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sábado, 20 de julho de 2013

Maria, não vá com os outros

Eu achava que o Avaí não deveria ter contratado o HM para o lugar do Ricardinho, mas uma vez que isto aconteceu, ele tem a minha torcida para conseguir o maior sucesso possível e quem sabe, conseguir o acesso ao final deste ano.

Não achava o HM o técnico esplêndido que muitos enxergavam, mas não é por causa de três jogos que acho que ele é péssimo. Não concordo com algumas de suas escolhas, mas não estou no dia-a-dia dos treinos para ousar achar que sei mais do que ele de quais são as melhores opções para o time.

Só espero que ele não fique mudando o time a cada tropeço, para dar uma satisfação para a torcida, imprensa ou diretoria. É preciso que ele tenha convicção do seu trabalho.

Trocar porque um reserva está mostrando nos treinos que está melhor é válido, mas mudar porque alguém falhou em uma partida não me parece uma boa medida, a não ser que os erros estejam se repetindo.

É por isso que espero que o HM saiba conduzir o time do seu modo, sem dar ouvido a quem não tem responsabilidade com resultado.

O Avaí de HM ainda está em formação, apesar do tempo que teve de folga. Ele não tem muito tempo para “encaixar” o time ideal, pois o time já disputou um quarto da competição e está vendo o grupo da frente se distanciar.

Até agora o Leão já enfrentou 6 dois 8 primeiros colocados (2 E / 4 D) e apenas 3 times (2 V e 1 E) fora deste grupo. Isto tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que o resto da tabela não é tão indigesto, quando o Avaí poderá diminuir a distância que o separa do grupo da frente. O lado ruim é isto significa que o desempenho contra os principais concorrentes ao acesso foi muito ruim e isto só poderá ser recuperado no returno.

A tarefa de Hémerson Maria é manter o time motivado e seu maior desafio vai acontecer na 14ª rodada, quando enfrenta o time do Estreito. Até lá, vai viajar a Chapecó, receber o rubro-negro de Goiás e o Papão do Pará na Ressacada e ir até a terra da lingüiça.

Espero que até chegar este dia, o time já esteja mais afinado e tenha conquistado, pelo menos, uns 8 pontos, dos 12 que vai disputar antes do clássico.


Arruma este time Maria.

domingo, 7 de julho de 2013

O que mudou?

O Avaí voltou a jogar pela série B e empatou com o São Caetano, fora de casa. Resultado ruim? Depende. O time de Chapecó conseguiu vencer lá dentro, mas o Atlético de Goiás perdeu. Acho que poderia ser melhor, mas dá para aceitar o resultado.

O futebol, no entanto, é que não foi dos melhores. A defesa levou alguns sustos e bateu cabeça algumas vezes. Ninguém vai me convencer que o HM já arrumou a cozinha do Leão. O meio de campo não fez muita coisa e o CS88 não parece muito contente com a vida. No ataque, faltou pontaria e habilidade. Ou seja, o técnico mudou, mas o futebol não muito. 

Se o técnico fosse o Ricardinho, a maioria ia dizer que não passou de um empate e mostrou as falhas do ataque de sempre e só não levou gol porque o ataque do São Caetano é muito ruim. Mas como é o HM, acho que a maioria vai dizer que foi um ponto conquistado fora de casa, que a defesa está mais organizada e o que o ataque criou oportunidades, mas faltou capricho dos atacantes.

Tudo é uma questão de boa ou má vontade. Quando se quer, só se vê o copo meio cheio, que é o caso de muitos agora, porque o HM está no comando. Do mesmo modo, muitas vezes, apenas por uma questão de antipatia, só se vê o copo meio vazio, como na era Ricardinho.

Não vi nada muito diferente no Avaí de hoje em relação ao Leão de maio e junho. Toca, toca e não faz nada. Quando a oportunidade surge, o ataque não aproveita. A diferença é que hoje os atacantes adversários não aproveitaram as falhas da defesa avaiana.

Agora é torcer para que o HM veja os problemas desta partida e conserte para a próxima. Quem sabe com M10 em campo, tenhamos um pouco mais de criatividade, pois CS88 e Jardel não estavam inspirados.

O Leão está 5 pontos distante do último do G4, que é time do professor Pardal. Ainda tem muito jogo pela frente, mas é bom se aproximar logo do pelotão da frente, porque depois vai ser tarde.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os inhos e o retorno de HM

Ricardinho já é passado. Hémerson Maria é o presente. Vamos torcer pelo seu sucesso. Mas antes, quero refletir sobre o que aconteceu.

Antes de mais nada, uma breve história: fui na padaria e perguntei ao dono, que é avaiano e havia ido ao jogo na terça: jogaram mal ou fizeram corpo mole? Ele respondeu, sem titubear: fizeram corpo mole para demitir o técnico.

Ricardinho não é um mau técnico, mas não conseguiu os resultados que precisava. Agora está na moda dizer que ele não conseguiu dar um padrão de jogo ao Avaí. A maioria que diz isso nem sabe definir o que é padrão de jogo. Falam porque ouviram ou leram em algum lugar e ficam repetindo como donos de uma verdade que não existe. O que faltou ao Ricardinho foi a primeira das qualidades do técnico: liderar o grupo. Ele não conseguiu se impor e não tinha as costas quentes.

Além disso, parece que não conseguiu colocar o M10 ao seu lado. E isto é um problema para qualquer técnico no Avaí. Ter um ídolo e craque que é torcedor do time é sempre bom, pois ele realmente veste a camisa. Porém, se ele for maior que o comandante, que foi o caso do Marquinhos em relação ao Ricardinho, é problema. Ficar pedindo a bênção para o galego não deve ser fácil para nenhum técnico. Quando no elenco existem jogadores que são mais fortes que o técnico, isto pode se tornar um grande problema.

M10 é craque, tem história, já fez muito para o clube, mas isso não o isenta de críticas e não lhe dá o direito de fazer corpo mole para tirar o técnico. E não foi a primeira vez que fez isso. Apesar do sobrenome, não é santo. Isto não significa que eu o quero longe do Avaí. Como já disse, é craque e o Avaí só melhora com ele. Mas ele precisa querer jogar. Tem que entender que apesar de ídolo, não é maior que o clube. Ele vai parar de jogar e o Avaí vai continuar.

