quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fomos quem podíamos ser

Um dia me disseram
Que os atletas só davam chutão
Um dia me disseram
Que o galego às vezes erra a direção
E tudo ficou tão claro
Olhei pro banco e vi um cara magrão
Um jogador de brilho raro
Não acerta nem o travessão

A torcida isenta o craque
E malha o presidente outra vez
Disputando um campeonato
Que não paga a conta do mês

Fomos quem podíamos ser
Fomos quem podíamos ser

Um dia me disseram
Quem eram os donos da federação
Sem querer eles me deram
Motivos para mudar de estação
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um veneno depois de outro
Um comentário, um comentário comum

A torcida isenta o craque
E malha o presidente outra vez
Disputando um campeonato
Que não paga a conta do mês

Fomos quem podíamos ser
Fomos quem podíamos ser

Um dia me disseram
Que a torcida sempre tinha razão
Sem querer eles me deram
Ter liberdade de expressão

Quem está jogando tem culpa
Quem comanda o grupo também
A diretoria sempre tem culpa
Mas a nossa torcida também

Fomos quem podíamos ser
Fomos quem podíamos ser

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