sábado, 31 de dezembro de 2011

Tchau 2011!

O ano de 2011 vai acabar e não vai deixar saudade para a torcida avaiana. Foram poucos os momentos de alegria. Entre Campeonato Catarinense, Copa do Brasil e Série A, o Avaí jogou 66 partidas e venceu apenas 19. Destas vitórias, acho que só dá para destacar:

- Semi-final do 2 turno: vitória de 2x0 sobre o Tombense lá dentro. O estilo pega-ratão do Silas venceu a prepotência dos amarelos e da imprensa que já dava a vitória deles como certa. Acho que foi nossa maior alegria no ano, ver a cara de decepção dos multicoloridos.

- Quartas de final da Copa do Brasil: a vitória de 3x1, de virada sobre o São Paulo, foi um momento inesquecível para a torcida, que viu um time guerreiro e que lutou até o fim. Novamente calamos a boca da imprensa e dos secadores. Acredito que aquele time (com aqueles jogadores), com o Silas no comando, teria feito coisa melhor na série A.

- Última rodada do primeiro turno da Série A: vitória de 3x2, de virada, sobre o Tombense, novamente na casa deles. O Leão só teve 7 vitórias neste campeonato e este foi especial. A situação na tabela era horrível (como foi no campeonato inteiro), mas a torcida fez a maior festa e calou novamente os multicoloridos que falavam até em goleada. Chegamos a acreditar que o TC ia mudar o rumo da história, mas foi apenas sonho de uma noite de verão.

É claro que tivemos outras vitórias, como contra o Flamengo e o Corínthians na série A e até alguns empates históricos, como contra o Botafogo na Copa do Brasil, que também aliviaram um pouco o sofrimento que a torcida teve durante todo o ano.

A campanha ridícula no primeiro turno do catarinense (3v, 2e, 3d) foi o primeiro sinal que as coisas estavam erradas. Benazzi não poderia ter iniciado o ano como treinador do Avai. Já a eliminação no segundo turno, empatando a final contra a Chapecoense lá na casa deles, considero como um resultado normal no futebol. Tivemos a chance nos pés do Rafael Coelho que conseguiu acertar o poste numa trave que não tinha mais ninguém para defender. Não ter a vantagem de jogar em casa foi uma consequência da campanha do 2 turno, que se não foi ruim (5v, 1e, 3d), não foi suficiente para garantir a vantagem de jogar pelo empate.

A história deste ano poderia ter sido outra se Silas (que eu não queria que tivesse voltado), tivesse permanecido no comando. Apesar das suas teimosias clássicas, o time até dava mais esperança de dias melhores. Mas o pior estava reservado para depois da Copa do Brasil. A saída de Silas e depois Marquinhos, ajudaram a definir nosso destino. Não os culpo de sair e nem posso acusar a diretoria, pois o dinheiro manda em tudo. Mas espero não vê-los tão cedo na Ressacada fazendo juras de amor ao Leão e não quero mais escutar a diretoria falar que ninguém mais vai sair. É tudo mentira, de todos.

A chegada dos outros treinadores não resolveu nada, mas a troca constante deles foi ainda pior. Muitos jogadores sendo contratados ao longo do ano e nenhum time base. Brigas internas, vaidade, jogador se achando mais importante que todo mundo, diretor cego, treinador teimoso, torcida impaciente. Foi o enredo certo para o final que era mais do que esperado.

Por último, quero registrar minha indignação com a prática da diretoria em deixar a torcida adversária ocupar o espaço da torcida avaiana no dia dos grandes jogos. Isto é um desrespeito com seu torcedor. E não me interessa se o torcedor do Avaí vai ou não ao jogo. Esta é a hora de se perder dinheiro, pois o resultado do jogo é mais importante que o da bilheteria. Não existe coisa mais doída para o torcedor avaiano do que ver a torcida adversária em grande número e fazendo a festa dentro do nosso estádio. Tem que vender apenas o exigido por lei e não permitir que os espertinhos comprem ingresso onde não podem.