O Avaí não pode ser refém dele e de mais alguns que se acham os maiorais dentro do time: Diego, Leandro Silva, Eduardo Costa, Marquinhos Santos e Cléber Santana. São bons jogadores e líderes do grupo. Eles também devem ser cobrados pelo desempenho da equipe. É quase meio time. Não dá para culpar somente o técnico e a diretoria. Se incluirmos Márcio Diogo, que também é bom jogador, vamos ver que mais da metade do time tem qualidade garantida. Então não é por falta de elenco. A cobrança que querem fazer da diretoria e do técnico, também deve ser feita aos jogadores, principalmente esta turma que citei, que ganham muito bem.

Agora vem o Hémerson Maria. É curiosa a reação de muita gente na blogosfera. Falam que ele nem devia ter saído, que foi uma injustiça, etc. Pesquisei na blogosfera como tinha sido a reação deste pessoal, em março de 2012, quando a diretoria anunciou que ele assumira o comando no lugar do Mauro Ovelha. Alguns cravaram que não ia dar certo:

"Se vai dar certo? A chance é tão pequena que eu duvido que alguém esteja realmente apostando nisso."
"O que quer dizer? Que o Avaí não tem dinheiro para contratar um técnico de verdade."
"Com todo o respeito a dupla apresentada mas, Hemerson Maria, desde que chegou ao Avaí para treinar o Sub-20 em 2011, se não me engano, nunca ganhou nada".
"... não sei se terão pulso para comandar a equipe profissional de garotos mimados..."

Toda a blogosfera desejou boa sorte ao técnico, mas só vi um acreditar de verdade que ia dar certo.

HM foi campeão e virou santo e super competente. Um pouco mais e já poderia treinar a seleção brasileira. Mas daí veio a série B e o encanto acabou. Mas como um título sempre amacia a torcida, a cada derrota, a culpa era da diretoria. Não era dos jogadores nem do técnico. Ainda assim, muita gente reclamava do jeito defensivo que HM armava o time quando jogava fora de casa. Quando a diretoria o demitiu, aí virou novamente santo e injustiçado. Interessante que ele comandou o time durante 25 jogos na série B e nunca conseguiu colocar o time no G4. Fosse outro técnico, a torcida já tinha pedido sua cabeça antes de acabar o turno.

Acredito que ele possa neste ano, ter um desempenho melhor que no ano passado. O elenco é melhor e o técnico está mais experiente. Como conta com o respeito do CS88 e imagino também do M10, poderá conseguir liderar o grupo. Tem a seu favor o título estadual do ano passado e o apoio do torcedor.

A situação poderá ser parecida com o ano passado, que com o mesmo elenco, que a torcida disse que podia mandar tudo embora depois da derrota para o Camboriú, conseguiu levar o time para a decisão e conquistar o título.

Vamos torcer para que HM entre de vez para história do Avaí como o técnico que subiu o Leão novamente para a série A.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não precisamos de inimigos

Quem não sabe os resultados e lê alguns blogs e comentários, pensa que o Avaí perdeu todas as partidas que disputou até agora na série B, tamanha é a vontade que alguns torcedores tem em demitir o técnico Ricardinho.

Talvez ele não seja uma sumidade, mas se o critério mais usado pela torcida para pedir a cabeça de um técnico seja o critério dos resultados, então é preciso esperar um pouco mais para justificar sua demissão, pois 7 pontos em 12 disputados, sendo 3 partidas fora de casa não me parece suficiente para isto.

Leio alguns falando sobre falta de padrão de jogo do time avaiano. Com todo respeito, mas a maioria dos ispecialistas nem sabe identificar o padrão de jogo de qualquer time. Aliás, a maioria dos times nem tem padrão de jogo.

Em relação a escalação, os torcedores mudam de opinião como o vento muda em Florianópolis. Antes o Reis é a solução, agora, está quase virando um poste. Alguns querem Tauã, mas ao lado do Márcio Diogo, certamente, no primeiro revez, seriam alvo de críticas, por serem baixinhos. Aliás, já li que o defeito do time era ser um grupo de baixinhos. Eduardo Costa era a experiência que o time precisava lá atrás, só que agora o correto é torná-lo um espécie de líbero ou zagueiro da sobra. O M10 estava sobrecarregado, mas agora com o CS88, qual será a justificativa para a produção baixa dos dois?

A torcida pode inventar qualquer escalação, fazer quantas mudanças quiserem, ou sugerirem as substituições mais criativas possíveis, pois não tem a responsabilidade do resultado. Eu também acho que em algumas partidas a substituição pode não ter sido a ideal, mas não garanto que a minha teria mais resultado.

Vejo que em alguns casos, a blogosfera repete exaustivamente uma opinião até que ela vire verdade. A verdade agora é que o Ricardinho não é um bom técnico. Se o time vence, foi por causa dos jogadores, mas se perde, certamente será culpa do Ricardinho. Não vou defendê-lo, até porque não sou fã do seu trabalho, mas também não vejo nada de errado no que vem fazendo até agora. 

A série B está no começo e para quem não se lembra, em 2008, sob o comando de Silas, o Avaí, levou 5 rodadas para chegar a 7 pontos, vencendo a primeira, fora de casa, e empatando 4 seguidas, sendo duas, dentro da Ressacada. Naquela época a cabeça do Silas também já estava começando a ser pedida, mas o maior acerto da diretoria foi tê-lo mantido, assim, como fez no ano seguinte, mesmo após aquele começo desastroso na série A.

Pra encerrar, que técnico burro este do Coritiba que escala o Robinho como titular. Se ouvisse os ispecialistas da torcida avaiana não faria esta besteira.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O jeito é torcer... a favor do Avaí

Pode-se dizer que foi uma semana inesquecível para torcida do Avaí. A diretoria conseguiu em menos de 4 dias, desagradar e desmotivar, provavelmente, quase todos os avaianos. Vendeu o Cléber Santana, considerado o craque do time, aceitou refugos rubronegros, demitiu o Hémerson Maria, que grande parte da torcida gostava, contratou o Argel, que já chega rejeitado e fritado pelo seu passado recente no outro lado da ponte e para finalizar com chave de ouro esta tão grandiosa empreitada, "reforçou" o time com o Fred, que era motivo de gozação pela torcida avaiana há pouco tempo atrás. É muito fato novo em tão pouco tempo.

