terça-feira, 30 de julho de 2013

Hora da Reação

A situação não está fácil, mas tem muito campeonato para jogar a toalha tão cedo.

É verdade que o Avaí precisa conquistar uma montanha de pontos para sonhar com o acesso no final do ano, mas para chegar nos 71 pontos, é preciso primeiro conquistar 3 pontos nesta noite. Nenhuma partida vale 10 pontos e portanto, a fuga do Z4 pode não ser tão rápida e a chegada no G4 pode até demorar. O que não pode é perder de vista os primeiros colocados. Eles já estão um pouco longe, mais ainda dá tempo de alcançar. O Avaí vai enfrentar nestas últimas 9 rodadas do turno, 7 equipes que estão entre a posição 11 e a 20. Então, não é nenhum devaneio acreditar que o time pode encaixar uma boa sequencia de vitórias.

Como diz o ditado, uma caminhada começa com o primeiro passo. E o primeiro passo é hoje. É a chance de HM e seus comandados mostrarem que a torcida ainda pode acreditar neles. É bom que aproveitem a chance e conquistem uma vitória nesta noite, porque senão, vai ser impossível defender qualquer um deles.

Seria bom que fosse acompanhada de um bom futebol, mas pela atual situação, vou me dar por satisfeito se pelo menos o time conquistar os 3 pontos.

Está frio, mas eu vou estar lá, apoiando o Leão.

sábado, 27 de julho de 2013

Mais do mesmo

Mais uma derrota e a coisa tá ficando cada vez pior. HM não consegue fazer o time jogar o futebol que a gente espera. Não há criatividade e as falhas na defesa estão acabando com os esquemas do técnico (se é que tem).

No primeiro tempo, até levar o gol, achei que a partida estava equilibrada, mas sem muitas chances de cada lado. O meio de campo e o ataque do Avaí parecem que não sabem o que fazer com a bola e criam pouquíssimas chances de gol. Apesar das limitações de Tauã e do individualismo do Márcio Diogo, o problema me parece mesmo na falta de criatividade de CS88 e M10. Não é falta de qualidade, mas é falta de inspiração.

Aí veio o gol, que me pareceu falha de marcação do Leandro Silva. O zagueiro deles sobe sozinho e o nosso zagueiro chega atrasado. O Avaí continuou no mesmo ritmo, ou seja, lento e sem criatividade, mas o time do Oeste também não fazia muita coisa. O contra-ataque no final do segundo tempo matou qualquer chance do time na partida. Defesa desarrumada e lenta para voltar, Alê marcando com os olhos e Diego nem se esforçando para ir na bola.

No segundo tempo, pouca coisa mudou e naquele ritmo, o empate não chegaria nunca. O terceiro gol não refletia a partida, pois o time do Oeste também não fez tudo isto para merecer o placar. Leandro Silva ficou reclamando do juiz ao invés de prestar atenção no atacante que estava atrás deles. Nova falha do zagueiro que até tirou várias bolas, mas reclama muito dos companheiros, como se só os outros fossem culpados pelos erros do time. Ele me lembra uns caras que jogam comigo, que estão sempre reclamando dos outros, mas são os que mais erram.

Para não dizer que tudo foi ruim, gostei do Héracles, que apoiou bem e pode ajudar o time. Luciano, que entrou no segundo tempo também foi uma boa surpresa. Reis entrou com vontade e Diego Jardel fez uma fumacinha.

O negócio tá feio e o clima entre os jogadores não parece muito bom. Não quero jogar lenha na fogueira, mas realmente parece que o grupo não está tão unido como dizem.

Perder em Chapecó é um resultado normal. O que não é normal é o futebol que o Avaí está mostrando.

Faltam 28 partidas, das quais serão 15 na Ressacada e 13 fora. Para chegar aos 71 pontos, que foi a pontuação que o quarto colocado teve no ano passado, o Leão vai precisar fazer 62 pontos, o que significa 17 vitórias e 11 empates. Para cada derrota, uma vitória a mais deve ser acrescida nesta conta. Ou seja, se conseguir vencer todas as partidas que faltam em casa, ainda vai precisar buscar 2 fora e empatar todas as outras.

É desanimador, mas só vou jogar a toalha quando a calculadora não me permitir mais sonhar.

