sábado, 3 de dezembro de 2011

Vamos encher a Ressacada

Chegamos na última rodada de uma maneira que nenhum avaiano queria. Estamos rebaixados e vamos jogar dentro de casa contra o Tombense ainda vivo e disputando uma vaga para as Américas.

Desde o começo achei esta fórmula de fazer clássicos na última rodada um perigo. Não é porque o Avaí está sem nenhuma chance, mas é porque se fosse em outra rodada no meio do campeonato, teríamos casa cheia e um jogo eletrizante. Apesar de que desta vez, vários jogos valerem alguma coisa, sempre é um risco, pois poderia muito bem acontecer de alguns clássicos não estarem valendo nada, causando um prejuízo para o mandante, como o é o caso do Avaí, num jogo, como já falei, que seria casa cheia se acontecesse em qualquer outra rodada.

O jeito é fazer uma limonada com os limões que temos na mão. Não tem como escapar do rebaixamento? O rival já está garantido na Sulamericana? Ok. Sobrou a esperança de acabar com o sonho deles de ir para a Libertadores. De quebra, temos a chance de impedi-los de fazer uma campanha melhor no brasileirão que o Leão fez em 2009, quando conquistou 57 pontos e terminou na sexta colocação.

A diretoria fez muita besteira em 2011? Os jogadores não renderam nem perto do esperado? A maioria não serve para vestir a camisa do Avaí? Tudo é verdade, mas neste domingo tem clássico e pelo menos durante os 90 minutos do jogo, temos que esquecer isto tudo.

Temos que encher o estádio que é nosso, apoiar o time o tempo todo, vibrar com os  gols que hão de vir e fazer a festa por mais uma vitória no clássico.

Protestar? É claro que pode, mas depois do jogo, independente do resultado. Tudo, é claro, sem violência. Aliás, o torcedor tem que ir no jogo com o espírito desarmado. A vida vai prosseguir e não vale a pena, mas não vale mesmo, brigar ou se meter em confusão por causa de futebol.

Se queremos no futuro brincar com eles e querer que tudo acabe numa boa, temos que mostrar agora que sabemos levar na esportiva. O futebol é cíclico e o vento que sopra de um lado hoje, haverá de soprar para outro amanhã.

Apesar do desânimo, ainda é possível gritar:

Eh, oh, eh, oh, vai pra cima deles, Leão!

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