terça-feira, 22 de maio de 2012

Ao seu Jorge, com carinho

Hoje não vou falar do empate do Avaí ou fazer um balanço da primeira rodada da série B. Vou falar de uma coisa muito mais importante que as vitórias, empates e derrotas que acontecem nos jogos.

Vou falar de uma sofrida derrota que tive em minha vida particular. Vou falar do seu Jorge, meu pai, que faleceu neste domingo, no final de tarde, aos 85 anos.

Vascaíno e avaiano, gostava muito de futebol, esporte que jogou por muitos anos nos campos da Palhocinha, em Garopaba e arredores. Sempre tinha uma história para contar das partidas e campeonatos que disputou.

Gostava de assistir a uma partida de futebol na televisão, mas não era muito ligado nos jogos internacionais, preferindo assistir um jogo da Copa São Paulo de juniores do que uma final de Liga dos Campeões. Nem mesmo a Libertadores lhe chamava atenção. Gostava mesmo era de assistir às partidas entre clubes nacionais, principalmente dos seus times de coração, Vasco e Avaí.

Seu último palpite de futebol foi no sábado anterior ao primeiro clássico da final. Ao receber a visita no hospital de um neto alvinegro que disse a ele que ia na Ressacada no dia seguinte assistir a goleada do Tombense em cima do Leão, meu pai falou que ia ser, imaginem só, 3x0 para o Avaí. Até eu que estava junto, dei risada, pois nunca ia imaginar que ele ia acertar o resultado.

Mas sua principal virtude não estava em acertar placares de jogos.

Homem de caráter e princípios, deixou para mim e meus irmãos e irmãs, o exemplo de que a honestidade e a justiça são bens que não podemos abdicar. Ser honesto não era uma opção para ele, pois não havia sentido ser de outra maneira.

Junto com minha mãe, passou dificuldades na vida, mas como dizia um pequeno cartaz que mantinha em seu quarto, numa pequena casa na Palhocinha, "Hei de Vencer", superou os obstáculos que encontrou na sua vida.

Professor por muitos anos e depois diretor de escola, foi nomeado como primeiro prefeito de Garopaba, em 1961. Foi vereador e novamente prefeito, desta vez, eleito pelo povo.

Mudou-se com a família para São José, em 1972, abandonando a carreira política, para que os filhos pudessem continuar os estudos. Seu sonho foi realizado, ao ver 6 filhos formados na universidade. Ele mesmo, aos 49 anos, prestou vestibular para Letras, na UFSC, onde se formou em 1977.

Querido e respeitado por todos que o conheciam, neste final de semana deixou tristes os muitos amigos que fez e que outrora dera muitas alegrias, com seu jeito simples, sereno e cativante, com suas piadas e sua maneira firme e educada de falar.

Homem religioso, foi exemplo de fé e dedicação à sua comunidade católica de Campinas. Esposo dedicado e carinhoso, deixou sua amada, minha mãe, após 63 anos de vida a dois.

Vai deixar muita saudade e um vazio no meu coração que sei que não vou preencher jamais.

Se estivesse escrevendo esta postagem num papel, certamente já estaria manchado com as lágrimas que estão escorrendo do meu rosto enquando digito as palavras no computador.

Ao meu Pai, quero agradecer por tudo que fez, mas principalmente pelo que foi.

Estarás sempre em meu coração e meu amor por ti, jamais acabará.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Raio X da série B - Parte 1


Como são muitos times, vou descrevê-los em duas partes, começando por aqueles que estréiam hoje na série B.

Ceará - rebaixado da série A em 2011, o atual bicampeão cearense volta a disputar a série B, depois que ficou em terceiro lugar em 2009, subindo para elite naquele ano. O Vovô tem uma longa história na série B, devendo ter disputado pelo menos 20 vezes esta competição. O time comandando por PC Gusmão tem no elenco alguns jogadores conhecidos como Fernando Henrique, Apodi, Márcio Careca, Heleno e Misael. Como clube que vem da série A, deveria disputar as primeiras colocações, mas acho que vai ficar no pelotão intermediário.

América-MG – o Coelho de BH fez uma viagem de bate e volta na série A, subindo em 2010 e caindo no ano seguinte. Antes disso, viveu um período nebuloso na série C, mas  já teve seus dias de glória, com algumas disputas na série A e outras tantas na B. Desbancou a raposa mineira no campeonato estadual, mas não fez frente ao Galo e ficou com o vice-campeonato. No seu elenco, conta com o interminável Fábio Júnior e agora com o ex-seleção Gilberto, tendo como técnico Givanildo de Oliveira. Vem para disputar as primeiras colocações, mas tenho minhas dúvidas.

