sexta-feira, 26 de abril de 2013

As credenciais, o bloqueio da carteira e o jogo


Fui na Ressacada para assistir ao jogo contra o Volta Redonda e vou resumir o roteiro da noite:

1 - As credenciais

Fui buscar um credencial para um amigo meu. Como não podia ir antes na Ressacada, tentei chegar mais cedo ao estádio, prevendo uma fila. Cheguei às 18:30 e a fila já estava próximo da rua. O sistema de entrega era relativamente rápido, mas a falta de educação de alguns jovens avaianos, querendo dar uma de espertinho e furando a fila é de tirar a gente do sério. Não quis dar um pito nos moleques porque, além de não ser do meu estilo, não queria sarna para me coçar. Mas que eles mereciam uma boa chamada de atenção, mereciam. Sobre a fila, minha única sugestão é usar o método das senhas, como já fazem na secretaria.
Sobre a entrega das credenciais, minha sugestão é que, além desta modalidade de entregar uma credencial, eles também liberassem o uso da carteira para duas entradas, diretamente na catraca, como já fizeram uma vez. Ou seja, se eu ir antes, pego uma credencial, e bloqueio a minha segunda entrada. Se não puder, eu vou na hora do jogo, com meu convidado e passo a carteira duas vezes.

2 - O bloqueio das carteiras

Tive minha carteira bloqueada, mas eles não souberam me explicar o motivo. Para não perder tempo na fila, aceitei deixar a carteira para esclarecer outro dia. Meu pagamento é pela conta de energia, que está em dia, pois é débito automático. Logo, não era por atraso. Li no blog do Alexandre Aguiar (clique aqui) os motivos apresentados pelo clube para retenção da carteira (atraso, chip, numeração, boletos, segunda via, carteira antiga e outros motivos desconhecidos).

No meu caso, a secretaria me informou, hoje, que o motivo era que a Celesc não estava repassando as informações de pagamento para o clube. Suponho então que entrei na categoria da falta de pagamento. Como já expliquei acima, estou em dia com o clube, mas não tenho culpa se o método que o próprio clube disponibilizou não está dando certo. Eles pediram para tirar uma cópia da fatura e mandar para eles para comprovar o pagamento. Fiz isto e mandei por e-mail. Felizmente, pude resolver isto já hoje, mas acredito que eu ia me aborrecer bastante se deixasse para resolver no domingo. Quero registrar que a pessoa da secretaria me atendeu com muita calma e educação, liberou a carteira, garantindo que eu posso assistir ao jogo no domingo, antes mesmo de eu enviar o comprovante. Espero que eu não me decepcione.

Minha sugestão em relação ao bloqueio de carteiras é o seguinte:

Para começar, o sistema precisaria ser programado para diferenciar o primeiro bloqueio da carteira. Não acho que seja difícil gerar um novo código para isso.

No caso de primeiro bloqueio, o sócio seria avisado que há algum problema com a carteira e que ele deve procurar a secretaria, por telefone, e-mail ou pessoalmente. Neste caso, ele não teria a carteira retida e poderia assistir ao jogo. Entretanto, seria avisado que só poderia assistir ao próximo jogo, se resolvesse sua situação, pois seu acesso só voltaria a ser liberado após resolver a pendência com a secretaria.

No meu caso, por exemplo, eu poderia resolver o problema sem precisar ir na Ressacada, pois a carteira continuaria comigo.

Para o clube, teria a vantagem de não precisar ficar guardando uma centena de carteiras, e gerando imensas filas na hora do jogo para resolver a situação e devolver a carteira.

3 - O Jogo

O Avaí jogou muito bem e manteve a calma mesmo levando o gol do empate e não tendo a torcida ajudando (pelo menos no setor A). Volto a dizer que a torcida só ajuda quando o time está vencendo. Aí não precisa da torcida. O time precisa do grito do torcedor justamente quando está numa situação difícil. Isto só acontece num único jogo, que é o clássico.

No jogo, a concordância quase geral é que nossa zaga dá nos nervos, apesar que em alguns lances, a falha começou no meio de campo, com erros de Eduardo Costa ou Alê.

Apesar disso, o time jogo bem, com destaque para Alê, que acertou quase tudo. Ygor também foi bem, principalmente no primeiro tempo, mostrando muita mobilidade e tentando criar situações de ataque. Se o CS10 não vier, talvez possa se tornar o companheiro do M10 para a série B.

Reis até fez o gol, mas ainda precisa melhorar para voltar a condição que se apresentou nos primeiros jogos. Roberson parece ser bom de bola, mas precisa encontrar seu espaço no campo.