Espero que a diretoria olhe para trás, desde de 2009, e veja o que deu certo lá atrás e o que não pode ser repetido neste ano, que nos fez ir para o fundo da tabela. Não vou criticar o time antes dele entrar em campo, mas vou confessar que não estou muito animado com o que estou vendo. Não espero nenhum título para o próximo ano e nem tenho esperança de voltarmos para a série A já em 2013. Acho mais provável ficarmos alegres com as derrotas do Tombense (e quem sabe um novo rebaixamento) do que propriamente com nossas vitórias.

Entretanto, como sou torcedor, na hora que a bola rolar, vou estar lá no estádio, incentivando este time sueco de muitos sons do Ovelha. Quem sabe eu me surpreenda e no início de maio estarei comemorando mais um título para a coleção avaina. É futebol, tudo pode acontecer.

Desejo a todos, avaianos, multicoloridos e torcedores de outras cores, um ano de 2012 de muita saúde, paz e alegrias. Que saibamos nos divertir, tendo em mente que o futebol é a coisa mais importante das coisas sem importância da vida. Não vale nada e muito menos um briga. O que vale é saber vencer e brincar e saber perder e escutar a gozação na boa. A nossa vida segue, independente dos resultados do nosso time.

FELIZ 2012 e até o ano que vem.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A arrogância da imprensa

Antes de mais nada, quero deixar claro que vou escrever sobre a imprensa esportiva que se dedica ao futebol (mas que dá pitaco em todos os outros esportes). Talvez muito do que vou escrever possa se aplicar a outros esportes e até outros setores da imprensa, mas não é meu objetivo.

Acho que este pessoal que trabalha na imprensa esportiva não lê o que escreve, nem escuta o que fala. A grande maioria dos "especialistas" achava que o Santos poderia conquistar o título mundial de clubes e agora, na maior cara de pau, dizem que o resultado do jogo de domingo era esperado. Eles realmente ainda estão na época do "futebol é uma caixinha de surpresa" e "dentro de campo são onze contra onze".

Nas mesas redondas, quadradas e até nas bicudas espalhadas pelo Brasil, o assunto de hoje era o jogo, ou o baile, como queiram, que aconteceu na manhã de domingo. Análises das falhas táticas do time do Muricy, exaltação da organização e eficiência do time do Guardiola e críticas ao modelo do futebol brasileiro, seus cartolas, técnicos e jogadores.

É óbvio que os times europeus são mais organizados e mais ricos e que os melhores atletas atuam nos times daquele continente. É também claro que o time do Barcelona é um fenômeno e uma exceção a regra, mesma dentro da Europa, onde o adversário com mais chances, mesmo que pequena, de derrotá-lo, é o arqui-rival Real Madrid. Os demais também são facilmente dominados pelo time catalão. A diferença é que não fazem o papelão que os protegidos da imprensa fizeram no Japão.

Entretanto, acho que estes "especialistas" também deveriam refletir sobre a qualidade da imprensa brasileira. A grande maioria não entende nada de futebol e vive repetindo os bordões e as idéias de mais de 30 anos. Muitos deles não têm curso de jornalismo e sequer fizeram qualquer curso sobre futebol. São autodidatas e seu embasamento teórico, quando existente, é firmado na leitura (não muitos) e na escuta de outros pares. Ou seja, cegos guiados por cegos. O que falam num jogo, não vale para outro. O discurso de uma partida é substituído por outro completamente contrário em outro certame, mostrando toda a falta de coerência, característica daqueles que, por não terem solidez nos conhecimentos, mudam de idéia a todo momento.

Desconfio que muitos deles utilizam na sua vida profissional o mesmo artifício que acusam acontecer nos gramados, que é o de usar o QI para conseguir uma vaguinha aqui ou ali. É constrangedor ver a babação de ovo que acontece, por exemplo, nos programas comandados pelo locutor-estrela da rede da família Marinho. Quanto mais novo, maior a lambida. Todos de olho numa futura promoção, que com certeza, deve passar pelo aval do mestre-mor. O mesmo acontece em outros canais e estações, como alguns perto de nossa casa. É a continuidade da mesmice e da mediocridade, em seu pior sentido.