CRB – o torcedor do Galo Maluco está de bem com a vida. Foi campeão alagoano, depois de 10 anos de jejum e está de volta a série B, depois de 3 anos na C. O Clube de Regatas Brasil não deve ir longe e acredito que vai ficar no bloco intermediário.

Bragantino – o time de Bragança Paulista fez uma ótima campanha no estadual, chegando em sétimo e se classificando para a segunda fase, quando foi eliminado pelo São Paulo, além de conquistar o vice-campeonato do Torneio do Interior. O time da terra da lingüiça terminou a série B do ano passado na sexta colocação e esteve perto do acesso. Mesmo com a boa colocação no sempre disputado campeonato paulista, o Leão de Bragança contratou vários reforços e está empolgado para a competição. Deve novamente se posicionar no bloco da frente, podendo desta fez, chegar entre os quatro.

Ipatinga – o time do vale do aço voltou para a série B, depois de um ano de série C. A história do time mineiro é recente e já conta com grandes sucessos e alguns fiascos, como ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato mineiro, onde, aliás, ficou em terceiro lugar e não conseguiu subir. O Tigrão mineiro contratou vários reforços, entre eles, Rui Cabeção, que jogou no Botafogo e no Tombense do Estreito.

ABC – o quase centenário e multi-campeão estadual potiguar perdeu o título para o rival americano e vai tentar novamente subir para a série A, agora sob o comando do amigo do mal, M. Goiano. O mais querido (como se denominam) ficou na décima colocação da série B no ano passado e vai tentar fazer melhor neste ano, mas acho que vai ficar no mesmo lugar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estava indo tão bem

A semana era para ser de alegria e calmaria, com um ótimo clima para a estréia na série B. Afinal, o time foi campeão no último domingo, jogando contra o maior rival no campo dos caras, depois de ser dado como acabado no campeonato.

Mas parece que no Avaí não é simples assim.

O presidente anunciou a demissão do gerente de futebol, Carlos Arini e a contratação de Marcelinho Paulista, vindo do Corínthians, em função de um parceria com o time de São Paulo. Os jogadores não gostaram e invadiram, pacificamente é bom dizer, para mostrar sua insatisfação e para pedir para o presidente reconsiderar a demissão de Arini.

O que dá para falar sobre isto tudo? Muita coisa.

O Carlos Arini não era bem visto pela torcida e muita gente queria que ele tivesse ido embora junto com o Ovelha. Montou o time que foi campeão catarinense e tem seus méritos na conquista, apesar de muitos não reconhecerem. A prova de sua importância está justamente no apoio que recebeu dos atletas. A partir deste gesto dos jogadores, dá para imaginar que se o Arini tivesse saído após o jogo contra o Camboriú (como muitos queriam), o Avaí não teria nem se classificado para as semifinais. Entretanto, não tem muita lógica lamentar sua saída agora, pois muitos queriam vê-lo longe da Ressacada. O problema está na reação dos atletas. Apesar da gente reclamar que o Zunino complicou uma semana que era para ser de paz, não tinha outro momento para mandar o cara embora, porque depois de começar a série B é que ficaria complicado.

O que é de se estranhar é o grupo não ter sido comunicado da demissão antes do anúncio para imprensa, tanto da saída do Arini como da chegada do Marcelinho Paulista. Se isto tivesse sido feito, esta mal estar não teria ocorrido e a roupa suja seria lavada dentro de casa, longe dos ávidos microfones dos urubús de plantão, que já estavam imaginando uma semana de tristeza (para eles).

Por outro lado, o jogador é funcionário do clube e não tem nada que ficar dando pitaco na estrutura administrativa. Já vimos que os jogadores quando querem, derrubam treinador, mas manter emprego de alguém, é a primeira vez que vejo tentarem. Entretanto, eles têm que entender que existe uma hierarquia e não podem querer escolher quem vai ser o gerente de futebol do clube. Isto realmente pode conturbar o ambiente da Ressacada que Hémerson Maria custou tanto para acalmar.

Em relação a chegada do Marcelinho Paulista, não sei o que falar. Primeiro me confundi com o outro Marcelinho (o Carioca) e daí pensei: agora vai tudo para o buraco. Depois que vi que não era aquele encrenqueiro, até me acalmei. Mas também pouco sei sobre ele. É certo que será um testa de ferro da parceria.

