quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não faltou raça, faltou foi gol (e qualidade)


Nos muitos jogos que vimos o Leão sair sem a vitória, o que nos deixava mais preocupado era, além do resultado, é claro, a falta de qualidade e disposição do time. O futebol apresentado não nos dava esperança por dias melhores.

Ontem foi um pouco diferente. O time não jogou mal, tirando os primeiros 15 minutos do segundo tempo, em que esteve perdido em campo, fruto da substituição equivocada feita no intervalo, que desmontou o esquema de jogo do time.

No primeiro tempo o time mostrou organização, toque de bola e chegou rapidamente ao gol, numa jogada em que Lincoln, passou de calcanhar para Daniel, que passou a bola para Willian fazer o gol.

O time de Goiás cresceu no jogo, mas nem assustava tanto, até que num chute de fora da área, Felipe falhou, não conseguindo cortar a bola, que foi morrer na rede. Ele tem bastante crédito, até porque no segundo tempo, fez defesas dificílimas que impediram o terceiro gol do time adversário.

O Leão tentou se recompor, mas não estava bem. Até que o meia do Dragão fez uma fila, sem muita dificuldade, pois os volantes e os zagueiros avaianos foram muito educados e deram a devida licença para o rapaz de Goiás passar até driblar o goleiro e marcar o gol da virada.

No segundo tempo, como já escrevi, Betinho/TC tiraram Dirceu, que boa parte da torcida detesta, recuou Bruno para a zaga, colocou Cléverson no ataque e deixou um buraco no meio de campo e uma zaga perdida na sua colocação em campo. Para nossa sorte, o time de Goiás não se aproveitou das várias chances que teve nos 15 minutos iniciais desta etapa.

Para corrigir a bobagem, colocou Diogo Orlando no lugar de Robinho, que apesar de até concordar que seu futebol não anda lá muito bom, não acho justo a perseguição que parte da torcida tem com ele. O time voltou a se equilibrar e começou a pressionar o adversário.

Até que conseguiu um pênalti, em que o zagueiro tirou com a mão, uma bola que ia para dentro do gol. Bola na marca da cal, Willian bateu muito mal e a cobrança foi defendida sem dificuldade pelo goleiro deles. Aí a torcida mostrou que é diferente. Cantou o nome do guerreiro, pois sabia que precisava motivá-lo se quisesse que o time alcançasse o empate.

Queria muito que a torcida também tivesse esta mesma atitude com outros jogadores que também falham, assim como o Willian e o Lincoln, falham. Infelizmente, a cada falha dos não queridinhos, só se ouve vaias e xingamentos. Para quem eles torcem, para o Avaí ou para alguns jogadores? Eu fico realmente chateado com isso.

É aquilo que já escrevi aqui. Existem dois tipos de jogadores, os queridinhos e os perseguidinhos. Se o primeiro passa a bola para o segundo, que não consegue dominá-la, a torcida vaia o segundo, porque não alcançou a bola. Já em caso contrário, se o segundo passa a bola para o primeiro, que também não consegue dominá-la, a vaia cai novamente para o segundo, que passou errado.

Continuando o jogo, o time mostrou muita disposição e correu o tempo todo em busca do empate. O time de Goiás, agora com um jogador a menos, estava encurralado e fechado na defesa.

Novamente o time do TC mostrou pouca inteligência para saber jogar com um jogador a mais. Se tem uma jogada que não se deve fazer nestes casos, é lançar a bola para a área, pois é onde mais tem jogador adversário. O que se deve fazer então? Tocar a bola, de um lado para outro, pois o espaço para concluir vai acabar aparecendo. E foi isto que aconteceu, pelo menos duas ou três vezes, e surgiram boas oportunidades.

Mas o empate veio no final do jogo, com Cléverson, que é bom jogador, mas é muito preguiçoso, que arrancou pela direita e foi derrubado dentro da área. Mais um pênalti, que desta vez, Willian não desperdiçou.

Eu digo que o ponta-direita avaiano, oriundo do oeste, é preguiçoso, porque ele entrou no segundo tempo, portanto com mais fôlego que os demais, mas mesmo assim não voltava para ajudar a marcar. Ficava escondido lá na lateral, a espera de uma bola. Não marca, não cerca, não faz tabela. Só sabe jogar sozinho. Para nossa sorte, conseguiu dois pênaltis nas últimas duas partidas, mas realmente não tenho tanta certeza assim que ele deve ser titular. Acho que é jogador para o segundo tempo.

Quase conseguimos o gol da vitória, já nos acréscimos (que o juiz não deu tudo que prometeu), quando Willian driblou o goleiro e chutou na rede pelo lado de fora da trave.

Jogo terminado, a vitória não veio, mas a torcida reconheceu o empenho do time.

As coisas estão cada vez mais difíceis, mas ainda não é hora de jogar a toalha. A matemática nos permite sonhar e é isso que vou fazer. Acreditar até o fim. Não me importa o que as estatísticas mostram.

Agora é esperar por um novo milagre no Beira-Rio, como fizemos no ano passado.

2 comentários:

  1. Gosto da maneira educada e a linha de raciocínio de teus comentários.Sou Gaúcho e acompanho o Avaí pq gosto do Gustavo,acho um zagueiro bem regular e o conheço,inclusive fui ao olímpico e não vou ao Beira Rio.No início do 2º tempo,quarta,foi um terror e ficou provado que nem Bruno nem ninguém aguenta um meio campo com buracos,a defesa tem sido muito malhada e culpada por tudo que acontece.O Gustavo errou contra o Santos com o campo cheio d'agua e foi afastado,voltou contra o Grêmio e tomou o 3º cartão numa falta necessária na entrada da área no Douglas que ia entrar sozinho e nunca mais pegou nem lista.No mesmo jogo Mario F.passou pelo Gian que saiu fora da jogada,quarta todos abriram caminho para o atleticano entrar com bola e tudo para não tomarem cartão e seguem no time.O Toninho está desesperado?É teimoso?Sem critério com alguns?É protecionista?É pau mandado? Será que eu sou o cego? É um absurdo o que falaram do Robinho tb,ele fez um bom jogo.Gostaria que descobristes o que acontece e qual tua visão no caso do Gustavo,um jogador que até o meio do campeonato era referência para jogar com qualquer um outro, isto pelos comentários da crônica catarinense.Ninguém desaprende da noite para o dia.Abraços.

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  2. Anônimo
    Eu também gosto do Gustavo Bastos como zagueiro, principalmente pela raça, já que tecnicamente, talvez seja apenas pouco melhor que os outros. Já escrevi aqui que gostaria de ver Gian e Gustavo juntos na zaga, mas sinceramente não sei se vai dar certo, pelas características semelhantes dos dois. Independente disso, sempre disse que o sucesso da zaga depende muito da proteção dos volantes, que acho que melhorou bastante com a entrada do Júnior Urso ao lado do Bruno.
    A gente analisa a escalação do time apenas pelo que vimos nos jogos e não sabemos o que acontece nos treinos. Tem mais gente que deveria ter chance na zaga, como o Thiago Salles que diziam ser uma promessa e nunca vi jogar. Coisas de treinador.
    Obrigado pelos elogios e volte sempre.
    Vê se deixa o teu nome na próxima vez.
    Paulinho

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