Mas, porém, contudo, todavia, não obstante, o Avaí continua e o campeonato ainda não acabou. Apesar das razões que muitos podem dar para não torcer (e que eu respeito), não vejo outra alternativa senão torcer pelo sucesso do novo treinador e dos atletas que ficaram e dos que chegaram. Tudo por um único e suficiente motivo: eles estarão vestindo a camisa do Avaí. E isto já basta para ter minha torcida.

Independente do momento do time e do adversário de hoje, que está brigando para fugir do Z4, a vitória é uma obrigação. Vamos ver como os jogadores escalados pelo novo treinador vão se comportar em campo.

Se empatarem ou perderem, o que vão dizer? As teorias da insatisfação do elenco com tudo que aconteceu serão as primeiras a serem formuladas. Já nem vão falar mais da incompetência do time. É provável que o alvo agora seja o técnico e como em todos os tropeços, a diretoria.

E se vencerem? Aí depende. Se for como em quase todas as vitórias na época do HM, muito suada, não terão muito que falar, afinal, com Cléber Santana e HM, era assim que acontecia. Vai sobrar novamente para a diretoria que não reforçou o time.

E se for uma goleada? Vão falar que o time de Guaratinguetá é fraco e não serve de parâmetros, como falaram do Marcílio Dias, na estréia do HM? Imagino que vai ter gente lançando teorias de insatisfação do elenco com o HM e com a estrela do CS10. Também penso que vai ter torcedor xingando os atletas, chamando os caras de traíras, porque não apresentaram este futebol com o HM no comando.

Digo isto, porque tem gente que diz que torce para o Avaí. E torce mesmo. Mas antes disso, torce para suas convicções. E  a convicção de muita gente é que com o que temos, vamos lutar para não cair. Não há nada de errado em ter esta opinião. Eu mesmo, acho difícil o Avaí subir, agora sem o CS10. Só que eu vou torcer para estar errado e ver o Leão chegar entre os quatro primeiros. O triste é ver gente torcendo contra, só para poder dizer no final, que já tinha previsto o pior, muito tempo antes.

Por isso, ao invés de fazer contas, vamos torcer jogo a jogo. Uma vitória hoje, mantém o Avaí na disputa pelo acesso. Enquanto a matemática permitir, temos que acreditar no acesso.

Vai pra cima deles, Leão.

sábado, 24 de março de 2012

É o fundo do poço ou pode ficar pior?

Eu nem sei o que escrever depois de uma derrota dessa. Culpar o Ovelha? Por um lado não, pois colocou em campo o time que a maioria queira. Por outro lado, com certeza, pois parece que o time não treina, é um amontado em campo. Culpar os jogadores? Por um lado, sim, pois o técnico não erra passes, perde gols ou falha na defesa. Por outro lado, eles parecem perdidos e sem comando.

O primeiro tempo até que não foi de todo ruim, pois o Leão pressionou e buscou o gol. No final do primeiro tempo, na base da empolgação, o time do Suca foi pra cima e num escanteio, marcou o gol do time da casa.

Para o segundo tempo, Ovelha mudou de cara, colocando Saldanha no lugar de Cássio. Era uma tentativa, tirando um dos zagueiros. Pra mim, jogou pra torcida e para os corneiteiros que ficam dizendo que o Avaí não precisa de tantos zagueiros. Eu não teria feito nenhuma substituição, mesmo perdendo, pois o time tinha sido melhor que o adversário. Não fez e levou, é verdade, mas se mantivesse o padrão, poderia chegar ao empate.

As mudanças não resolveram. Saldanha não fez nada, Neilson e Laércio, muito menos. Era muito ataque e pouco meio. Robinho ficou quase como um segundo volante ao lado do Bruno. O time estava perdido em campo.

Muito chuveiro na área. Quantos gols o Avaí fez de cruzamento na área neste campeonato? Pouquíssimos. Então não era a jogada certa, mesmo com o Nunes lá na área. E de escanteio? Acho que nenhum. Tiveram uns 10 e não ganharam nenhuma de cabeça. Podia estar jogando até agora que de escanteio é que não iam fazer gol.

A coisa ficou complicada. Neste ritmo, o time vai é ganhar umas duas semanas a mais para se preparar para a série B. Será que é este o plano?

E o Ovelha? Sua lã já foi toda tosquiada. Eu sei que o time pode não ficar melhor sem você, pois os jogadores são ruins mesmo, mas com você é não vamos subir. Pede o chapéu.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Jogando contra o patrimônio

Pelo jeito o Avaí vai dispensar o Gilmar. Ao que parece, o atacante não está mais nos planos do Ovelha.

Até compreendo e acho que certo que o Ovelha tenha que mostrar quem manda no Avaí. O Gilmar fez besteira e merece ser cobrado por isso. Só que a dispensa é um exagero para mim.

Acho que o Ovelha pegou o Gilmar como bode expiatório. Viu que seu comando estava em perigo e precisava sacrificar alguém para mostrar aos outros atletas que ele tem o apoio da diretoria. Aproveitou o descontrole do Gilmar, que pelo jeito já não gostava muito, pois pouco utilizou, e decretou sua dispensa.

Como o atacante pouco jogou, não teve tempo para mostrar seu futebol. Sendo assim, não pode provar para a torcida que pode ser importante para o time. Por isso, está numa situação desfavorável e sem onde se apoiar.

Acho que se a dispensa se concretizar, será um gol contra da diretoria, pois se o Gilmar não mostrou o que sabe, tem um passado que mostra que tem potencial. Ou será que o Ovelha acha que vai transformar o Capixaba e o Neilson em jogadores de série B? É ruim! O Nunes até pode fazer gols, mas também tem que melhorar muito. Futebol por futebol, nenhum dos atacantes tem crédito.

Quero ver daqui pra frente.

Espero que estejam tomando a atitude certa, mas acho que começamos a perder definitivamente o campeonato.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ainda estás aí, Grasel?


O Sobrenatural de Almeida requisitado pela KK errou o endereço e deu uma passada na Ressacada. Não que o time de Blumenau precisasse dele, porque o time do Avaí em muito colaborou, tanto a defesa, na generosidade do espaço, como o meio e o ataque, na sua completa ineficiência.

