terça-feira, 15 de maio de 2012

Estava indo tão bem

A semana era para ser de alegria e calmaria, com um ótimo clima para a estréia na série B. Afinal, o time foi campeão no último domingo, jogando contra o maior rival no campo dos caras, depois de ser dado como acabado no campeonato.

Mas parece que no Avaí não é simples assim.

O presidente anunciou a demissão do gerente de futebol, Carlos Arini e a contratação de Marcelinho Paulista, vindo do Corínthians, em função de um parceria com o time de São Paulo. Os jogadores não gostaram e invadiram, pacificamente é bom dizer, para mostrar sua insatisfação e para pedir para o presidente reconsiderar a demissão de Arini.

O que dá para falar sobre isto tudo? Muita coisa.

O Carlos Arini não era bem visto pela torcida e muita gente queria que ele tivesse ido embora junto com o Ovelha. Montou o time que foi campeão catarinense e tem seus méritos na conquista, apesar de muitos não reconhecerem. A prova de sua importância está justamente no apoio que recebeu dos atletas. A partir deste gesto dos jogadores, dá para imaginar que se o Arini tivesse saído após o jogo contra o Camboriú (como muitos queriam), o Avaí não teria nem se classificado para as semifinais. Entretanto, não tem muita lógica lamentar sua saída agora, pois muitos queriam vê-lo longe da Ressacada. O problema está na reação dos atletas. Apesar da gente reclamar que o Zunino complicou uma semana que era para ser de paz, não tinha outro momento para mandar o cara embora, porque depois de começar a série B é que ficaria complicado.

O que é de se estranhar é o grupo não ter sido comunicado da demissão antes do anúncio para imprensa, tanto da saída do Arini como da chegada do Marcelinho Paulista. Se isto tivesse sido feito, esta mal estar não teria ocorrido e a roupa suja seria lavada dentro de casa, longe dos ávidos microfones dos urubús de plantão, que já estavam imaginando uma semana de tristeza (para eles).

Por outro lado, o jogador é funcionário do clube e não tem nada que ficar dando pitaco na estrutura administrativa. Já vimos que os jogadores quando querem, derrubam treinador, mas manter emprego de alguém, é a primeira vez que vejo tentarem. Entretanto, eles têm que entender que existe uma hierarquia e não podem querer escolher quem vai ser o gerente de futebol do clube. Isto realmente pode conturbar o ambiente da Ressacada que Hémerson Maria custou tanto para acalmar.

Em relação a chegada do Marcelinho Paulista, não sei o que falar. Primeiro me confundi com o outro Marcelinho (o Carioca) e daí pensei: agora vai tudo para o buraco. Depois que vi que não era aquele encrenqueiro, até me acalmei. Mas também pouco sei sobre ele. É certo que será um testa de ferro da parceria.

A parceria é outra incógnita. Por um lado, não me agrada, principalmente por se tratar do Corínthians, um time que eu realmente não gosto. Acho que o Avaí pode virar estaleiro de jogadores não aproveitados em São Paulo, apesar que isto também acontecia na época da LA Sports. Por outro lado, o time paulista é atualmente um dos clubes mais ricos do Brasil e vai receber neste ano, apenas pela cota da TV, R$ 90 milhões. É muito dinheiro. Com toda esta grana é provável que eles venham a contratar vários jogadores que não sejam aproveitados no Parque São Jorge e vão querer colocar em algum time. O perigo é vir junto com alguns bons, muitos ruins.

Infelizmente, a lua de fel do Zunino com a torcida irá continuar e só a subida para a série poderá amenizar (mas não eliminar) esta amargura da torcida avaiana.

Vamos ver o que dar isso tudo. No jogo de sábado a gente vai ter uma ideia. Será que Hémerson Maria vai continuar mantendo o grupo unido e a favor do Avaí?

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