A parceria é outra incógnita. Por um lado, não me agrada, principalmente por se tratar do Corínthians, um time que eu realmente não gosto. Acho que o Avaí pode virar estaleiro de jogadores não aproveitados em São Paulo, apesar que isto também acontecia na época da LA Sports. Por outro lado, o time paulista é atualmente um dos clubes mais ricos do Brasil e vai receber neste ano, apenas pela cota da TV, R$ 90 milhões. É muito dinheiro. Com toda esta grana é provável que eles venham a contratar vários jogadores que não sejam aproveitados no Parque São Jorge e vão querer colocar em algum time. O perigo é vir junto com alguns bons, muitos ruins.

Infelizmente, a lua de fel do Zunino com a torcida irá continuar e só a subida para a série poderá amenizar (mas não eliminar) esta amargura da torcida avaiana.

Vamos ver o que dar isso tudo. No jogo de sábado a gente vai ter uma ideia. Será que Hémerson Maria vai continuar mantendo o grupo unido e a favor do Avaí?

Heróis hoje, malditos ontem.

Você sabia que dos 16 jogadores que participaram dos jogos da decisão do campeonato, 9 jogaram a partida de estréia (derrota de 1x0 para os índios)? (Arlan, Leandro Silva, Renato Santos, Bruno, Robinho, Pirão, Cássio, Láercio e Capixaba).

Daqueles que não jogaram, Mika e Diogo Orlando ficaram no banco e Felipe Alves não foi relacionado.

Durante o campeonato foram contratados Nunes (estreou na 6a rodada, contra o Marcílio), Cléber Santana (7a rodada, no clássico da Ressacada), Patrick (8a rodada, contra o Joinville) e Diego (4a rodada do returno, contra o Brusque).

Ou seja, a maioria começou o ano no Avaí. Que elenco mal montado!

E quem participou do vexame de Camboriú?

Daquele time de R$ 1,99 que ninguém prestava, somente um titular (Cléverson) não jogou as finais. O resto do time era igual: Diego; Renato Santos, Leandro Silva e Cássio (Saldanha); Arlan, Bruno (Neilson), Cléber Santana, Robinho e Pirão; Nunes e Cleverson (Laércio).

Nada menos que 11 atletas daquele grupo que tinha que ser mandado tudo embora jogaram as finais (Diego, Renato Santos, Leandro Silva, Cássio, Arlan, Bruno, Cléber Santana, Robinho, Pirão, Nunes e Laércio). Mika e Aélson ficaram no banco naquela partida e Saldanha e Neílson, que não jogaram as finais, também participaram daquele fiasco.

Já pensou se tivesse mandado uma barca embora como alguns queriam (e sempre querem)?

O tempo mostrou que nem tudo é tão ruim como parece e nem tão bom como se pensa.

Lembrando a campanha do Leão

O Avaí foi campeão com todos os méritos. Venceu as duas partidas e não tem como se questionar qual foi o melhor time na final. Pouco importa o resto do campeonato, pois o regulamento era claro no que ser refere que ao final dos dois turnos se classificavam quatro times para as semifinais. Entretanto, durante estes quatro meses de disputa, muita coisa aconteceu no sul da Ilha.

A diretoria terminou o ano passado anunciando a contratação de Mauro Ovelha, o que dividiu opiniões. Alguns acharam a escolha certa, pelo seu passado de levar vários times às finais do estadual e outros pensavam que não era um técnico para um time como o Avaí que iria disputar uma série B.

Depois de uma derrota na primeira rodada em Chapecó, o Leão emplacou 5 vitórias seguidas e a confiança do torcedor aumentou. Ainda tinha muito torcedor estilo Barcelona que torcia o nariz para o futebol de resultado do então técnico avaiano. A derrota no clássico, mesmo jogando melhor que o adversário, num estilo até diferente do que vinha jogando, foi o começo da ruína do Mauro Grasel, que ainda comandou o time por mais 6 partidas (2v, 1e, 3d) até a fatídica derrota para o caçula do campeonato.

A derrota fez com que os profetas e mutos blogueiros decretassem o fim do Avaí no campeonato. Eu mesmo desanimei, mas não joguei a toalha (vou provar em seguida).