O seu Grasel mudou o time, como muitos pediram. Vejamos o resultado.

Trocou Moretto por Aleks - na hora em que soube disso, me lembrei do episódio de 2008, quando Ramirez deu ouvido para a imprensa e trocou Martini por Pizzato, após a perda do primeiro turno, que coincidentemente, caiu no colo do time do parafusito. Resultado? Não deu certo e Martini voltou após três partidas. Moretto falhou em algumas bolas, mas não foi o culpado pelas derrotas do clássico e em Joinville. Foi uma grande bobagem colocá-lo no banco. Aleks, que é bom goleiro, não correspondeu, deu uma de mão de alface no primeiro gol e deu mais alguns sustos na torcida. Prefiro o Moretto.

Menos defensores - Grasel tirou um dos zagueiros e mesmo que Bruno jogasse mais atrás, Diogo Orlando ficava sozinho, marcando no meio, pois Cléber Santana e Cléverson não marcam. Ou seja, tinha um a menos na marcação. Escutei e li muita gente dizendo que o Avaí não podia jogar o catarinense com tanta gente marcando. Grasel escutou e mudou o que não precisava, pois até o clássico, inclusive, a defesa vinha se comportando bem. Esquema bom é esquema que vence. Se a gente estava vencendo com 30 caras para marcar, então tem que jogar assim. Se Leandro Silva tinha sido liberado para o banco, significa que podia jogar. Se podia jogar, tinha que ser titular. A única coisa que concordo, é que Guerreiro tinha mesmo que ficar no banco.

Robinho no banco - essa o Grasel jogou para torcida. E não funcionou, porque Santana e Cléverson não fizeram muito diferente do que Robinho fazia - atenção para o detalhe, sozinho no meio de campo. Na teoria, seria um meio mais criativo, mas não funcionou muito bem. É bem verdade que Robinho entrou no segundo tempo, mas daí a desorganização já estava estabelecida e ficou difícil de ajudar, principalmente depois que se machucou. Aliás, eu nem vi como foi. Nessa eu vou dar um desconto para o Grasel, porque todo mundo estava querendo isso, então todos erraram juntos.

Capixaba no banco - mais uma jogada do Grasel para a torcida. Novamente não posso culpá-lo, pois ninguém mais agüentava o esforçado Capixaba. Nunes, que no primeiro toque na bola em Itajaí deu a ilusão que era o cara certo para o ataque, mostrou ontem que não conhece a regra do impedimento, além de perder um gol na cara do goleiro. Gol que mudaria os rumos da partida. Mas Capixaba teve 8 jogos e Nunes só 4. Vou dar um tempo para o cara mostrar alguma coisa.

Neilson no ataque e Saldanha nem no banco - ou Grasel deve acreditar muito no ex-atacante do oeste ou ex-jogador do Barueri não está mostrando nada nos treinos. Neilson não mostrou nada, além daquele golaço contra o Camboriú. Só isso. Será que Saldanha não é nada do que falaram? Estou curioso.

Gilmar estréia – não dá para avaliar a estréia do atacante, que muitos dizem ser bom de bola. Quando entrou, o time já estava no desespero. Vou esperar pela próxima entrada dele, e espero falar bem.

Grasel na corda bamba – em 2008 a diretoria demorou para mudar o técnico (Ramirez foi dispensado na terceira partida do returno) e Silas não teve tempo para recuperar o time. No ano passado, Benazzi foi dispensado já no final do turno, mas Silas entrou e não deu jeito no time. O que é pior ou melhor? Eu também estou em dúvida, mas só trocaria o Grasel por alguém com gabarito para a série B. Não me venham com M. Goiano, pelo amor de Deus. Já ouvi falar em Silas e espero que seja mentira, apesar de reconhecer sua competência. Só acho que não é o nome certo. Também não tenho sugestões.

Grasel, se ficares, acorda pra vida meu filho e dá um jeito nesse time.

PS: Mauro Grasel é o nome verdadeiro do técnico Mauro Ovelha.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Calma gente!


A insatisfação na blogosfera avaiana é geral. Não era de esperar outra coisa, depois de duas derrotas, uma no clássico e outra numa noite de futebol ruim. Tem gente dizendo até que a campanha é muito ruim.

Bem, olhando os números, veremos que não é bem assim.

O Leão tem 15 pontos conquistados em 5 vitórias contra Atlético, Criciúma e Camboriú em casa e Marcílio e Brusque, fora. Perdeu fora da Chapecoense e Joinville e em casa contra o Tombense. Apenas a derrota do clássico estava fora dos planos, pois um empate era o mínimo que se esperava. Perder em Chapecó é regra para quase todos os visitantes e talvez um empate em Joinville é que poderia ser mais esperado, mas este ponto não faz diferença neste momento.

O time do Oeste tem 17 pontos, oriundos de 5 vitórias contra Avaí, Tombense, Camboriú, em casa e Marcílio e Brusque, fora. Empatou em casa contra o Metropolitano e fora contra o Atlético e perdeu para o Joinville. Todos os resultados foram dentro do esperado, com exceção, talvez, do empate em casa contra o time de Blumenau, que pode até ser considerado um tropeço. Se tivesse vencido, estaria com 19 pontos e com a mão na taça.

O time do parafusito também tem 17 pontos, obtidos nas vitórias contra Marcílio, Metropolitano, Criciúma e Brusque, em casa, e contra o Avaí, fora. Ainda teve dois empates, contra Joinville e Atlético fora. A única derrota foi contra a Chapecoense, no oeste. Todos os resultados eram esperados, com exceção do clássico, cujo resultado era imprevisível.

A diferença da pontuação do Leão em relação aos dois outros times está justamente no confronto direto. Se o Leão tivesse empatado nestes dois confrontos, seria líder isolado com 17 pontos, deixando os times do Oeste e do Estreito para trás com 15 pontos cada.

Se tivesse ao menos empatado o clássico, mesmo com derrota no oeste, ainda sim o Leão teria grandes chances, pois estaria com 16 pontos, atrás do time do Oeste com 17 e na frente do Tombense, com 15. Uma vitória diante do Metro combinada com um empate em Criciúma, resultados normais, dariam o título para o Avaí.

