadeiras.

Como é fácil denunciar, difamar, melindrar.

Como é difícil ousar saber sem se deixar manipular por notícias que acusam sem provas.

Nesses casos só cabe um caminho. A justiça.

Porque o denunciante não ouviu o denunciado. Publicou irresponsavelmente.

Quem de nós, eu pergunto alto e em bom som, quem de nós fez nesses últimos anos mais pelo Avaí do que seu presidente?

Quem de nós soube de alguma coisa que denigra o caráter ilibado do Presidente João Nilson Zunino?

Por respeito a esse Homem, o mínimo que se pode fazer é lhe ouvir antes de divulgar e difamar qualquer membro da sua família.

Avaiano, não se permita alimentar os abutres. Eles querem nos transformar em carniças.

Presidente, responda para esses “abutres” somente através da Justiça.

Nela todos são ouvidos, e Ela exige provas."

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Gauchização de nossa mídia

Já sabia que os veículos de imprensa da Rede de Baixos Salários eram dominados pelos gaúchos, com grande presença de profissionais oriundos dos pampas.

Escutando um programa da Rádio Guarujá, fiquei sabendo que mais da metade dos funcionários desta rádio também é nascido nas terras dos maragatos e dos chimangos.

Não sou contra a presença de pessoas nascidas em outros estados, mas este domínio dos gaúchos na imprensa só enfraquece nossa identidade, de catarinense e de manezinho da ilha.

Queiram ou não, por mais bem intencionados que possam ser estes profissionais, por conta de sua origem, não vão conseguir ter a identificação que pessoas nascidas aqui podem ter com as coisas daqui. Quem não nasceu e cresceu aqui, não vai se importar com a preservação de nossa memória e costumes.

Não estou dizendo para ter cotas para manezinhos, mas custo a acreditar que uma rádio, de tradição na ilha, não possa ter em seus quadros uma maioria de gente nascida na terra.

Para mim, foi uma decepção. Que pena! Contava com a Rádio Guarujá para manter as tradições de nossa terra. Eu sei que alguns dos comandantes dos programas são daqui, mas é fácil vislumbrar um futuro só com jornalistas importados, como já acontece com a rádio que troca a notícia.

Falcão e a imprensa

Li uma reportagem sobre o relacionamento do Falcão com a imprensa e algumas de suas respostas a antigos companheiros. Interessante ver como algumas de suas posições não são muito diferentes do pensamento de muitos de nós, torcedores, em relação a imprensa. Vejam que muito do que acontece nos pampas é parecido com o que acontece por aqui.

As frases feitas da imprensa

“Se joga com três zagueiros é defensivo. Outro preconceito. Se não joga com menos jogadores com características de volantes é muito alegre. O futebol faz frases. A gente que está ali, trabalhando, não pode se prender a isso. Nada é definitivo. O futebol muito menos”, completou.

As fontes

"É muito fácil se esconder atrás de fontes. Aí se pode dizer qualquer coisa e falar ‘não vou revelar as fontes’ [...] Eu sei o que é estar aí [indicando com a cabeça para os repórteres]. Talvez seja uma vantagem minha. Vocês não sabem o que estar aqui. Sei o que é estar no campo, no vestiário. Isso faz eu ter capacidade de entender as coisas"

Diferença de tratamento

"Tem um preconceito contra o André que impressiona. O André fez dois em Gre-Nais, e no Estado se valoriza muito gols nos clássicos, mas estranhamente ninguém deu uma linha sobre os gols do André. Dentro da articulação que montamos desde o outro Gre-Nal, ele é o terceiro homem de marcação. Ele não é nove. São justas as homenagens que fizeram para o Viçosa, que é um bom jogador, ele entrou e marcou os gols, mas não é justo que não se dê o mesmo espaço para o Andrezinho", afirmou.

Distorção das frases

"Eu tenho notado que, às vezes, eu faço uma frase e ela é super valorizada. Vou te dar um exemplo: fui perguntado sobre trabalhar lá de cima, fora do campo. Foi uma colocação tão simples. ‘Quem sabe, possivelmente’. Mas se deu como fato consumado [...] Tenho que tomar cuidado com o que estou falando. As coisas estão repercutindo de maneira exagerada e errada. Às vezes uma frase vira uma matéria. E não é aquilo que quis dizer. Ou me expressei mal, ou entenderam mal"

O treinador chamou um jornalista [não citou o nome] de mau caráter. “O que realmente é: as pessoas transformam um pouco. Eu disse no domingo que o Oscar precisava fazer reforço. Disseram que eu queria transformar o Oscar em Caçapava. Isso não é jornalismo. Isso é má fé. É mau-caratismo”, disparou.

Teoria e Prática

"Respeito até as opiniões mais absurdas. Tese se justifica fácil. Hoje em dia qualquer tese é muito fácil de argumentar. É uma barbada, o duro é a prática. Quando eu escuto alguma coisa e tem razão de ser, eu penso. Mas estou na aldeia há alguns anos. Eu sei como vem e porque vem."