A diretoria demitiu Ovelha e promoveu Hémerson Maria para técnico do time profissional e Émerson Nunes como seu auxiliar. É claro que isto não estava planejado, mas o que a diretoria tinha fazer? Só restava demitir o treinador cujos resultados não eram bons. Promover o técnico da base não é nenhuma solução inovadora e é medida recorrente em muitos clubes, inclusive no Avaí.

Felizmente o técnico Hémerson Maria saiu melhor que a encomenda. Todos os méritos para ele. Ninguém da diretoria esperava seu sucesso? Eu também acho. Assim como a esmagadora maioria da torcida avaiana. Para a sorte do HM, o adversário seguinte foi o marinheiro afogado. Numa noite fria, eu e mais 1759 torcedores assistimos o time do Leão dar uma sova de 6x1 no rebaixado time de Itajaí (taí a prova). Muita gente disse que era uma vitória enganadora e que temia pelo pior no clássico.

E foi justamente no remendão que HM mostrou sua estrela. Depois de terminar o primeiro tempo perdendo de 1x0, levar um gol logo no início do segundo tempo e quase levar o terceiro em seguida, os comandos do soldado avaiano foram a luta e conseguiram um empate e quase a virada do jogo.

O clássico é um jogo que muda tudo mesmo. HM virou unanimidade e a esperança voltou.

Veio o jogo do Joinville que o Leão venceu e depois foi buscar a classificação em Blumenau, dando um banho de bola no time do vale. A classificação estava garantida e o Leão havia chegado nas semifinais. O que era ruim virou bom (menos a diretoria).

No primeiro jogo das semifinais, um frustante empate contra o time do oeste, que não veio para jogar, mas somente para amorcegar o jogo, com a complacência do soprador de apito que nem me lembro mais quem era. O pessimismo voltou a reinar. O capitão avaiano deu uma declaração dando a entender que tinha gente dentro da Ressacada que já tinha jogado a toalha, mas eles não. Os jogadores podiam até não ter jogado a toalha, mas além de certos diretores, muitos torcedores e blogueiros também jogaram.

No jogo de volta, tudo parecia dar errado. O time do oeste nem jogava bem, mas fez um gol numa falha de marcação da zaga. Veio o segundo tempo, HM fez mudanças que ninguém entendeu, mas deu certo. Por causa disso, teve gente dizendo que ele foi ousado. Se não tivesse dado certo, ia ser chamado de burro e que tinha que voltar para a base mesmo. Mas HM tem estrela e foi justamente Patrick, jogando fora de posição, que fez o gol da virada e da classificação para as finais.

Nos jogos finais, o time foi muito diferente de tudo que a gente viu no campeonato. Os jogadores estavam bem distribuídos em campo, obedeciam taticamente o que fora combinado, marcaram em cima, se deslocavam com velocidade e jogaram com muita vontade. Resultado: 3x0, que só não foi 4, porque o Nunes não aproveitou a chance que teve. Um banho de bola, de tática e de eficiência. Neste domingo, mais um partida notável do time que fez dois e podia fazer mais.

Campeão com méritos e sobras.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

O maior dos campeões

Só para lembrar, quem tem mais título em Santa Catarina:

Avaí - 16

Tombense - 15
JEC - 12
Criciúma - 9

Quanto vale um título?

Ser sócio do Avaí no setor A = R$ 95,00

Ter uma camisa da Fanatic = R$ 149,00

Conseguir um ingresso no setor dos visitantes para a final = R$ 200,00

Conquistar o título em cima do Tombense no Salão de Festas = NÃO TEM PREÇO

É campeão!

Não tem muito para escrever. O Avaí foi superior nos dois jogos e mereceu ser campeão. Como é que se vai discutir um placar agregado de 5x1? Banho de bola, de organização tática e de vontade de jogar.

Depois dos 2x0 o Avaí até respeitou o brocolense e se forçasse era capaz de fazer mais um. Mas fez bem, pois o que interessava era o campeonato. Era capaz do lateral esquerdo deles, muito bolerão, dar uma voadeira e machucar algum jogador avaiano.

O time jogou com muita vontade e todos os jogadores estão de parabéns. É até difícil de destacar alguém, pois todos jogaram bem. Parabéns a todos eles que foram taxados de time de 1,99 e mesmo assim conseguiram passar por cima de todos os obstáculos, conquistando o título de campeão.

Parabéns ao técnico Hémerson Maria e seu assistente Émerson Nunes, que uniram o grupo, organizaram a equipe e são os maiores vencedores do campeonato. Espero que fiquem para a série B e que continuem durante todo o ano de 2012.

