quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ainda sobre o julgamento de Bruno e Nunes

Não sou jurista e pouco ou quase não entendo das leis dos tribunais esportivos e por isso, a opinião que vou escrever pode até esbarrar em algum regulamento jurídico. Mas tudo bem.

O que eu acho sobre a punição do Nunes e do Bruno que nem amarelo ou vermelho receberam durante o jogo, é que o tribunal interferiu no andamento da partida. O que quero dizer com isto?

Entendo que quando um atleta é punido com o cartão vermelho, o julgamento a que é submetido serve para estabelecer a pena que deve cumprir pela infração cometida e registrada em súmula (o que eu também acho uma besteira, visto as disparidades que existem nas decisões dos tribunais para casos semelhantes). Ou seja, a partir de um fato registrado pelo árbitro, o tribunal determina a punição ao atleta pela violação da regra registrada na súmula.

No caso do Bruno e do Nunes, o processo foi instaurado por iniciativa do procurador (nem vou falar dos 'paladinos da justiça da imprensa'), já que nem durante o jogo e muito menos na súmula houve registro sobre o fato ocorrido. Aliás, ao que parece, nem o referido procurador estava assistindo ao jogo e só acusou os atletas após ser informado do fato pelos paladinos e daí foi assistir ao vídeo da partida.

Com o resultado do julgamento, é como se os auditores tivessem  tivesse voltado no tempo e aplicado um cartão vermelho nos dois jogadores, no lugar do árbitro, isto é, modificaram o andamento da partida.

Acontece que para outros casos, a lógica não é a mesma. Por exemplo, se durante uma partida um time faz um gol, validado pelo juiz, mas que pelas imagens fica claro que estava em impedimento, não adianta levar estas imagens, por mais esclarecedoras que sejam, para o tribunal, que o mesmo não vai mudar o resultado da partida.

Aí você pode dizer que isto não pode ser feito, pois não se sabe como seria o resto da partida. Porém, se um pênalti é marcado no último minuto da partida, posteriormente convertido em gol e depois as imagens mostram que não foi pênalti, também não adianta mostrar as imagens, pois o tribunal não vai mudar o resultado da partida.

Para finalizar, acho que daqui para frente, a gente tem que tentar filmar todos os lances do time adversário, principalmente na Ressacada. Assim, qualquer coisinha que o adversário fizer que viole a regra e que não seja marcada pelo juiz, tendo sido gravado pelas nossas câmeras, deve ser oferecido como denúncia ao tão preocupado procurador.

Vamos transformar o futebol num BBB. Para que disputar uma partida no gramado já que se pode decidir um campeonato no tapete verde dos tribunais? O perigo é que tem um time perto daqui que é imbatível nesta modalidade.

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