quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Avaí 2x1 Marcílio Dias

O começo da partida não foi bom. Como eu havia previsto, se o meio de campo não estivesse inspirado e a bola não chegasse nos pés do Rafael Coelho e do Willian, a coisa ia ficar difícil. O time parecia perdido em campo, muito desorganizado e sem uma jogada ensaiada. Não conseguia sair da marcação adversária e os jogadores não se movimentam para receber a bola. Aí, de onde menos se espera, aconteceu a jogada do gol. Num cruzamento do Bruno, Willian se antecipou ao zagueiro e desviou a bola para o gol – gol de artilheiro. Depois disso, muito toque e pouca produção.

No segundo tempo achei o Avaí um pouco melhor. O time chegou mais vezes com perigo ao gol do marinheiro, fez o segundo, num contra ataque iniciado pelo Zé Carlos e num lançamento primoroso do Batista para o Willian que não perdoou e fez o seu segundo gol no jogo. Estrada ainda fez o terceiro, mas a bandeirinha conseguiu enxergar que ele, no meio de tanta gente, estava impedido. No final, o Marcílio Dias ainda fez o seu, num dos poucos chutes que eles deram em direção ao gol na partida inteira.

Vamos aos jogadores:

Zé Carlos – quase dormiu no jogo, pois não foi exigido. Iniciou a jogada do segundo gol, repondo a bola rapidamente para o Batista, na frente da grande área. Não teve culpa no gol do Marcílio, pois a bola foi bem no cantinho. Podia ter se arriscado em bater uma falta ontem.

Pará – participou bastante do jogo. Tem gente esperando mais dele, mas acho que dali não sai mais do que aquilo que a gente viu ontem. De todo modo, gostei de sua atuação.

Gustavo – bastante aguerrido, mas estava um pouco isolado, pois ninguém do meio de campo não chegava perto dele para fazer uma jogada. Sentiu falta do irmão.

Leonardo – foi bem em sua estréia, mas não foi muito exigido. Parece tranqüilo. Saiu com câimbras.

Émerson Nunes – é o zagueiro tranqüilo e regular de sempre. Não dá show, mas também não compromete.

Bruno – achei que fez uma ótima partida. Deu uma voadeira no começo do jogo que o jogador do Marcílio Dias aproveitou para dar um salto e valorizar o choque. Fora isso, foi bem, mesmo levando o cartão amarelo, que já é de costume.

Batista – tirando o lance do gol, em que fez um belo lançamento para o Willian, achei muito disperso durante o jogo.

Fabiano – se ele jogou bem, só se foi sem a bola. Para mim, estava perdido em campo. Não conseguiu articular as jogadas, que ontem, era uma de suas tarefas.

Maurício Alves – é o jogador que mais aparece para o jogo e por isso, o que mais erra. É impressionante como a torcida não tem paciência com ele. Não gosto disso, pois com o tempo, o jogador, para não receber as vaias, começa a fazer o simples, e não arrisca uma jogada mais aguda. Ai, meu amigo, vira um jogador comum. Acho um ótimo jogador, com ótimo domínio e toque de bola e velocidade. Falta melhorar a finalização, o que acho que não é sua função. Deveria jogar mais pela ponta, tentando explorar sua velocidade e servir os outros atacantes.

Willian – é o matador. Muita movimentação e vontade de participar do jogo. Não desperdiçou as oportunidades que surgiram. Falta se acertar com o Maurício Alves que por duas vezes tocou a bola para trás, na entrada da grande área, esperando que o Willian estivesse ali para completar a jogada.

Rafael Coelho – esteve apagado. Não tinha com quem tabelar e não recebeu nenhuma bola em condições para finalizar. Já notei que a torcida gosta dele, pois aplaudiu todas as suas jogadas, mesmo os passes e as conclusões erradas (ah, se fosse o Maurício Alves).

Jonathan Estrada – começou com vontade. Fez um gol, erroneamente invalidado. Parece que tem habilidade e muita força. Vamos ver se dá liga, jogando ao lado do Marquinhos.

Romano e Rafael – não tiveram tempo para mostrar nada.

Benazzi – fez as alterações que podia. Não teve culpa no gol do Marcílio, como escutei de um @#$&*$# de uma rádio. Naquele momento, o Avaí não estava com um jogador a menos que o Marcílio, mas sim, com o mesmo número, pois o time de Itajaí já havia tido um jogador expulso. Presta atenção no jogo meu filho. Entretanto, no primeiro tempo, o time não conseguia sair da marcação do adversário e faltou movimentação aos jogadores. Também não vi nenhuma jogada ensaiada. Pelo jeito, vai ser assim, aos trancos e barrancos.

Marcílio Dias – esperava mais do time de Itajaí. Marcava bem, mais não conseguia sair para o ataque. Tem alguns jogadores rápidos, mas é só isso. Para quem veio da segundona, até que não está fazendo feio. Deve cair de produção no 2º turno, por falta de qualidade do banco de reservas.

Arbitragem – o filho do Bezerra justificou o porquê da torcida não gostar dele. Sua atuação não foi ruim, mas pipocou na hora de dar o segundo amarelo no jogador do Marcílio Dias. Depois, inventou um cartão para o mesmo jogador, para consertar a besteira que tinha feito. A bandeirinha do lado de lá (eu fico no setor A) errou ao anular o gol do Avaí, e por isso, vai participar da turma que tem que melhorar para receber nota 5.

Torcida – para o horário, a campanha do time e o adversário, achei um público razoável. Cada um torce como quiser, mas como já escrevi antes, acho que pega muito no pé do Maurício Alves. Se ele arrisca um chute, um cruzamento ou um passe e erra, é vaia na certa. Já com o Rafael Coelho e o Willian, que também erraram várias vezes, são só aplausos.

Agora é viajar a Concórdia e trazer os três pontos, pois com toda a besteira que fizeram, só estamos a 5 pontos do poderoso Real Madrid do Estreito. Se tivessem vencido o Imbituba ou o Marquinhos tivesse acertado aquele pênalti contra o Metropolitano, estaríamos ainda no páreo.

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