quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Era Gallo

Alexandre Gallo foi dispensado do Avaí, após 13 jogos, com 3 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, com um aproveitamento de 31 %, melhor apenas que sua passagem pelo Santo André (29 %).

Não era a favor de sua contratação (clique), mas torci pelo seu sucesso. Pegou o time na lanterna da competição e tentou montar outro durante o campeonato. Dispensou alguns jogadores e solicitou a contratação de outros.

Daqueles que não estavam nos planos do Gallo, somente George Lucas tinha condições de ser melhor dos que estão lá. Mesmo assim, o diretor de cinema também era contestado pela torcida antes de sua dispensa. Só começou a ser lembrado como solução depois do aparecimento de Daniel e Arlan. Os demais dispensados também foram muito criticados durante o estadual e a Copa do Brasil.

Entre os jogadores contratados após sua chegada, destaque para Felipe que mostrou em campo que merece ser titular. Caçapa parece ter sido também uma boa contratação, mas sua contusão não permitiu provar esta tese. O mesmo se pode dizer de Leandrinho, Anderson Lessa e Marcos Paulo que só jogaram uma partida antes de se contundirem. Eles ainda têm chance de provar se a indicação foi correta.

Dirceu nem é tão ruim como falaram, mas está longe de ser o cara para consertar a defesa. Welton Felipe dispensa comentários. Daniel tem que melhorar muito para a torcida aceitá-lo. Arlan também não caiu no gosto popular, mas parece ter mais vontade para jogar. Thiago Salles não teve muita oportunidade para mostrar seu futebol. Caíque é outro que não vai ter chance com o pessoal da arquibancada. O último é Lincoln que quando estrear vai receber uma cobrança forte, tamanha a expectativa com o anúncio de sua contratação.

Ou seja, dos 12 jogadores que vieram após o Gallo, somente Felipe vingou. Acredito em Marcos Paulo e no Lincoln. Leandrinho tem que mostrar o futebol do DVD.

Em sua campanha, venceu do Atlético Goianiense, Ceará e Corínthians, empatou com Bahia, Grêmio e Atlético Paranaense e perdeu para São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Inter, Fluminense, Botafogo e Vasco.

Ressalvando as goleadas, as derrotas foram normais, apesar de que era possível obter um resultado melhor contra o Botafogo, além do time também ter saído na frente contra Inter e São Paulo. Contra o Grêmio, a vitória era o resultado mais justo. As três vitórias foram surpresas, já que duas foram fora de casa e a única em casa foi contra o forte líder Corinthians.

Os números não são bons (31 % de aproveitamento), mas olhando jogo a jogo, vamos ver que os resultados não foram tão desastrosos (com exceção das goleadas). O que pesou contra o trabalho do Gallo foi a falta de criatividade do time e a pouca esperança que ele trazia para o torcedor, que desde o começou não teve muita paciência com o treinador, pedindo sua cabeça já desde a primeira partida.

Lembro que em 2009, quando o Avaí disputou a décima partida no brasileirão, Silas estava com um aproveitamento de apenas 23 % (1 vitória, 4 empates e 5 derrotas). A diretoria bancou o treinador e o time chegou na sexta colocação ao final do campeonato. Tudo bem que aquele time dava sinais de esperança, mas o aproveitamento também não era bom. Hoje sabemos que a aposta da diretoria no trabalho do Silas foi a decisão mais acertada, mas quem poderia garantir isso?

E agora, com a saída do Gallo, mas com o mesmo elenco, quem poderá fazer melhor que ele?
Será que foi a melhor solução?

Espero que sim, mas tenho minhas dúvidas. Não sei se era o momento. Nunca saberemos, a não ser que o próximo técnico transforme o Avaí, da noite para o dia, numa máquina vencedora, o que eu duvido muito.

Ao Gallo, boa sorte em sua carreira.

Para nós, resta rezar para a diretoria contratar alguém que dê jeito nesta bagunça de time.

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