Ou seja, se a campanha não é excelente, também não é tão ruim assim.

Até o clássico, o Leão vinha sendo eficiente, conquistando os pontos e alcançando a liderança. No clássico, o time fez um bom jogo e foi derrotado num lance isolado. Já em Joinville, aí sim, a maionese desandou. Só não podemos dizer que está tudo errado por causa desta derrota.

Tenho certeza que se o líder ainda fosse o time do Oeste, a gritaria não seria tão grande. Boa parte da insatisfação está no fato do time das barbies estar na liderança. Eles estão na ponta, mas não os vejo mais como favoritos ao título, pois nem estão jogando essa bola toda.

Não é hora de mudanças e nem de comparar o Ovelha com Benazzi. Nem era a favor de sua contratação como técnico, mas ainda é cedo para mandá-lo embora. Vi até gente elogiando o Argel, dizendo que o Joinville é um time organizado e o Avaí não. Para com isso. O Ovelha conseguiu 5 vitórias seguidas e pode muito bem recolocar o Leão no caminho das vitórias.

Temos que acreditar e apoiar. E tudo começa no domingo. Eu vou lá.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tchau 2011!

O ano de 2011 vai acabar e não vai deixar saudade para a torcida avaiana. Foram poucos os momentos de alegria. Entre Campeonato Catarinense, Copa do Brasil e Série A, o Avaí jogou 66 partidas e venceu apenas 19. Destas vitórias, acho que só dá para destacar:

- Semi-final do 2 turno: vitória de 2x0 sobre o Tombense lá dentro. O estilo pega-ratão do Silas venceu a prepotência dos amarelos e da imprensa que já dava a vitória deles como certa. Acho que foi nossa maior alegria no ano, ver a cara de decepção dos multicoloridos.

- Quartas de final da Copa do Brasil: a vitória de 3x1, de virada sobre o São Paulo, foi um momento inesquecível para a torcida, que viu um time guerreiro e que lutou até o fim. Novamente calamos a boca da imprensa e dos secadores. Acredito que aquele time (com aqueles jogadores), com o Silas no comando, teria feito coisa melhor na série A.

- Última rodada do primeiro turno da Série A: vitória de 3x2, de virada, sobre o Tombense, novamente na casa deles. O Leão só teve 7 vitórias neste campeonato e este foi especial. A situação na tabela era horrível (como foi no campeonato inteiro), mas a torcida fez a maior festa e calou novamente os multicoloridos que falavam até em goleada. Chegamos a acreditar que o TC ia mudar o rumo da história, mas foi apenas sonho de uma noite de verão.

É claro que tivemos outras vitórias, como contra o Flamengo e o Corínthians na série A e até alguns empates históricos, como contra o Botafogo na Copa do Brasil, que também aliviaram um pouco o sofrimento que a torcida teve durante todo o ano.

A campanha ridícula no primeiro turno do catarinense (3v, 2e, 3d) foi o primeiro sinal que as coisas estavam erradas. Benazzi não poderia ter iniciado o ano como treinador do Avai. Já a eliminação no segundo turno, empatando a final contra a Chapecoense lá na casa deles, considero como um resultado normal no futebol. Tivemos a chance nos pés do Rafael Coelho que conseguiu acertar o poste numa trave que não tinha mais ninguém para defender. Não ter a vantagem de jogar em casa foi uma consequência da campanha do 2 turno, que se não foi ruim (5v, 1e, 3d), não foi suficiente para garantir a vantagem de jogar pelo empate.

A história deste ano poderia ter sido outra se Silas (que eu não queria que tivesse voltado), tivesse permanecido no comando. Apesar das suas teimosias clássicas, o time até dava mais esperança de dias melhores. Mas o pior estava reservado para depois da Copa do Brasil. A saída de Silas e depois Marquinhos, ajudaram a definir nosso destino. Não os culpo de sair e nem posso acusar a diretoria, pois o dinheiro manda em tudo. Mas espero não vê-los tão cedo na Ressacada fazendo juras de amor ao Leão e não quero mais escutar a diretoria falar que ninguém mais vai sair. É tudo mentira, de todos.

A chegada dos outros treinadores não resolveu nada, mas a troca constante deles foi ainda pior. Muitos jogadores sendo contratados ao longo do ano e nenhum time base. Brigas internas, vaidade, jogador se achando mais importante que todo mundo, diretor cego, treinador teimoso, torcida impaciente. Foi o enredo certo para o final que era mais do que esperado.

Por último, quero registrar minha indignação com a prática da diretoria em deixar a torcida adversária ocupar o espaço da torcida avaiana no dia dos grandes jogos. Isto é um desrespeito com seu torcedor. E não me interessa se o torcedor do Avaí vai ou não ao jogo. Esta é a hora de se perder dinheiro, pois o resultado do jogo é mais importante que o da bilheteria. Não existe coisa mais doída para o torcedor avaiano do que ver a torcida adversária em grande número e fazendo a festa dentro do nosso estádio. Tem que vender apenas o exigido por lei e não permitir que os espertinhos comprem ingresso onde não podem.

Espero que a diretoria olhe para trás, desde de 2009, e veja o que deu certo lá atrás e o que não pode ser repetido neste ano, que nos fez ir para o fundo da tabela. Não vou criticar o time antes dele entrar em campo, mas vou confessar que não estou muito animado com o que estou vendo. Não espero nenhum título para o próximo ano e nem tenho esperança de voltarmos para a série A já em 2013. Acho mais provável ficarmos alegres com as derrotas do Tombense (e quem sabe um novo rebaixamento) do que propriamente com nossas vitórias.

Entretanto, como sou torcedor, na hora que a bola rolar, vou estar lá no estádio, incentivando este time sueco de muitos sons do Ovelha. Quem sabe eu me surpreenda e no início de maio estarei comemorando mais um título para a coleção avaina. É futebol, tudo pode acontecer.

Desejo a todos, avaianos, multicoloridos e torcedores de outras cores, um ano de 2012 de muita saúde, paz e alegrias. Que saibamos nos divertir, tendo em mente que o futebol é a coisa mais importante das coisas sem importância da vida. Não vale nada e muito menos um briga. O que vale é saber vencer e brincar e saber perder e escutar a gozação na boa. A nossa vida segue, independente dos resultados do nosso time.