E parabéns a diretoria, que montou este grupo. Espero que aproveitem e aprendam com os erros cometidos e resolvam os muitos problemas que existem no Avaí.

A série B vem aí e não é porque o Avaí foi campeão que vamos achar que está tudo bom. Tem muito que melhorar, caso o Leão queira subir para a série A.

sábado, 12 de maio de 2012

Os ingressos na zona não mista (nem amistosa)

Corre a boca pequena que torcedores do Leão compraram ingressos no setor D do Remendão, que não é destinado a torcida visitante.

Qualquer um deveria poder comprar ingresso em qualquer lugar do estádio, que não seja de um sócio. Entretanto, devido à falta de esportividade generalizada, criou-se uma regra que as pessoas que torcem por times diferentes não devem assistir ao jogo lado a lado, pra mode de não dar confusão. É uma pena, pois isto nem sempre foi assim. Mas isso também não é exclusividade daqui, pois, com exceção dos jogos da Copa do Mundo, acho que em todos os jogos de todos os campeonatos de todos os países, o mesmo acontece. É bem verdade que em 2008 em assisti a um jogo no Maracanã (Vasco x Fluminense) num setor do estádio que a torcida era mista. Foi muito legal e não deu confusão.

Porém, uma vez que esta regra já está, infelizmente, incorporada ao senso geral, não tem como voltar para os saudosos tempos das torcidas misturadas. Pelo menos não com um simples decreto.

Sendo assim, eu não compraria um ingresso neste setor do Remendão. Quando no final do ano passado, sabíamos que a torcida avaiana não lotaria a Ressacada no clássico da última rodada do campeonato da série A e que também havia um boato sobre a compra de ingressos por parte dos torcedores brocolenses no setor E, a gritaria da torcida avaiana foi grande. Eu mesmo escrevi aqui que era contra esta atitude dos torcedores barbies naquela ocasião. Para manter minha coerência, não posso agora ser a favor da atitude dos avaianos.

Aliás, nesta postagem de dezembro eu já sugeria que a solução para este problema de venda de ingressos para visitantes em lugares que não deveriam estar, seria solucionada com a venda dos ingressos apenas para sócios. Não foram poucos os jogos do ano passado (Inter, Vasco, etc.) que vimos torcedores adversários sentados nas cadeiras cobertas do setor E. Um absurdo.

Por outro lado, é interessante ver como se comporta a diretoria do Tombense quando estão acuados e em desvantagem. Cadê aquele profissionalismo e atitude de quem se acha time grande? Só tem este discurso pomposo e esportivo quando estão vencendo. Agora, uma vez que a diretoria do time do Estreito inventou esta regra da compra dos ingressos apenas para sócio, vai ter que aceitar que num próximo clássico, a diretoria do Avaí faça a mesma coisa.

E a Polícia Militar? Segundo o site do parafusito, ela irá "retirar torcedores visitantes infiltrados" (...) "para manter a saudável competição." É de rir. O comando da PM tem é que se lembrar que terá que fazer o mesmo se esta situação se repetir no futuro pelos lados da Ressacada, inclusive com relação a torcedores de outros times que tenham comprado ingressos em locais não autorizados. Ou quando for no sul da Ilha vai querer proteger os malacos visitantes? Aliás, li que no domingo passado tinha torcedor barbie no setor E e teve policial querendo que a torcida avaiana não se manifestasse. Eu vejo coisa. Por quê este policial não conduziu o nobre visitante para seu devido lugar?

Por fim, vejo que alguns boca alugadas da imprensa acham normal a diretoria ceder lugar para os torcedores de Inter, Grêmio, Corínthians, Flamengo, Vasco, etc., mas não acham certo que isto aconteça no caso do Avaí. Aliás, acho que se a situação fosse contrária, era capaz deles apoiarem o torcedor que compra o ingresso, como, por sinal, fizeram no ano passado, naquele citado clássico da última rodada, a dupla de principiantes da rede que troca a notícia. Esperar coerência deles é realmente perda de tempo.

Agora que é esperar pelo clássico e torcer que não dê confusão.

E que o Avaí seja campeão, é claro.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os ingressos, a diretoria e os sócios

Os 2014 ingressos disponibilizados para a torcida avaiana se esgotaram rapidamente. Gente chegando na noite anterior, confusão na fila, cambistas, etc.