Imprensa sem caráter

"Eu sei por que de repente determinados comentaristas sugerem que tem um treinador chegando. Eu sei por quê. Eu convivi com os caras. São coisas plantadas. Isso não é uma coisa séria. Convivi com muitos profissionais e muitos me decepcionaram, não pela crítica, que acho normal. Pela postura. Pela falta de seriedade. Pelos interesses e pelo desconhecimento, pra não falar em mau-caratismo. Respeito a crítica, desde que tenha fundamento. Se não tiver, eu vou responder", declarou.

Para ver a reportagem completa, acesse: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/06/15/falcao-acumula-alfinetadas-em-ex-colegas-e-guerra-com-imprensa-e-comum.htm

terça-feira, 14 de junho de 2011

Foi o Lédio que falou

Acabei de ler no blog do Lédio Carmona (http://sportv.globo.com/platb/lediocarmona)

Vou colocar somente o início e o final:

Excessos da vez

O futebol brasileiro vive de excessos. E o torcedor vai junto. A imprensa, nem se fala. Vejamos as teses da hora. Todas acima do tom.

5. O Avaí vai cair.

Há dois anos os jornalistas esportivos falam a mesma coisa. E erram. Então, que tal esperar as águas rolarem um pouco mais?

Tudo bem que temos que nos preocupar com a atual situação, mas nem tudo está perdido, como alguns afirmam, dizendo que nosso destino para série B já está traçado.

Eu acredito, e muito.

Reage Leão.

domingo, 5 de junho de 2011

Imprensa de série D

Quando estava vindo para casa, para assistir o jogo do Avaí, liguei o rádio do carro para escutar alguma notícia do Leão.

Sintonizei primeiro na rádio que era do seu Aderbal (ou ainda é da família, não sei). Meu Deus, colocaram dois caras que não servem nem para comentar as partidas do time juvenil. Estavam questionando o fato do Rafael Coelho não ter sido relacionado. Ué, até semana passada o cara não servia para jogar e agora é peça fundamental? Incoerente são esses caras. Ainda bem que cheguei rapidamente em casa e desliguei o rádio.

No intervalo do jogo, saí para comprar pão e, masoquista que sou, resolvi ligar novamente o rádio. Meu Deus (de novo). Na mesma rádio, o dono de loja (um novo Badú piorado, vendo só coisa ruim) e o ex-narrador (acho que barbie por baixo da camisa) falando mais asneiras. Na outra rádio, aquela que troca as notícias, estavam os não menos piores homem do sapato branco (que quanto pior melhor) e o sem sal e muito chato (sempre metido a sabichão). Escalaram o que tinham de pior para este jogo. Para completar, só faltava o narrado preto e branco.

Apesar de nossas mazelas, este é o terceiro ano do Avaí na série A. A estrutura do clube melhorou muito nos últimos 10 anos. O nível dos jogadores que temos hoje, se não é uma maravilha, são, na média, muito melhores do que aqueles que já jogaram por aqui, em épocas de times sem série e de série C. Tivemos jogadores convocados para a seleção brasileira e vários dos que estão no elenco já jogaram em grandes clubes e não vieram para cá porque estavam em final de carreira, como acontecia antigamente. Ou seja, houve uma grande evolução, tanto na parte de estrutura, como na parte de elenco.

Por outro lado, a gente vê o elenco de nossa imprensa, tanto de rádio e TV (que é basicamente a mesma) e a escrita (quase os mesmos) e percebemos que ela não acompanhou a evolução dos times catarinenses. São os mesmos de muito tempo. E o pior, os novos têm os mesmos defeitos e vícios dos antigos. Não cansam de apontar só defeitos. Elogios, só se inevitável. Defender o que é daqui? De jeito nenhum.

Os times da capital estão na série A, mas a imprensa ainda não saiu da série D.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Exageros da imprensa

Assisti a decisão da Liga dos Campeões em que o Barcelona venceu o Manchester United. Não vou comentar sobre o jogo, mas sobre os comentários do pessoal da ESPN. O Trajano já é ruim mesmo, mas o PVC é um ótimo comentarista, muito observador e estudioso.

O que me chamou atenção é o exagero para os elogios ao time e aos jogadores do Barcelona. É claro que o time do Barcelona é o melhor do mundo, o Messi é um jogador fora de série e que Iniesta e Xavi também são craques. Mas tudo que faziam era exaltado, por demais da conta pelo pessoal da transmissão. A cada jogada, podia ser uma troca de passe, até o que dava errado, era elogiado. Parece que os caras estavam babando na transmissão.

Sinceramente, não vi o Messi destruindo o jogo como eles falaram. Fez um gol, fruto da marcação frouxa da zaga já cansada do time inglês e mais umas firulas durante todo o jogo. Mas daí a dizer que ele acabou com o jogo foi um pouco demais.