FELIZ 2012 e até o ano que vem.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Toninho Cecílio vem aí

O Avaí anunciou a contratação de Toninho Cecílio como seu novo treinador. Não tenho opinião sobre seu trabalho, e por isso fui pesquisar.

Como dirigente, foi gerente de futebol do Palmeiras por 3 anos (2007 a 2010), saindo junto com Muricy Ramalho. Também foi coordenador técnico do Fortaleza entre 2005 (quando o time chegou na 13a colocação do Brasileiro) e junho de 2006, saindo na 10a rodada, antes do início da Copa do Mundo (então não tem essa de dizer que ele foi rebaixado com o Fortaleza).

Como treinador, começou no Guaratinguetá, em 2007, interrompeu a carreira para ser dirigente, voltando aos gramados em 2010, quando assumiu o Grêmio Barueri, conquistando a terceira colocação no campeonato paulista, numa campanha que obteve 63 % de aproveitamento. No Brasileirão do mesmo ano, não teve tanto sucesso, deixando o time com um aproveitamento de 38 %, após 13 rodadas (outra balela em dizer que levou o time para a série B). Sua saída foi para treinar o Vitória, onde fez apenas 7 jogos, com 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas no Brasileirão (ou seja, nem teve tempo para nada). Foi para o São Caetano, onde teve um aproveitamento de 42 %. Seu último time foi o Americana, de onde foi demitido há duas semanas.

Em termos de experiência, tem muito mais que o Márcio Goiano, que só treinou o Tombense nos estaduais de 2010 e 2011 e na série B do ano passado, quando conquistou o acesso, numa das piores séries B que já existiram. Este ano, o querido da rádio que troca a notícia já treinou (e foi demitido) o Grêmio Prudente (quando mudou para Barueri), o São Caetano (pediu demissão) e estava no Goiás, onde conseguiu uma arrancada, mas na última rodada levou uma sapecada do fortíssimo Icasa, do Ceará.

Não sei se o Toninho Cecílio era o cara para o Avaí, mas prefiro ele do que o Márcio Goiano, que não tem experiência de série A, tem uma grande identificação com o Tombense, saiu daqui enxotado quando era jogador e na primeira sequencia de derrotas, ia ser xingado a três por quatro por causa de seu passado e sua ligação com o lado negro da força.

Assim como fiz com Benazzi, Silas e Gallo, independente de gostar ou não do cara, vou torcer para que ele tenha sucesso aqui, pois isto vai significar que o time do meu coração vai sair deste buraco que está.

Toninho Cecílio, seja bem vindo e vê se arruma esta casa.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quem será o escolhido?

Há uma lista de nomes pipocando por aí. Vou dar meus palpites sobre alguns deles:

Falcão – fora da realidade. Daria era muita mídia. Até tenho minhas dúvidas se seria um bom nome para a atual situação do time.

Carpeggiane – alguns dizem que é fora da realidade, mas não acho não, já que treinou Vitória e Atlético Paranaense. Seria um ótimo nome, como muita experiência e conhecimento, apesar da fama de professor Pardall. Seu último time foi o São Paulo.

Geninho – forte candidato. Não fez muito sucesso em seus últimos trabalhos, mas tem muita experiência e já foi campeão brasileiro. Seu último time foi o Vitória. Pode ser um bom nome.

Mauro Ovelha – com todo respeito ao profissional, não tem condições de encarar um plantel de série A.

Gilson Kleina – não conheço seu trabalho, mas ainda bem que preferiu ficar na Ponte.

PC Gusmão – graças a Deus acertou com o Sport.

Roberto Cavalo – seria uma aposta. Tem identificação com o Avaí, mas nunca disputou uma competição deste nível como treinador. Eu não arriscaria. Espero que os boatos sejam falsos.

Márcio Goiano – também não tem experiência para a série A, além de sua identificação com o Tombense. Zunino, não faça isso com a gente.

Émerson Leão – sem comentários. Já tem muita confusão na Ressacada. Deixe ele onde estiver com seu mau humor constante.

Efetivar Neguinho – já tivemos esta experiência. Proíbo a diretoria em pensar nisso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Era Gallo

Alexandre Gallo foi dispensado do Avaí, após 13 jogos, com 3 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, com um aproveitamento de 31 %, melhor apenas que sua passagem pelo Santo André (29 %).

Não era a favor de sua contratação (clique), mas torci pelo seu sucesso. Pegou o time na lanterna da competição e tentou montar outro durante o campeonato. Dispensou alguns jogadores e solicitou a contratação de outros.

Daqueles que não estavam nos planos do Gallo, somente George Lucas tinha condições de ser melhor dos que estão lá. Mesmo assim, o diretor de cinema também era contestado pela torcida antes de sua dispensa. Só começou a ser lembrado como solução depois do aparecimento de Daniel e Arlan. Os demais dispensados também foram muito criticados durante o estadual e a Copa do Brasil.

Entre os jogadores contratados após sua chegada, destaque para Felipe que mostrou em campo que merece ser titular. Caçapa parece ter sido também uma boa contratação, mas sua contusão não permitiu provar esta tese. O mesmo se pode dizer de Leandrinho, Anderson Lessa e Marcos Paulo que só jogaram uma partida antes de se contundirem. Eles ainda têm chance de provar se a indicação foi correta.

Dirceu nem é tão ruim como falaram, mas está longe de ser o cara para consertar a defesa. Welton Felipe dispensa comentários. Daniel tem que melhorar muito para a torcida aceitá-lo. Arlan também não caiu no gosto popular, mas parece ter mais vontade para jogar. Thiago Salles não teve muita oportunidade para mostrar seu futebol. Caíque é outro que não vai ter chance com o pessoal da arquibancada. O último é Lincoln que quando estrear vai receber uma cobrança forte, tamanha a expectativa com o anúncio de sua contratação.

Ou seja, dos 12 jogadores que vieram após o Gallo, somente Felipe vingou. Acredito em Marcos Paulo e no Lincoln. Leandrinho tem que mostrar o futebol do DVD.

Em sua campanha, venceu do Atlético Goianiense, Ceará e Corínthians, empatou com Bahia, Grêmio e Atlético Paranaense e perdeu para São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Inter, Fluminense, Botafogo e Vasco.