É nesta hora que a diretoria poderia valorizar seus sócios, pois acredito que nem todos que compraram os ingressos eram sócios, principalmente os cambistas.

Como? Simples.

Neste primeiro dia de vendas, os ingressos seriam vendidos apenas para sócios.

Poderiam reservar todos, ou pelo menos 1000 ingressos para os sócios.

A partir de amanhã, aí sim, a venda seria aberta para todos os torcedores.

Isto valorizaria aqueles que ajudam o clube todos os meses, com o pagamento das (caras) mensalidades, tenha ou não jogo.

Com esta medida, e mais outra, e mais outra, com o tempo, ser sócio não seria apenas uma ação de ajuda ao clube, mas um atrativo e um bom negócio para qualquer torcedor avaiano, que outras vantagens de ser sócio, além do simples lugar reservado.

Enquanto isso não é feito, o número de sócios vai continuar dependendo totalmente da campanha do time nos campeonatos que disputa, aumentando e diminuindo, sem garantia de continuidade.

Uma pena!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Elas não param de chorar...

A choradeira do regulamento continua. E ao que parece, fizeram um trabalho de bastidores para que o assunto  fosse comentado em outros canais de alcance nacional.

O que será que querem com isso?

1 - Minimizar erros de arbitragem a favor das barbies na partida da volta para no final dizer que o campeão deveria ser o Tombense e que a justiça foi feita?

2 - Confortar a torcida barbie e dar o título de campeão moral para o Tombense?

3 - Desqualificar o título do Leão?

Será que é para se preocupar com isso?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Por que não lotou?

A Ressacada não lotou como se esperava e algumas razões podem ser supostas, não necessariamente nesta ordem de importância.

- Trânsito - muita gente deixa de ir em jogos com expectativa de casa cheia porque detesta ter que pegar fila, tanto na ida, mas principalmente na volta.

- Preço - o ingresso estava acessível, mas sempre tem aquele que acha tudo caro. O espaço que sobrou, se não me engano, foi no setor E, cujo ingresso era R$ 50,00.

- Diretoria - tem gente que além de torcer para o Avaí, torce contra a Diretoria e por isso não vai aos jogos.

- Retrospecto - fazia tempo que o Avaí não vencia o Tombense na Ressacada e muita gente não vai com medo da derrota.

- Violência - alguns clássicos tiveram confusão e isso também espanta o torcedor.

- PPV - tem muito pijama que não deixa sua cadeira de casa por nada.

- TV Aberta - todos os fatores anteriores já existiam, mas acho anunciar que o jogo seria transmitido para Florianópolis antes de todos os ingressos terem sido vendidos, como é de praxe, contribuiu, em muito, para a não lotação do estádio.

O que eu quero saber agora é se a mesma emissora vai anunciar, já no sábado, que o jogo será transmitido para Florianópolis.

Nada mais justo com a imensa torcida avaiana que não poderá comparecer no remendão, já que apenas 2.000 ingressos deverão ser colocados à venda para os torcedores do Leão.

Ei, erre@#esse, vai tomar .... alguma providência?

domingo, 6 de maio de 2012

Que tarde!

Que tarde de domingo. Muita gente no estádio (apesar de não estar lotado), muita vibração da torcida e uma grande atuação do time do Leão.

O time jogou com raça e determinação, além de taticamente, ter sido muito bem organizado. O adversário teve suas oportunidades, mas a tarde era mesmo do Leão.

Depois de um 3x0, não dá para falar mal de nenhum jogador. Vamos aos destaques:

Diego - foi pouco exigido, mas mostrou segurança no jogo, apesar de eu ficar sempre com receio nas suas saídas do gol.

Renato Santos e Leandro Silva - estiveram muito bem, apesar da falha de marcação numa das chances do adversário.

Arlan - tímido como sempre, estava mais preocupado em marcar do que apoiar, com medo de tomar nas costas.

Patrick - jogando do lado contrário que está habituado, jogou com muito coração. Participou do lance do primeiro gol.

Mika - muito firme no desarme e na marcação e qualidade no passe. Como é que demoraram o campeonato inteiro para descobrir o rapaz?

Bruno - firme como sempre. Devia aproveitar mais sua velocidade.

Robinho - se movimentou bastante e deu vários passes importantes. Começou a jogada do primeiro gol, dando um passe açucarado para Patrick. Quando a vitória vem, principalmente no clássico, tudo é festa e por isso, saiu aplaudido.

