domingo, 5 de junho de 2011

Imprensa de série D

Quando estava vindo para casa, para assistir o jogo do Avaí, liguei o rádio do carro para escutar alguma notícia do Leão.

Sintonizei primeiro na rádio que era do seu Aderbal (ou ainda é da família, não sei). Meu Deus, colocaram dois caras que não servem nem para comentar as partidas do time juvenil. Estavam questionando o fato do Rafael Coelho não ter sido relacionado. Ué, até semana passada o cara não servia para jogar e agora é peça fundamental? Incoerente são esses caras. Ainda bem que cheguei rapidamente em casa e desliguei o rádio.

No intervalo do jogo, saí para comprar pão e, masoquista que sou, resolvi ligar novamente o rádio. Meu Deus (de novo). Na mesma rádio, o dono de loja (um novo Badú piorado, vendo só coisa ruim) e o ex-narrador (acho que barbie por baixo da camisa) falando mais asneiras. Na outra rádio, aquela que troca as notícias, estavam os não menos piores homem do sapato branco (que quanto pior melhor) e o sem sal e muito chato (sempre metido a sabichão). Escalaram o que tinham de pior para este jogo. Para completar, só faltava o narrado preto e branco.

Apesar de nossas mazelas, este é o terceiro ano do Avaí na série A. A estrutura do clube melhorou muito nos últimos 10 anos. O nível dos jogadores que temos hoje, se não é uma maravilha, são, na média, muito melhores do que aqueles que já jogaram por aqui, em épocas de times sem série e de série C. Tivemos jogadores convocados para a seleção brasileira e vários dos que estão no elenco já jogaram em grandes clubes e não vieram para cá porque estavam em final de carreira, como acontecia antigamente. Ou seja, houve uma grande evolução, tanto na parte de estrutura, como na parte de elenco.

Por outro lado, a gente vê o elenco de nossa imprensa, tanto de rádio e TV (que é basicamente a mesma) e a escrita (quase os mesmos) e percebemos que ela não acompanhou a evolução dos times catarinenses. São os mesmos de muito tempo. E o pior, os novos têm os mesmos defeitos e vícios dos antigos. Não cansam de apontar só defeitos. Elogios, só se inevitável. Defender o que é daqui? De jeito nenhum.

Os times da capital estão na série A, mas a imprensa ainda não saiu da série D.

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