sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cozinha de república

Com todo respeito aos estudantes que moram em república e por ventura consigam manter este ambiente comum organizado, assim é a zaga do Avaí. Desarrumada, cada coisa numa posição diferente do combinado, vem qualquer um, abre a geladeira e leva o que quiser.

Atualmente, o time conta com Gustavo Bastos e Dirceu, que foram os titulares nos últimos 4 jogos (duas vitórias e duas derrotas), Welton Felipe e Thiago Sales, além de Cássio e Caçapa no DM e Rafael que não pode jogar pelo Avaí.

Dirceu já chegou com a fama de ruim, e por isso acaba levando a culpa de muito erro que não é dele. Não é craque, mas também não é de todo ruim. Nas primeiras partidas, como contra o Ceará, percebi que ele sai com a bola da área sem dar chutão, sempre tentando passar a bola para algum volante. Seu problema está na colocação dentro da área. Nestas duas derrotas pareceu nervoso em campo.

Gustavo Bastos já mostrou que incorporou a raça avaiana e por isso tem o carinho da torcida. É bom jogador, mas falhou na última partida. Coisas do futebol. Não merecia ir para reserva por causa disso, mas também não é o fim do mundo. Com certeza, terá outras chances para voltar para a equipe titular.

Gian já conhece todos os cantos do DM, já que ficou lá por longos 5 meses. Espero que não tenha esquecido de jogar neste longo período inativo. Era o titular antes da contusão e talvez possa ajudar a arrumar a zaga. Também não era nenhum Émerson, mas jogava bem.

Welton Felipe na zaga é garantia de fortes emoções. Pode fazer uma partida espetacular, até fazendo gol e de repente, dar um carinho, ser expulso e botar tudo a perder. Lembra bastante o Gabriel, que era outro poste desgovernado.

Thiago Sales chegou como promessa de bom futebol, mas não teve chance nem com o Gallo e nem com o TC. Espero que seja usado antes de qualquer improvisação.

Caçapa jogou pouco mais de 20 minutos e mostrou qualidade. Se bem que isso é perigoso de se falar sobre zagueiro, porque bem me lembro que o Leonardo impressionou na primeira partida e quando foi embora, ninguém lamentou. De qualquer maneira, pela sua experiência, agregaria mais qualidade para o setor.

Cássio está voltando a treinar, mas quando estava jogando, neste ano, estava muito mal, longe daquele ótimo zagueiro de outros anos. Quem sabe este tempo no DM o tenha feito pensar e ver o que estava errado, e volte bem melhor.

Ainda tem o Bruno, que quando jogou na zaga, fez ótimas partidas. O problema é que escalá-lo neste setor é desfalcar a meia cancha, onde ele vem tendo atuação destacada como volante, sua função original.

E o que o Toninho Cecílio pode fazer? Não sei se tem algum zagueiro de qualidade disponível por aí. Nem sei se é uma boa idéia trazer agora. Às vezes falta apenas um encaixe. Não sei se Gustavo Bastos e Gian podem jogar junto (será que já jogaram?), mas eles me parecem a melhor formação para a zaga.

Entretanto, além da definição dos zagueiros, o desempenho dos volantes também é muito importante para a proteção da zaga. Muitas vezes o time leva um gol, a zaga leva a culpa, mas o problema já começou lá no meio, com a falta de marcação. Basta ver os gols tomados no jogo contra o Inter e o São Paulo, quando os adversário estavam livres para pensar e lançar a bola para alguém que entrou livre. Num lance como aquele, é realmente difícil para o zagueiro, que está de costas para o gol, acompanhar o atacante que chega de frente e com mais velocidade.

Outro problema são nossos laterais, que já levaram muita bola nas costas ou deixaram os atacantes adversários passarem, de passagem, por eles, como o Neto Berola fez com o Romano, no jogo contra o Atlético. Ali, também precisa arrumar a casa, e os volantes também são importantes para isso.

Talvez a solução da zaga seja fortalecer a frente dela. Acredito que Bruno e Marcos Paulo possam dar qualidade ao setor, tanto na marcação, como no apoio aos criadores.

Enfim, o que não pode é ficar do jeito que está, porque não é todo o dia que o ataque balança a rede por 3 vezes para compensar os dois gols que a defesa leva em média, por jogo.

O mais incrível, é que o clube tinha entre seus dirigentes, um cara que foi um craque neste setor do campo. Se ao invés de ele ter ficado sem fazer nada, com aquela cara de bom moço, tivesse passado, nem que fosse um pouquinho da imensa categoria que tinha, a zaga já tinha melhorado e muito.

Toninho Cecílio também foi zagueiro, não tão bom, mas às vezes, para ensinar, pode até ser melhor do que aquele que foi craque.

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