Arlan esteve bem e Julinho mostrou que se quiser, pode ser titular absoluto. Marquinhos Santos não esteve tão bem, mas deu sua preciosa contribuição com a cobrança perfeita da falta. Acho engraçado que a torcida  aplaude até erro de passe do galego. Ele é imune a falhas e provavelmente tem gente que vai ficar brabo pela minha insolência em falar um pouquinho mal do craque avaiano. Tô nem aí. Opinião é que nem... nariz, cada um tem a sua. Isto não significa que não ache ele importante para o time. Apenas estou dizendo que na partida de ontem (e em várias outras) ele não jogou o que sabe.

Tauã não entrou bem e parecia nervoso. Ricardinho é um motorzinho e só não é titular porque vai ser difícil tirar EC e Alê. Danilo entrou e guardou o seu, mas não vai ter chance no time titular.

Passada esta fase, agora é pensar de novo no estadual. A parada de domingo é difícil, mas o jogo de quarta deu esperança.

domingo, 21 de abril de 2013

Vencer e não reclamar

Neste domingo o Avaí entra em campo como favoritíssimo contra o rebaixado time do Camboriú. Não tem outro resultado senão a vitória para o Leão da Ilha. Eu sei que no campo são 11 contra 11 e blá, blá, blá, mas o time do Marquinhos tem obrigação de vencer.

Parece que o time de Camboriú vem com vários jogadores da base. Alguns pensam que isto pode dificultar o jogo, pois os garotos vão jogar com vontade. Olha, eles podem até complicar o jogo, mas eu não acredito. Se eles fossem tão bons a ponto de endurecer um jogo contra o time do Avaí, era certo que seriam titulares durante o campeonato. Essa de que jogar contra os reservas é mais difícil porque querem mostrar serviço é desculpa para incompetente.

Talvez o começo do jogo possa até ser um pouco difícil, dada a vontade que os garotos podem mostrar, marcando e correndo, mas isto não vai durar nem o primeiro tempo inteiro. Além disso, independente da vontade do adversário, é o time do Avaí que tem que mostrar serviço. Não querem ser campeões? Então mostrem um pouco de futebol.

Não espero uma vitória de 10x0, mas que seja, pelo menos, de uns 2x0. Os três pontos é que valem, é verdade, mas terminar o returno com uma vitória sofrida contra o lanterna do campeonato não será um bom sinal para o que vem pela frente. De qualquer maneira, a torcida tem que incentivar, independente do placar.   Mesmo que venha uma vitória magra, o importante será vencer e para isso, o apoio da torcida é muito importante.

Com a vitória, virá a classificação para as semifinais. Aí será outra história. Talvez a motivação seja outra, mas um time não começa a jogar bem de uma hora para outra. Ricardinho teve a semana toda para treinar e talvez o time apresente um pouco mais de organização.

Eu que sou otimista por natureza, estou meio cético quanto às chances do Avaí de conquistar o bicampeonato. As atuações do time no campeonato não enchem o torcedor de esperança. O que me consola é ver os adversários, que também não são isso tudo. O time do sul, o do oeste e o de rosa, prováveis adversários nas finais, não assustam ninguém. O time do carvão cresceu no final, mas não se sabe o quanto isto é chama ou brasa. O time do oeste fez bonito no turno e caiu no returno, mas a força da aldeia  é sempre forte e não é todo o dia que se ganha lá dentro. O time do professor pardal pode jogar bem como tentar amorcegar o jogo e se dar mal.

Será que teremos um replay do ano passado? Não temos CS10 mas temos M10. Vamos acompanhar os próximos capítulos.

Neste domingo, o que interessa é torcer pelo Leão.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Reforçando o adversário

A diretoria do Avaí liberou os setores E e F para a torcida do Estreito no clássico do próximo domingo. O setor E é aquela parte coberta que eles já liberaram várias vezes para a torcida adversária.

Por mais que alguém queira defender esta ideia dizendo que aquela parte nunca é preenchida e que é uma maneira de arrecadar dinheiro, eu acho que mais importante do que a parte financeira, é o respeito pela torcida do Avaí.

Aquele espaço é da torcida do Avaí, tanto que no próprio site do clube é oferecido cadeiras para o setor E. Sendo assim, não pode se admitir que a diretoria em determinados jogos coloque torcedores adversários naquele espaço, ainda mais da torcida mais rival que temos.

Pelo que sei, o clube é obrigado a oferecer 10 % da capacidade do estádio para a torcida adversária. Só o setor E tem capacidade para 993 pessoas e o setor F+G+H tem capacidade para mais 3320 pessoas. Ou seja, para não ultrapassar os 1780 lugares, que é o mínimo exigido, o setor F terá que ser reduzido para 800 lugares. Será assim, ou veremos 2000 torcedores alvirosados no estádio?

Eu sei que o jogo é decidido no campo e que a maior ou menor presença da torcida adversária não garante a vitória ou a derrota, mas convenhamos que liberar um número maior de lugares para eles é reforçar o adversário, visto que mais torcedores deles estarão lá, apoiando os jogadores multicoloridos. Para mim, quanto menos torcida adversária, melhor para o time que eu torço.