Maria, não desista!

sábado, 20 de julho de 2013

Maria, não vá com os outros

Eu achava que o Avaí não deveria ter contratado o HM para o lugar do Ricardinho, mas uma vez que isto aconteceu, ele tem a minha torcida para conseguir o maior sucesso possível e quem sabe, conseguir o acesso ao final deste ano.

Não achava o HM o técnico esplêndido que muitos enxergavam, mas não é por causa de três jogos que acho que ele é péssimo. Não concordo com algumas de suas escolhas, mas não estou no dia-a-dia dos treinos para ousar achar que sei mais do que ele de quais são as melhores opções para o time.

Só espero que ele não fique mudando o time a cada tropeço, para dar uma satisfação para a torcida, imprensa ou diretoria. É preciso que ele tenha convicção do seu trabalho.

Trocar porque um reserva está mostrando nos treinos que está melhor é válido, mas mudar porque alguém falhou em uma partida não me parece uma boa medida, a não ser que os erros estejam se repetindo.

É por isso que espero que o HM saiba conduzir o time do seu modo, sem dar ouvido a quem não tem responsabilidade com resultado.

O Avaí de HM ainda está em formação, apesar do tempo que teve de folga. Ele não tem muito tempo para “encaixar” o time ideal, pois o time já disputou um quarto da competição e está vendo o grupo da frente se distanciar.

Até agora o Leão já enfrentou 6 dois 8 primeiros colocados (2 E / 4 D) e apenas 3 times (2 V e 1 E) fora deste grupo. Isto tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom é que o resto da tabela não é tão indigesto, quando o Avaí poderá diminuir a distância que o separa do grupo da frente. O lado ruim é isto significa que o desempenho contra os principais concorrentes ao acesso foi muito ruim e isto só poderá ser recuperado no returno.

A tarefa de Hémerson Maria é manter o time motivado e seu maior desafio vai acontecer na 14ª rodada, quando enfrenta o time do Estreito. Até lá, vai viajar a Chapecó, receber o rubro-negro de Goiás e o Papão do Pará na Ressacada e ir até a terra da lingüiça.

Espero que até chegar este dia, o time já esteja mais afinado e tenha conquistado, pelo menos, uns 8 pontos, dos 12 que vai disputar antes do clássico.


Arruma este time Maria.

domingo, 14 de julho de 2013

Pouca transpiração, nenhuma inspiração

O Avaí novamente não fez um bom futebol e não conseguiu a vitória que a torcida esperava. O resultado foi ruim. Podem até considerar que, pelo o que aconteceu no primeiro tempo, conseguir empatar já foi lucro, mas a verdade é que foram dois pontos que o Avaí não poderá usar para a conta do acesso.

Estive na Ressacada e minha primeira decepção foi com a torcida. Sábado de sol, temperatura agradável, horário bom, estreia do técnico que a torcida queria na Ressacada, um evento no almoço para atrair os torcedores, etc. Muitos motivos para a torcida comparecer ao estádio para empurrar o time para uma importante vitória. Mas pouco mais de 5000 torcedores compareceram. E o pior foi ver a geladeira que estava a torcida. Não apoiou o time e até vaiou. Só começou a incentivar quando fez o primeiro gol. Novamente foi o time que acendeu  a torcida e não o contrário.

No campo, não vi nenhuma organização, como muitos esperam do time treinado por HM. O resultado de 2x0 no primeiro também não refletiu o que aconteceu em campo, porque o time do Paraná não foi tão superior a ponto de justificar os gols. Foram as falhas na defesa que custaram os gols.

No primeiro gol, a falha começa com Rodrigo Thiesen, que não acompanha o atacante que fez 1-2 com outro atacante, continua com o zagueiro Bruno Maia, que levou o drible e termina com Aélson, que só precisava ficar parado na frente do atacante, mas resolveu ficar de costas para o lance.

No segundo gol, a falha começa com uma furada de, se não me engano, Rodrigo Thiesen. A bola foi lançada nas costa de Bovi, que estava marcando mais a frente. O gol novamente foi em cima do Aelson, mas que desta vez, teve menos culpa. Diego estava mal posicionado.