É claro que nesta terra de cego você encontra caolhos, alguns que precisam usar óculos, mas pelo menos enxergam alguma coisa e até alguns privilegiados com visão clara do que acontece nos campos de futebol. Destes últimos existem poucos, pouquíssimos, que se você pensar muito, não vai lembrar de mais do que 10 nomes. São profissionais que demostram conhecimento da história dos clubes, das regras do futebol, do regulamento do campeonato, dos jogadores de diversos times, da tática utilizada em vários times do mundo e muitas outras coisas. Nada mais natural esperar isto de quem vive do futebol. É como um médico que tem que se atualizar sobre os diagnósticos, exames, medicamentos, equipamentos e tratamentos que estão surgindo a cada dia. Ele não pode continuar exercendo sua profissão apenas com os conhecimentos que adquiriu na faculdade. Se em outras profissiões isto é obrigação, no futebol, é coisa rara.

A qualidade do futebol brasileiro reflete a qualidade da imprensa esportiva e vice-versa. Há brilhos individuais, mas no coletivo, estamos atrás de outros países. O pior é ver a arrogância destes torcedores que escolheram trabalhar na imprensa esportiva mas esqueceram de se preparar para isto, criticando e acusando a todos, sem olhar para o próprio umbigo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Que vareio!

O time do Santos, babado em verso e prosa pela imprensa brasileira, caiu de 4 contra o Barcelona, num baile como nunca se viu numa final do mundial de clubes. O mimadinho e companhia mal conseguiram tocar na bola. Acho que os gandulas tiveram mais posse de bola que o time da Vila. A cada 10 minutos de bola rolando, o time da Catalunha ficava com ela durante 7 minutos.

Se o time do Barcelona tivesse que ganhar de 8, era capaz de forçar o jogo e conseguir marcar. A diferença foi gritante. Os "craques" da Vila foram espectadores privilegiados, podendo assistir de perto o toque de bola do time espanhol. Em alguns momentos do jogo, parecia que os jogadores do time grená estavam brincando de bobinho com os jogadores de branco.

Era o resultado esperado. O chato é assistir a imprensa tentando minimizar o fiasco santista. Se seu time leva de 4 numa final, fica com apenas 29 % da posse de bola, como dizer que não foi vexame? Não interessa se do outro lado tem um time espetacular. Eles não achavam que o time da Vila podia encarar o campeão europeu? Agora ficam dizendo que o Santos está de parabéns, que fez bonito, que isso que aquilo. A verdade é que pensavam que podiam e descobriram já nos primeiros 15 minutos que não ia dar.

Para terminar, fico com a frase do mimadinho, que pelo menos na entrevista, teve bom senso:
“Tomamos uma aula de futebol do melhor time do mundo”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Vamos encher a Ressacada

Chegamos na última rodada de uma maneira que nenhum avaiano queria. Estamos rebaixados e vamos jogar dentro de casa contra o Tombense ainda vivo e disputando uma vaga para as Américas.

Desde o começo achei esta fórmula de fazer clássicos na última rodada um perigo. Não é porque o Avaí está sem nenhuma chance, mas é porque se fosse em outra rodada no meio do campeonato, teríamos casa cheia e um jogo eletrizante. Apesar de que desta vez, vários jogos valerem alguma coisa, sempre é um risco, pois poderia muito bem acontecer de alguns clássicos não estarem valendo nada, causando um prejuízo para o mandante, como o é o caso do Avaí, num jogo, como já falei, que seria casa cheia se acontecesse em qualquer outra rodada.

O jeito é fazer uma limonada com os limões que temos na mão. Não tem como escapar do rebaixamento? O rival já está garantido na Sulamericana? Ok. Sobrou a esperança de acabar com o sonho deles de ir para a Libertadores. De quebra, temos a chance de impedi-los de fazer uma campanha melhor no brasileirão que o Leão fez em 2009, quando conquistou 57 pontos e terminou na sexta colocação.