Cléber Santana - craque do time e do campeonato. Deu o passe (ou chute?) para o segundo gol e marcou um golaço de falta e deu o quarto gol para o Nunes fazer.

Felipe Alves - se movimentou bastante e foi muito esperto ao aparecer para fazer o segundo gol. Mas precisa a aprender a fazer o simples, quando inventa de fazer o mais complicado.

Nunes - está liberado para twitar esta noite. Brigou muito com a zaga adversária e incomodou bastante a defesa deles. Fez o primeiro, cavou a falta do terceiro, quase fez o quarto de cabeça e perdeu o gol do título.

Diego Orlando - entrou para colar no Roni e fez o que devia. Com um pouco mais de qualidade, teria arrumado um gol nos vários contra-ataque que teve em seus pés.

Laércio - entrou com vontade, mas não teve tempo para contribuir.

Cássio - entrou só para gastar o tempo.

Hémerson de Maria - independente do resultado do próximo domingo, é o grande vencedor do campeonato e merece um novo contrato para a disputa da série B.

Tombense - é um time perigoso, tendo em Roni seu melhor jogador. Acharam que já tinham ganho o campeonato e levaram um tombo hoje.

Árbitro - não comprometeu, mas marcou umas faltas bobas, que não existiram.

O resultado de 3x0 não garantiu o título, mas foi um passe muito grande para a conquista.

sábado, 5 de maio de 2012

Essa é a torcida que faz diferença

Eu já escrevi que não gosto dos torcedores que nos jogos, ao invés de apoiar o time, ficam pegando no pé dos jogadores. Felizmente, a torcida avaiana não é feita apenas desta turma.

Tem muita gente que incentiva os jogadores o tempo todo e que vibra com o time. Tem aquele povo corajoso, que acompanha o Leão nos jogos longe da Ressacada, alguns até mais corajosos, viajano para longe, como foi a partida do último domingo em Chapecó.

E neste sábado, muitos destes deram mais uma prova do amor ao time, comparecendo em grande número, mais precisamente 2008 fanáticos, que foram acompanhar o último treino antes do primeiro jogo da decisão.

Fonte: Site do Avaí
Que neste domingo, todos os avaianos se encham deste sentimento e incentivem o time e todos os jogadores escalados pelo comandante Hemerson de Maria, durante todo o jogo.

Não importa os erros, que sempre acontecem, não importa o que cada jogador já fez (ou não fez). O que importa é que eles estarão vestindo a camisa do Leão e a nossa alegria passa pela confiança e pelo desempenho deles. E nada melhor do que jogar sendo incentivado pela torcida. Saber que pode tentar uma jogada mais difícil, arriscar um chute de fora da área, que mesmo errando, vai continuar tendo o apoio da torcida.

O apoio incondicional ao time é condição fundamental para o melhor empenho do time.

A batalha não vai ser fácil, mas com o apoio do décimo segundo jogador que é a torcida avaiana, a vitória certamente virá.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os estaduais e seus regulamentos

O assunto já era para ter virado passado, mas ainda vai render, principalmente se o resultado da final for o que a gente espera, que é a conquista do Leão. Então resolvi pesquisar o resultado de outros estaduais, para comparar:

- Paulista

Todos jogaram entre si, num turno único, classificando-se os oito primeiros para a fase seguinte, que num jogo único, disputaram a vaga para a fase seguinte, num sistema de mata-mata (na verdade só mata), até a final. O Corinthians, eliminado pela Ponte Preta, terminou a fase de classificação em primeiro lugar com 46 pontos, mas quem vai fazer a final serão Santos, que fez 39 e Guarani, que fez 36 pontos. Muito justo.

- Carioca

Todos jogaram entre si, divididos em dois turnos. No primeiro turno (Taça Guanabara), os times jogaram contra os times da mesma chave. Já no segundo turno (Taça Rio), os times jogaram contra os times da outra chave. Os dois primeiros de cada chave se classificaram para as semifinais do turno e os vencedores dos confrontos disputaram a final do turno, com o campeão se classificando para a final. O Botafogo, campeão do segundo turno, foi o time que mais fez pontos na soma das duas fases (36), mas ainda assim terá que fazer a final contra o Fluminense, campeão do primeiro turno, que fez apenas 26 pontos, bem menos que Vasco (35) e Flamengo (33). Um detalhe importante: se o Vasco fosse campeão do segundo turno, o time com mais pontos (Botafogo) estaria fora das finais. Outro regulamento justo.

