segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que eu vi do jogo

É muito comum ver os comentaristas analisarem o jogo influenciado pelo resultado. É claro que o resultado do jogo tem tudo a ver com o desempenho dos jogadores e a formação tática das equipes, mas a maioria destes "entendidos" tenta explicar a derrota apontando erros de um lado e a vitória pelos acertos de outro. Se o gol acontecer aos 45 minutos do segundo tempo, tudo que era bom vira ruim e o que era ruim, às vezes vira bom (porque tem muitos deles que não dão o braço a torcer de jeito nenhum). Não se pode mudar a análise do jogo por conta de um lance.


Digamos que o Rafael Coelho tivesse feito o terceiro gol ou que o time do oeste não tivesse empatado. Toda a análise do jogo seria modificada. O esquema de jogo adotado, agora considerado errado, seria, pelo menos, aprovado pelo resultado, mesmo que não estivesse do gosto de alguns. O atacante discplicente teria virado matador, o volante improvisado, seria uma boa solução e assim por diante.


Os profetas do passado, aqueles que sempre conseguem dizer o que era para ser feito, mas não foi feito, agora estão apontando como o Avaí deveria ter jogado e as substituições que deveriam ter sido feitas. Agora é fácil falar.


Para mim, se o Avaí não estava dominando o jogo, pelo menos estava com ele bem controlado. O time do oeste tocava a bola, mas não apresentava muito perigo. Os lances de perigo do segundo tempo foram de chutes de fora da área, que Renan defendeu bem. Do mesmo jeito que o Leão aproveitou as oportunidades que apareceram, os índios também aproveitaram as poucas chances que apareceram.


Li alguns blogs atribuindo a derrota pela saída do Gian e a entrada do Émerson Nunes. Bem, os dois gols saíram do lado direito do Avaí, onde jogavam Bruno e Diogo Orlando. Mas também não os culpo, porque temos que reconhecer os méritos das duas jogadas deles. Uma deixada no primeiro gol e um lançamento bem feito no segundo.


Sobre o Rafael Coelho, só posso dizer que desta vez ele não jogou mal. Fez um gol e por pouco não fez o gol do título do returno. Fez a jogada certa, mas concluiu mal. Isto faz parte do futebol. Se ele não estava machucado, eu também não o tiraria, pois outros lances daquele poderia acontecer. O RC deve voltar a vestir a camisa do Leão só no jogo contra o Flamengo, na estréia da série A.


Alguns criticaram o Silas por tirar o Estrada. O que ele estava fazendo de útil em campo? Muito pouco. Se não tirasse ele, tiraria o Marquinhos, que também não fez uma boa partida. Mas quem tem coragem de tirar o galego numa decisão? E a entrada do Evando e do Fabiano? Não gostaram? Ué? O primeiro era o iluminado que viria para decidir os jogos imporantes e o segundo era o volante que ia dar qualidade para o meio de campo. Que coisa né, como os resultados mudam a opinião das pessoas.


Depois que o Avaí tomou o gol de empate, até tentou uma reação e teve lances de perigo, mas estava muito difícil, pois o adversário estava indo em todos os lances com muita vontade. O que faltou foi matar o jogo na hora que podia e ter pecado nos detalhes. O esquema era bom e funcionou em dois jogos difícies.

Até mesmo o mau planejamento pode ser relativizado. Não decidimos o returno em casa por causa das férias nos pampas. Perdemos 5 pontos em casa (1 empate e 1 derrota) e tivemos duas derrotas fora (mais 6 pontos). Quem quer ser campeão não pode perder tantos pontos.

Se tivessemos chegado a decisão, poderiamos até ser campeões, mas isto ia esconder muitas deficiências que o time ainda tem. Para o time titular, acho que precisamos só de um lateral direito (onde anda o star director?) Mas o banco de reservas precisa de atacantes, zagueiros e laterais. Apesar disto, o elenco atual poderia sim, ter sido campeão.

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