quinta-feira, 21 de abril de 2011

O medo de perder tira a vontade de ganhar

Foi no sufoco, mas conseguimos a classificação. Tivemos um primeiro tempo bom, com uma grande chance de gol, que o Rafael Coelho não poderia ter desperdiçado, numa grande jogada do Julinho.

No segundo tempo, o time parecia mais preocupado em não levar gol do que atacar. Me lembrei da frase "o medo de perder tira a vontade de ganhar" e fiquei preocupado. Faltava gente no ataque pois Willian e Rafael Coelho ficavam sozinhos no meio dos defensores alvinegros.

O Botafogo ciscava mas não mostrava perigo. Apenas um chute do Loco Abreu e mais nada. Concordo com o Silas que o jogo estava controlado, mas a gente não pode dar sopa para o azar e foi isso que o time fez. Numa bola pela esquerda do Avaí, Herrera dividou com Renan e sobrou para o uruguaio marcar.

A torcida começou a xingar Silas, ao invés de apoiar o time. A cada erro, uma vaia. Até o Evando que cruzou uma bola bisonha levou alguns apupos, poucos é verdade, pois as viúvas não tiveram coragem de cortar a própria carne. Na arquibancada se ouvia os gritos que este, aquele e aquele outro não serviam para o time. Aliás se o técnico substituísse cada jogador xingado pela torcida, ia ter que trocar uns 10 por partida.

Mas como essa Avaí faz coisa, foi pro tudo ou nada. Marquinhos Santos, Marquinhos Gabriel, Estrada, Willian, Rafael Coelho e Evando, tudo ao mesmo tempo no time. Só nestes momentos para o Silas abrir mão de sua convicção de proteção a defesa. Mas também, o Botafogo não queria mais atacar mesmo, pra que gente pra defender? E deu certo, dois pênaltis para um ser marcado. Marquinhos Santos deixou para Willian cobrar e este não desperdiçou. Foi o gol da classificação.

No final, a confusão. Eu só vi o que está aparecendo na TV, pois saí antes disso tudo acontecer. Aparece claramente Loco Abreu indo em direção ao Marquinhos Santos. Não interessa se houve provocação ou não. Até parece que durante o jogo os jogadores não ficam tirando casquinha um do outro. Em todo o esporte é assim. Até no tênis, que todo mundo pensa que todos os jogadores são cordiais. Ou vocês acham que na troca dos lados e mesmo durante a partida não tem provocação? Na partida de ontem todos falaram que o uruguaio ficou provocando os jogadores depois do gol do Botafogo. Depois não quer receber o troco? Vai chupar prego até virar parafuso meu filho.

O problema é que o Marquinhos ao ver que o Loco Abreu se aproximava, preparou um golpe de caratê pra cima do uruguaio. Nem posso condenar o alemão, que se sai correndo para o vestiário ia ser acusado de covarde. É difícil ser malandro nesta hora, mas só ele saiu perdendo. O Rafael Coelho é que deu uma burrada. O que é que ele tinha que dar aquela voadora pra cima do Herrera? Golpe típico de briga de futebol. Bateu e saiu correndo. Acho que só volta a jogar na Copa do Brasil se o Avaí chegar nas finais.

A imprensa, que já estava contrariada com a classificação do Leão, tá babando com esta confusão e pedindo um tratamento exemplar contra o Avaí. O exemplar deles é sempre punir o Leão e amenizar os problemas no continente. A gente sabe disso.

Agora é esperar pelo São Paulo, já que é difícil acreditar que o Goiás vá reverter a desvantagem.

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