Ressalvando as goleadas, as derrotas foram normais, apesar de que era possível obter um resultado melhor contra o Botafogo, além do time também ter saído na frente contra Inter e São Paulo. Contra o Grêmio, a vitória era o resultado mais justo. As três vitórias foram surpresas, já que duas foram fora de casa e a única em casa foi contra o forte líder Corinthians.

Os números não são bons (31 % de aproveitamento), mas olhando jogo a jogo, vamos ver que os resultados não foram tão desastrosos (com exceção das goleadas). O que pesou contra o trabalho do Gallo foi a falta de criatividade do time e a pouca esperança que ele trazia para o torcedor, que desde o começou não teve muita paciência com o treinador, pedindo sua cabeça já desde a primeira partida.

Lembro que em 2009, quando o Avaí disputou a décima partida no brasileirão, Silas estava com um aproveitamento de apenas 23 % (1 vitória, 4 empates e 5 derrotas). A diretoria bancou o treinador e o time chegou na sexta colocação ao final do campeonato. Tudo bem que aquele time dava sinais de esperança, mas o aproveitamento também não era bom. Hoje sabemos que a aposta da diretoria no trabalho do Silas foi a decisão mais acertada, mas quem poderia garantir isso?

E agora, com a saída do Gallo, mas com o mesmo elenco, quem poderá fazer melhor que ele?
Será que foi a melhor solução?

Espero que sim, mas tenho minhas dúvidas. Não sei se era o momento. Nunca saberemos, a não ser que o próximo técnico transforme o Avaí, da noite para o dia, numa máquina vencedora, o que eu duvido muito.

Ao Gallo, boa sorte em sua carreira.

Para nós, resta rezar para a diretoria contratar alguém que dê jeito nesta bagunça de time.

sábado, 30 de julho de 2011

O desempenho do Gallo

Vi no blog do André Tarnowsky Filho (que leio todos os dias) uma tabela com o desempenho do Gallo nas equipes que treinou. A postagem do André se referia ao desempenho do Gallo no Avaí ser o pior de sua carreira como técnico.

Vou aprofundar a análise dos números da tabela (que foi alterada por mim). Antes, lembro que o Gallo assumiu o time na 5a rodada e que nas 34 partidas restantes, ele disputará 102 pontos. Para fazer 45 pontos, o time precisa conquistar 44 % dos pontos disputados.

Olhando a tabela, percebe-se:

- Em apenas dois times que treinou (Atlético-MG e Santo André) Gallo teve um desempenho que rebaixaria o time do Avaí na série A.

- Nestes times de pior de desempenho (Atlético-MG e Santo André), Gallo teve pouco tempo de trabalho, disputando apenas 14 e 7 partidas respectivamente. Foram os únicos times em que ele teve mais derrotas que vitórias.

- Se obtiver o mesmo desempenho que teve no Inter (47,6 % - pior desempenho entre os outros 10 times que treinou), ele conquistará 48 pontos, o suficiente para o Avaí permanecer na série A.

- Sua média (não contando o Avaí) foi de 27 jogos, com 54,7 % de aproveitamento, o que significaria chegar a 56 pontos.

- Nos times que disputou mais de 25 partidas, ele conquistou no mínimo 53,8 % (Náutico), desempenho que faria o time chegar a 55 pontos, obtendo uma vaga na Sulamericana.

Nem vou comentar sobre os melhores desempenhos, que poderiam levar o Avaí até a Libertadores, pois são números que dificilmente se repetirão.

Os número atuais estão péssimos, mas quem sabe eles podem mudar se a diretoria apostar num trabalho a longo prazo.

Lembro que em 2009, Silas teve um aproveitamento de apenas 23 % nas 10 primeiras rodadas, conquistando apenas 7 pontos. A diretoria apostou no trabalho dele e no resto do campeonato a equipe obteve 59,5 % de aproveitamento, chegando aos 57 pontos e a melhor colocação de um time catarinense na história da série A.

Eu não sei a receita do sucesso, mas trocar de técnico a toda hora faz parte da receita do rebaixamento.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Depois do jogo é fácil falar

Quantas vezes a gente escutou que o Avaí não deveria jogar com tantos volantes? Que era preciso ter mais gente no meio de campo para criar? Que o Marquinhos estava sobrecarregado? Que o William estava isolado?

No jogo de ontem, o time estava jogando com dois meias (Pedro Ken e Cléverson) e três volantes (Bruno, Batista e Diogo Orlando). Quando o Bruno se machucou, Gallo colocou Leandro Lima (na função do Pedro Ken) e mudou as posições de Pedro Ken (para a função do Diogo Orlando) e Diogo Orlando (para a função do Bruno).

Na teoria, era para continuar a mesma coisa, mas não deu certo. Com a entrada do Andrezinho no lugar do Guinhazú, o Inter foi para cima e achou o espaço que precisava para marcar. Depois do jogo, os entendidos disseram que o Avaí ficou exposto e que o Gallo teria errado, pois era para colocar outro volante no lugar do Bruno.

Não tenho dúvida que se ele fizesse isso (colocar outro volante) e o time tivesse perdido do mesmo jeito, os mesmos "especialistas" iam dizer que o Gallo recuou demais o time, que chamou o adversário para seu campo, que jogou para não perder, que não teve ousadia, blá, blá, blá. Que tinha era que ir para cima do Inter, de pressionar e tentar o segundo gol, porque estava jogando em casa, blá, blá, blá.

Ou seja, tática boa é a que dá certo. Se tivesse ganho o jogo, quem ia dizer que ele trocou errado? Agora é fácil falar. Ele mesmo reconheceu que não deu certo, mas como poderia adivinhar?

Quando o time perde jogando fechado, é porque é covarde. Quando perde jogando aberto, daí dizem que tem que saber suas limitações e jogar fechadinho.

Uma coisa é tentar analisar o jogo, vendo o que deu certo e errado. Tentando compreender a ideia dos técnicos e o desempenho dos jogadores. Vendo os erros e os acertos que acontecem durante o jogo.