A torcida, ao invés de ajudar, vaiava, principalmente quando Bovi pegava na bola. Até parece que ele era o único que jogava mal. Este rapaz atingiu o patamar de intolerância que outros jogadores já alcançaram com a torcida, como Robinho, Dirceu e Marcos Vinícius. Se eu fosse HM só escalaria ele (se escalasse) em jogos fora de casa, pois na Ressacada ele não poderá errar nenhuma bola, que será vaiado. Sendo assim, não vai querer arriscar nenhum chute ou cruzamento. Alex Reinaldo entrou e fez uma boa fumaça, devendo ganhar a posição na próxima partida. Mas também não é nenhum assombro para a gente ficar otimista. Aélson tem vontade, mas não tem qualidade para a série B. Marrone como lateral é um bom volante. Resumo das laterais: estamos perdidos.

A zaga, como escrevi no jogo contra o São Caetano, precisa melhorar e só não havia levado gol em São Bernardo, porque o ataque do azulão de lá é ruim.

Rodrigo Thiesen tem que entender que sua capacidade de passar a bola só é eficaz num raio menor que 1 m. Acima desta distância a chance de errar é muito grande. Eduardo Costa errou algumas vezes, marcou outras com os olhos, mas no geral, não esteve tão mal.

CS 88 foi para mim, a grande decepção da partida. Eu sei que tinha um carrapato ao seu lado, mas craque como ele é, poderia aparecer mais para o jogo. Ele fica perdido na frente, esperando receber a bola. Ele precisa recuar para começar a jogada, pois tem muita qualidade. Foi muito mal e como deve ser um dos que mais ganha no time, tem que sair mais cobrado que os outros. Diego Jardel não estava uma maravilha, mas não deveria ter sido substituído. Foi dos pés dele que o Avaí criou as poucas oportunidades do primeiro tempo.

Reis está mal e além disso, a bola não chega nos seus pés. Márcio Diogo foi, para mim, o melhor da partida. Não estava bem no primeiro tempo, mas participou dos dois lances dos gols, fazendo inclusive o segundo. Tauã entrou bem, mas tem que melhorar para ser titular.

HM ainda tem muito crédito para gastar, mas precisa consertar muita coisa no time. O time não está organizado e parece que o clima não está tão bom assim.

A distância para os primeiros está aumentando e daqui a pouco não haverá mais tempo para alcançar.

Acorda Avaí.

domingo, 7 de julho de 2013

O que mudou?

O Avaí voltou a jogar pela série B e empatou com o São Caetano, fora de casa. Resultado ruim? Depende. O time de Chapecó conseguiu vencer lá dentro, mas o Atlético de Goiás perdeu. Acho que poderia ser melhor, mas dá para aceitar o resultado.

O futebol, no entanto, é que não foi dos melhores. A defesa levou alguns sustos e bateu cabeça algumas vezes. Ninguém vai me convencer que o HM já arrumou a cozinha do Leão. O meio de campo não fez muita coisa e o CS88 não parece muito contente com a vida. No ataque, faltou pontaria e habilidade. Ou seja, o técnico mudou, mas o futebol não muito. 

Se o técnico fosse o Ricardinho, a maioria ia dizer que não passou de um empate e mostrou as falhas do ataque de sempre e só não levou gol porque o ataque do São Caetano é muito ruim. Mas como é o HM, acho que a maioria vai dizer que foi um ponto conquistado fora de casa, que a defesa está mais organizada e o que o ataque criou oportunidades, mas faltou capricho dos atacantes.

Tudo é uma questão de boa ou má vontade. Quando se quer, só se vê o copo meio cheio, que é o caso de muitos agora, porque o HM está no comando. Do mesmo modo, muitas vezes, apenas por uma questão de antipatia, só se vê o copo meio vazio, como na era Ricardinho.

Não vi nada muito diferente no Avaí de hoje em relação ao Leão de maio e junho. Toca, toca e não faz nada. Quando a oportunidade surge, o ataque não aproveita. A diferença é que hoje os atacantes adversários não aproveitaram as falhas da defesa avaiana.

Agora é torcer para que o HM veja os problemas desta partida e conserte para a próxima. Quem sabe com M10 em campo, tenhamos um pouco mais de criatividade, pois CS88 e Jardel não estavam inspirados.

O Leão está 5 pontos distante do último do G4, que é time do professor Pardal. Ainda tem muito jogo pela frente, mas é bom se aproximar logo do pelotão da frente, porque depois vai ser tarde.