Eu vejo que os jornalistas muitas vezes são impelidos a fazer o elogio para determinados jogadores e times, porque a maioria também está fazendo isso. Se falaram alguma coisa diferente, já serão vistos de lado e poderão ganhar uma geladeira. Isso me lembra um caso com Romário, já no final de sua carreira, mas antes de ele ficar imóvel no ataque.

Num determinado jogo, nem sei se ele jogava pelo Flamengo ou pelo Vasco, aconteceu um lance em que um jogador de seu time faz uma grande jogada e dá o passe para o ele, Romário, que bem colocado, faz o gol. Narrador e comentarista concordam que só podia ser gol de Romário mesmo, sempre bem colocado, que não perdoava. Nem falaram do companheiro que fez a jogada.

O jogo continua e lá pelas tantas Romário faz uma boa jogada, dá uns dribles nos zagueiros e passa a bola (ou a bola sobra, não me lembro) para outro jogador do seu time (o mesmo que tinha feito a jogada do primeiro gol) que bem colocado, faz o segundo gol do jogo. O que vocês acham que o narrador e o comentarista falaram desta vez? Sobre o senso de oportunismo do jogador que fez o gol? Que nada, só falaram do Romário, que tinha feito uma grande jogada. Acho que só falaram o nome do jogador que fez o gol no momento do gol, depois esqueceram dele e só falaram do Romário.

Ou seja, nas duas jogadas o que importou foi o que o Romário fez. Se houvesse uma terceira jogada que tivesse resultado em gol, mas que ele não tivesse participado diretamente, era capaz de eles falarem que a presença do baixinho preocupou os zagueiros, e por isso os outros ficaram livres para marcar o gol.

É comum ver a imprensa do eixo Rio-SP exaltar qualquer perna de pau que faz uma boa jogada por lá. Parece que craque só tem nos times grandes. Para um jogador daqui ser exaltado, tem que comer a bola. É por essas que acho o Marquinhos Santos um craque, porque conseguiu ser elogiado quando atuava no Avaí, novidade na série A, na campanha de 2009.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Guia do Brasileirão

A mais recente polêmica da blogosfera avaiana é em relação a capa de uma guia para o campeonato brasileiro de 2011, de um certa revista esportiva, que deixou o Avaí de fora da capa.

Por curiosidade, andei pesquisando as capas de 2009 e 2010 e percebi que também nestas não há qualquer referência ao Leão da Ilha. Nas capas de 2009 e 2010 eles deixaram outros times da série de fora para incluir times da série B. No guia do 2 turno de 2010 é que aparece uma foto do Vandinho com a camisa do Avaí. Ou seja, não é de hoje que esta revista despreza do nosso Avaí.

Li em algum blog a resposta que o editor desta revista deu para alguém que lhe enviou um e-mail questionando a ausência de nosso Leão. A resposta foi horrorosa. A emenda foi pior que o soneto. Para quem não leu, ele respondeu que não era possível colocar os 20 clubes na capa e decidiu excluir dois times com menor torcida. Acho que ele não leu a própria que revista que publicou uma pesquisa que demonstrou que temos a maior torcida aqui.

Pra falar a verdade, eu nem me lembrava mais que esta revista existia, pois não gasto dinheiro com isto. Agora que descobri esta falha grotesca é que não vou comprar mesmo. Ainda mais que ela pertence a um certo grupo editorial que já devia ter fechado no mês passado, o mesmo que publica aquela revista Óia. Se você não gostou, faça o mesmo, não compre a revista, e ainda fale mal dela, dizendo para nenhum avaiano comprar.

Tem muita gente dizendo que isto é mais uma falha do departamento de marketing do Avaí. Olha, os caras não andam acertando quase nada, mas daí a culpá-los por isso é um exagero. O erro é da revista e ponto final. Desde quando um clube tem que influenciar a capa de um periódico nacional? A gente não consegue nem influenciar a capa dos jornais locais, vai querer fazer isto numa revista de circulação nacional.

Se os torcedores querem que o Avaí seja mais respeitado pela imprensa, não pode ficar esperando pela diretoria. Somos nós que temos que nos mexer, usando uma arma muito poderosa que temos: a internet, através da blogosfera avaiana, do twetter, dos e-mails e tudo que estiver ao nosso alcance.

Vamos entupir a caixa de mensagem deste editor, reclamando do tratamento que recebemos. Vamos fazer o mesmo quando percebemos uma reportagem de má fé que sai em algum site, revista ou jornal. Vamos fazer campanha nos blogs para não comprar esta revista e outras publicações que achamos que estão fazendo troça com nosso time.

Se mostrarmos nosso descontentamento, seremos respeitados. Se apenas gastarmos nossa energia para reclamar da diretoria do Avaí, tudo vai ficar na mesma.