Por fim,é uma temeridade deixar os torcedores do Estreito ocuparem os lugares do setor E, visto que em cima deles estão camarotes de avaianos e esta combinação normalmente não dá certo.

Em relação a quem pensa que aquele poderia ser um setor misto, quero dizer que apoiaria a ideia se tivesse certeza que lá estariam apenas torcedores da paz que sabem curtir um jogo e sabem brincar com o resultado. Infelizmente, esta espécie é cada vez mais rara no estádio. Num jogo como este, até mesmo aqueles que sabem conviver harmoniosamente com os adversários podem se transformar em torcedores exaltados.

Para que isto acontecesse seria preciso criar uma cultura para ter um espaço misto em todos os jogos, que serviria para que famílias que torcem por times adversários pudessem ver o jogo juntos. Estive uma vez no Maracanã, assistindo a Fluminense e Vasco num setor misto e achei muito legal. Mas aquilo não era uma novidade e além disso, a quantidade de jogos entre os 4 times do Rio é bem maior, além do Maracanã ter espaço de sobra para se poder dar ao luxo de reservar uma parte do estádio para isso. Não é o caso de Florianópolis, que só tem 2 times e da Ressacada, que não é tão grande assim. Sendo assim, sou contra o setor misto.

Por fim, quero dar nota ZERO para a diretoria avaiana por esta ideia. Prefiro ver o setor E vazio, do que ocupado por qualquer torcida, ainda mais dos nossos queridíssimos amigos do Estreito.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sem preocupações

A derrota em Joinville, apesar de doída, não tirou o ânimo da sempre otimista torcida avaiana. Pelos comentários da blogofera azul, percebe-se que a maioria considerou que a derrota poderia acontecer, apesar do placar mais elástico do que se imaginava.

Ninguém fez terra arrasada. Assim como não haviam se empolgado com as vitórias anteriores, também agora poucos largaram a toalha por causa desta derrota.

Como o técnico só havia feito três partidas, é consenso que ele ainda está ajustando o time e por isso é cedo para considerar que ficando com ele, o fracasso na série B é certo. Retranqueiro ou aposta mal feita também são coisas que não encontrei por ai.

Em relação às substituições, ninguém deu uma de profeta do passado (aquele que afirma categoricamente as coisas, mas só depois do fato acontecido). Todos ficaram com a mesma opinião que tinham até o Avaí tomar o primeiro gol, afinal o time não tinha jogado mal no primeiro tempo e se mantivesse a postura, traria pelo menos 1 ponto. Logo todos concordaram que era esse mesmo o time que deveria ter sido escalado.

Ygor jogou uns 30 minutos (se tanto) e por isso foi poupado pelos torcedores, já que sabem que não é possível, com tão pouco tempo de jogo, avaliar seriamente um jogador. Insinuações sobre a força de seu empresário ou que jogador desse nível a gente tem na base, é outra coisa que não vi.

Em relação ao jogo, o que se viu foi um time entrosado e que não sentiu a sequencia de partidas em campo molhado e o fato da última partida ter sido tão recente (quinta-feira).

Dizer que o time jogou para empatar e por isso mereceu perder também foi outra pérola que não li.

Não vi ninguém dizer que Diego falhou no gol. É claro que o melhor era ficar dentro do gol e torcer para o jogador adversário chutar para fora.

A zaga foi perdoada, pois o senso de colocação dos zagueiros novamente não nos preocupou.

Arlan novamente se destacou, principalmente pelo sua audácia de querer sair driblando no meio de tantos atacantes adversários. Seu apoio ao ataque e seus cruzamentos precisos quase resultaram em lances de perigo.

O meio de campo não sentiu falta do Marquinhos. Apesar que todo mundo já estava reclamando da ausência do galego durante todo o primeiro tempo. O primeiro gol apenas fez a maioria lembrar do cartão amarelo forçado, que todos já haviam condenado, pois era mais importante ele estar em Joinville do que correr o risco de não jogar o clássico.

No ataque, o Roberson esteve bem atento ao jogo e por isso foi até elogiado, enquanto Reis ficou batendo cabeça e pouco produziu. Mas ele não tem que se preocupar, pois assim como os 4 gols não fizeram dele a nova esperança de gols, ficar duas partidas sem marca fará dele um novo poste. A torcida tem paciência sim.

A esperança de uma vitória no clássico e da conquista do bicampeonato ainda são muito grandes para a grande maioria e independente do resultado no clássico, é certo que no jogo contra o Camboriú, a Ressacada vai lotar, como aliás, foi normal nos últimos tempos, pois agora não se dá mais desculpa nenhuma para não ir na Ressacada, seja horário, trânsito, chuva, lei seca ou qualquer outra coisa.

Esta postagem foi uma homenagem ao dia primeiro de abril.