A diretoria fez muita besteira em 2011? Os jogadores não renderam nem perto do esperado? A maioria não serve para vestir a camisa do Avaí? Tudo é verdade, mas neste domingo tem clássico e pelo menos durante os 90 minutos do jogo, temos que esquecer isto tudo.

Temos que encher o estádio que é nosso, apoiar o time o tempo todo, vibrar com os  gols que hão de vir e fazer a festa por mais uma vitória no clássico.

Protestar? É claro que pode, mas depois do jogo, independente do resultado. Tudo, é claro, sem violência. Aliás, o torcedor tem que ir no jogo com o espírito desarmado. A vida vai prosseguir e não vale a pena, mas não vale mesmo, brigar ou se meter em confusão por causa de futebol.

Se queremos no futuro brincar com eles e querer que tudo acabe numa boa, temos que mostrar agora que sabemos levar na esportiva. O futebol é cíclico e o vento que sopra de um lado hoje, haverá de soprar para outro amanhã.

Apesar do desânimo, ainda é possível gritar:

Eh, oh, eh, oh, vai pra cima deles, Leão!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os ingressos

Estava para escrever sobre este assunto na semana passada, por conta da celeuma sobre a compra dos ingressos dos corintianos nos setores para a torcida do time do Estreito. Agora, com a aproximação do clássico, parece que o mesmo problema irá ocorrer, com a turma de lá querendo comprar ingresso nos setores reservados para os torcedores avaianos.

Tanto no primeiro como no segundo caso, tenho a mesma opinião.

1 - Quem está comprando ingresso no lugar errado não poderia nem entrar. E o pior é a polícia proteger estes malas que se acham no direito de sentar onde não podem. Tinha é que pegar os caras pelo cangote e expulsar do estádio. Se comprou onde não podia (e sabia que não podia), não tem nem que reclamar da devolução do dinheiro. O que não se pode é beneficiar o cara que faz a coisa errada.

2 - É um desrespeito ao sócio que tiver que sair do seu lugar reservado, para não correr o risco de entrar numa confusão. Ele paga o anda inteiro para ter a comodidade e o sossego de sentar naquele lugar. Não é justo que ele tenha que sair do lugar. Quem está errado são os outros.

3 - Para evitar esta confusão, bastaria a diretoria tomar uma única atitude: com exceção do setor dos visitantes, todos os demais ingressos só serão ser vendidos para sócios. Todo torcedor avaiano deve conhecer um sócio e por isso não teria problema nesta venda.

4 - A diretoria tem que entender que mais importante que o dinheiro que vai arrecadar com os visitantes extras, é ter a maioria absoluta no estádio. Não tem sentido dar armas para o adversário, e deixar ter mais torcedor adversário do que a lei exige, é fazer isto.

5 - Esta situação não é exclusiva do clássico. Infelizmente esta diretoria já fez isto em muitos outros jogos, deixando torcedores do Vasco, Inter, Grêmio, etc., sentarem na área coberta, onde deveria ficar apenas torcedor avaiano.

6 - Deixar o torcedor visitante tomar o lugar do torcedor avaiano é um desrespeito para o torcedor do Leão. Não me importo se os lugares vão ficar vazios, o que eu não quero é ver a torcida adversária num lugar que deveria ter só avaiano.

7 - Agora que a m. já está acontecendo, sugiro que a torcida avaiana chegue cedo na Ressacada e se espalhe por todos os setores, de maneira a não deixar a torcida deles se amontoar em qualquer canto. Eles só vão ter coragem de se manifestar se estiverem em um grande grupo. Separados, vão ficar quietinhos o jogo inteiro.

8 - O torcedor tem que estar consciente que isto é apenas futebol e que a violência não leva a nada. Vamos ter que aturar gozações, mas nossos dias de fazer as brincadeiras não demorarão a voltar.

Será que a diretoria aprende algum dia, ou estou me iludindo?