- Mineiro

Todos jogaram entre si, num turno único, classificando-se os 4 primeiros para a semifinal, os quais disputaram a vaga para a final num confronto em dois jogos. O Atlético Mineiro fez 29 pontos na primeira fase, mas vai ter que decidir o campeonato contra o América, que fez apenas 21, bem menos que o Cruzeiro, que fez 28. Aliás, se o Galo Mineiro não tivesse passado pelo Tupy nas semifinais, o time que fez mais pontos no turno, não estaria nas finais. Justíssimo.

- Gaúcho

O regulamento é parecido com o Carioca, com a diferença que se classificavam quatro clubes em cada chave para as quartas de finais de cada turno (ao invés de apenas dois do Carioca). O Inter, campeão do segundo turno, foi o time que mais fez pontos na soma dos dois turnos (35), mas vai ter que disputar a final contra o Caxias, (campeão do primeiro turno), que na soma geral, fez apenas 24 pontos, atrás de Grêmio (31), Veranópolis (27) e Novo Hamburgo (26). Assim como no Carioca e no Mineiro, se o Inter tivesse perdido para o Grêmio no domingo passado, o time com mais pontos no campeonato teria ficado de fora das finais. Perfeito.

- Baiano

Todos jogaram entre si, em dois turnos, classificando-se para as semifinais, os quatro primeiros colocados na soma geral dos dois turnos (não há campeão do primeiro ou do segundo turno). O Bahia, que fez 52 pontos na primeira fase, vai ter que disputar o campeonato contra o Vitória, que fez 9 pontos a menos (43). O time do Falcão, aliás, só não está fora das finais, porque conseguiu marcar o gol da vitória, no segundo jogo das semifinais, no último minuto do jogo. Se não fosse este gol salvador, o time com maior pontuação da primeira fase (folgado) estaria fora das finais. Ainda assim, é justo.

- Pernambucano

Regulamento é igual ao do Baiano. O Sport, apesar de ter feito 50 pontos na primeira fase, teve que disputar as semifinais, com o risco de ser eliminado pelo Náutico, que fez apenas 38. Agora na final, o time da Ilha do Retiro vai ter que disputar o título contra o Santa Cruz, que fez 44 pontos na primeira fase. Justíssimo.

Resumo da Ópera

Todos os regulamentos são justos, uma vez que todos concordaram com o que estava escrito, antes da bola rolar. Se for para premiar quem fez mais pontos, tem que mudar o regulamento de todos os campeonatos.

Injusto é mudar a regra no meio do campeonato, como por exemplo, subir 2 times da segunda para a primeira divisão, ao invés de apenas o campeão, como estava inicialmente acertado e aconteceu em certo campeonato, há um tempo atrás.

O resto é chororô.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quem levou o time para a final?

1 - Hémerson de Maria - organizou a equipe e deu uma injeção de ânimo e de vontade de vencer. Com ele a equipe começou a acreditar que podia vencer.

2 - Os jogadores - se uniram e mostraram dentro de campo que podiam mudar tudo. Estão unidos e isto pode fazer muita diferença na final.

3 - A diretoria - fizeram muita bobagem, mas se eu não me engano, foram eles que contratou estes jogadores e efetivaram o HM. Bem ou mal, querendo ou jogando para trás, tem sua parcela de crédito.

E a torcida?

Não, a torcida não fez o seu papel e é a menos responsável do time estar na final. A média de público dos jogos na Ressacada é muito ruim, reflexo da pouco presença da torcida. Nem vou discutir o preço do ingresso. O fato é que a torcida não vem comparecendo. No jogo do Marcílio Dias, ela mostrou todo seu "apoio", com apenas 1.790 avaianos. Encheram o estádio contra o Joinville só porque tinha promoção de ingresso, mas no primeiro jogo da semifinal fugiram novamente, pois só deu 8.000. E muitos destes ainda ficaram vaiando, ao invés de apoar.

Louvável exceção àqueles que foram a Blumenau e agora para Chapecó. Este pessoal está de parabéns e contribuíram significativamente nestas vitórias. Esta parcela da torcida foi importante para o time chegar lá.

Agora, aquela turma chata que mais reclama do que apoia, que só vai na boa, este pessoal não pode dizer que o Avaí está na final por causa da torcida.

Mas ainda há tempo, pois independente do que já aconteceu, no domingo, é hora de toda a torcida apoiar. Encher o estádio e empurrar o time para a vitória.