A outra é se arvorar como sabe tudo e que teria feito diferente. Teria feito nada. Garanto que a maioria dos "especialistas", sejam os da imprensa como os torcedores, não iam nem saber treinar o time, quanto mais conseguir assistir o jogo e fazer as mudanças na posição que o técnico fica. Falam muito e sabem pouco. Vão chupar prego até virar parafuso.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CBF libera jogadores da sub-20 para atuarem em duas rodadas da série A

A pedido dos clubes, o técnico Ney Franco liberou os jogadores da seleção Sub-20 para atuarem em duas rodadas do campeonato brasileiro, entre 06 e 17 de julho (quando haverá 3 rodadas). Os jogadores serão liberados nas vésperas dos jogos e precisam retornar no dia seguinte para a seleção.

Será que o Gallo vai querer chamar o Aleks para jogar contra o Bahia? Acho que vai depender do treinamento dos que chegaram.

E será que o Aleks não vai estar com a cabeça na seleção, não querendo correr riscos no jogo contra o Bahia?

Será que vale a pena chamar o garoto? O que você acha?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bem vindo Gallo

Assim como Silas, não era o técnico de minha preferência. Assim como fiz com Silas, vou torcer pelo seu sucesso.

Gallo tem a missão de fazer com que este elenco produza um futebol que este ano ainda não apareceu. Tivemos alguns lampejos de bom futebol, é verdade, mas nada que tivesse uma sequência que nos animasse.

Infelizmente ele não terá aquele prazo habitual dado a muitos técnicos, quando se espera que o time vá tomando jeito com o passar do tempo. A pressão é grande e os resultados têm que aparecer logo.

Seu primeiro desafio será o Palmeiras, no próximo domingo, com transmissão pela TV aberta.

Boa sorte ao Gallo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gallo? O que falar dele?

Notícias contam que Alexandre Gallo será o novo técnico do Avaí. Um dos pontos negativos do Márcio Goiano era sua identificação com o time multicolorido. E o Gallo? Bem, ele ficou menos que um ano aqui em Florianópolis (setembro de 2007 a maio de 2008), quando saiu para treinar o Atlético-MG. Acho que não se tornou ídolo pelas bandas do Estreito. Então não vejo nele esta identificação toda. Se formos por essa linha de quem treina lá não pode treinar aqui, não poderemos aceitar o Muricy Ramalho ou o Adilson Batista treinando o Avaí. Se aceitamos o Marcinho Guerreiro e o Rafael Coelho e antes o Roberto, jogando, porque não aceitar o Gallo treinando?

O que temos que discutir é sua capacidade como técnico. Diferente do MG, Gallo tem muita experiência. Já foi técnico do Santos, do Inter e do Atlético-MG. Nos últimos anos treinou times na série B, como Bahia e Náutico, além do Santo André, na série A de 2009. Estava treinando o Al-Ain, mas não quis renovar o contrato.

Sua permanência nas equipes parece sempre ser curta:

Santos- 20 V, 11 E, 11 D (6 meses)
Inter - 9 V - 3 E - 9 D (106 dias)
Atlético-MG - 4 V, 4 E e 6 D (50 dias)
Bahia - 21 V, 10 E, 8 D (6 meses)
Santo André - 2 V, 0 E, 5 D (36 dias)
Náutico - 21 V, 8 E, 15 D (7 meses)
Al-Ain - 19 V, 9 E, 10 D (7 meses)

Como treinador tem 4 títulos, sendo 2 estaduais. uma Recopa Sulamericana pelo Inter e um a Radif Cup pelo Al-Ain.

Parece que não deixou saudade na maioria dos times que treinou. Tem fama de linha dura. Será que vai dar certo no Avaí. Não tenho muita fé nele, mas vou esperar para ver como o time vai jogar e os resultados, para depois falar.

De qualquer maneira, se realmente assinar com o Avaí (isto ainda não aconteceu), desejo boa srte a ele. Que seja bem vindo e tenha sucesso.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Silas errou?

Quando o time perde, o técnico sempre tem uma parcela de culpa. E ontem não foi diferente.

Entretanto, não achei errada a escalação proposta por Silas. O que ele poderia colocar diferente daquilo? Levamos um gol de bola parada, logo aos 3 minutos de jogo. Não existe esquema de jogo ou tática que possa evitar isto. São coisas do jogo. Não foi porque Silas escalou fulano ou sicrano que levamos este gol. Podia ter Estrada, Rafael Coelho, Fabiano e quem mais quisessem escalar, que o gol poderia ter acontecido.


A proposta do técnico avaiano era segurar o ímpeto vascaíno e não levar gol, fazendo que o time carioca ficasse talvez ansioso e se desarrumasse em campo. Não foi o que aconteceu. Fizeram um gol e quem se desarrumou foi o Avaí.


Pressionado pelo resultado e pela torcida, Silas resolveu sacar Acleisson e colocar Rafael Coelho. Não gosto de ser profeta do passado, mas acho que Silas fez isto muito cedo, pois o setor de marcação ficou ainda mais vulnerável. Em outros jogos, ele dizia que tentaria manter o esquema tático durante o jogo e só nos últimos 10 minutos é que se lançaria com tudo. Ontem ele não pensou assim. Arriscou muito cedo e o Vasco, num contra-ataque, chegou ao segundo gol e tudo ficou mais difícil.


Eu teria mantido a estrutura tática, apesar dos gritos e clamores da torcida que queriam o time indo para cima do Vasco. Aliás, acho que a torcida anda pensando que nosso ataque é uma máquina, pois acha que podemos encarar todos os times de peito aberto. Ainda não chegamos lá. No brasileiro de 2009, nosso sucesso acontecia porque tínhamos uma defesa muito sólida, que garantia lá atrás. Bastava o ataque funcionar um pouco que as vitórias aconteciam.


Quando ainda estávamos perdendo por um gol, mesmo não jogando bem, não estávamos longe da classificação. Bastava um gol para levar a disputa os pênaltis. Rafael Coelho não entrou bem e o Acleisson, mesmo não estando tão bem, ajudava bastante na marcação. Ficamos pior depois da substituição.


As outras substituições foram apenas uma maneira de tentar mudar o time para ver se algo mágico acontecia. Estrada é craque da galera, mas em campo ainda não mostrou que é diferente dos outros. Como já falei antes, Robinho não acrescentou nada.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ele está disponível

Benazzi foi demitido do Bahia e está disponível. Quem sabe não pode ser uma boa opção para o lugar do Silas?

Brincadeirinha....