sábado, 10 de setembro de 2011

Valeu pelo segundo tempo


Passei a tarde assistindo a semifinal de tênis do USOpen entre Federer e Djokovic. Jogo de altíssimo nível técnico. Emendei a tarde no sofá assistindo ao jogo do Avaí. Como eu estava a quase 4 horas assistindo um espetáculo de qualidade foi muito duro para os meus olhos assistir aquele primeiro tempo do jogo do Avaí. Coisa horrível. Acho que o melhor jogador do Avaí mereceu receber no máximo nota 4 e nem sei dizer que poderia ser.

O primeiro gol foi uma falha de marcação do lado direito. Não sei onde Bruno e Arlan estavam naquele momento. Neste lance absolve a nossa tão combalida zaga.

O segundo gol já foi diferente. Depois de três escanteios cortados por atacantes, na quarta tentativa, a zaga fura (o Welton Felipe meio que se abaixa para não cabecear) e a bola fica livre para o atacante mineiro só ter o trabalho de colocar no gol.

O jogo era tão ruim que só continuei a assistir porque sou avaiano. Acho que torcedor é um pouco masoquista, pois não havia nenhuma razão lógica que me fizesse continuar assistindo aquele show de horrores.

No segundo tempo, Toninho Cecílio tirou Pedro Ken, que já não merece mais a condição de titular e colocou Batista, o que não ajudou muito.

A segunda mexida foi a saída de Rafael Coelho, que também pouco fez para a entrada do Estrada. O time melhorou, mas acho melhor não se empolgar muito com o futebol do colombiano, que até mostrou disposição, mas também não é tudo isso que a torcida pensa. Ele apareceu livre num cruzamento do Pará (acho que o único que acertou), mas cabeceou para fora. Fora isso, fez muito pouco.

O primeiro gol saiu de uma rápida troca de passe e um passe preciso do Lincoln (que cada vez mais justifica seu salário) para o Willian, que bem ao estilo de atacante trombador, conseguiu marcar o gol.

TC foi para o desespero e colocou Cléverson no lugar de Bruno. Era tudo ou nada, pois não tinha mais marcação no meio de campo, já que Batista acha que basta olhar para o adversário para eles entregar a bola.

Mesmo assim deu certo. Na base da pressão, depois de algumas tentativas, a bola sobrou para Cléverson, que com oportunismo cabeceou a fez o gol de empate. Aliás, Cléverson que nos últimos jogos não esteve tão, dessa vez entrou mais ligado e com mais disposição.

Ainda teve tempo de Robinho, que não foi de todo mal, dar um chute de fora da área, que desviou na zaga e só não foi gol porque o goleiro deles operou um pequeno milagre.

O empate não foi bom, mas a derrota talvez seria o golpe de misericórdia para a maioria jogar a toalha.

Se jogarmos como no primeiro, é serie B, de certeza. Nossa chance é o time jogar como fez nos últimos 20 minutos do segundo tempo, mas talvez nem seja o suficiente. Tem que ser mais que aquilo para a gente sair do buraco.

Mais tarde eu analiso o desempenho individual da equipe azurra.

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